Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Que grande necrópole é o nosso coração humano!

...se estamos com pouco tempo para cuidar da vida, menos ainda nos sobra para cuidar da morte.

Se eu demorar, me espera, Se eu sussurrar, escuta,
se eu balançar, segura
Se eu gaguejar, me entende, se eu duvidar, me jura
Se eu for só teu, me tenha, Se eu te amar, me sente,
se eu te perder, me ganha, Se eu chorar, me anima,
mas se eu sorri é por você

Um por um deus por nois tamo aqui de passagem

Vivendo apenas pra vencer a falta que me faz você.

CPM 22

Nota: Trecho da canção Um minuto para o fim do mundo.

Eu ando em uma estrada solitária, a única que eu sempre conheci, não sei até onde vai, mas sou só eu e eu ando só... Eu ando nessa rua vazia na avenida dos sonhos despedaçados, onde a cidade dorme, e eu sou o único à andar sozinho.

Ser meu namoradinho
E me der o seu carinho
Sem ter fim
Prá você eu digo:
Sim!...

Humildade é:
- A mãe de todas as virtudes que protege você de todas as negatividades;
- Um grande espelho para si e para os outros, um sinal de grandeza;
- O primeiro e o último passo para se tornar um anjo;
- Um imã que atrai a atenção de todos;
- A semente da unidade, pureza, honestidade, simplicidade, serenidade, realeza;
- Um espaço sem fronteiras;
- Confiança e orgulho verdadeiro;
- A maior força para curar qualquer situação;
- Uma árvore repleta de frutos.

Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

Guimarães Rosa

Nota: A Terceira Margem do Rio, Primeiras Estórias, Guimarães Rosa

O currupto seria chamado de canalha no dicionário português

Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os veem como loucos, nós os vemos como gênios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente poderão fazer.

Rob Siltanen

Nota: Texto criado para o comercial “To the crazy ones” da Apple.

O inverno nunca falha em se tornar primavera.

A juventude quer divertir-se, a velhice, trabalhar. Ninguém se casa só para ter filhos, mas, uma vez que os tem, eles o modificam e, no fim, ele percebe que tudo, com efeito, acontecera somente em função deles. Isso prende-se ao fato de que a juventude, sem dúvida, gosta de falar da morte, mas nunca pensa nela. Com os velhos, dá-se o contrário. Os jovens julgam que vão viver eternamente; daí, poderem reportar a si mesmos todos os seus desejos e pensamentos. Ao contrário, os velhos já perceberam que, num ponto qualquer, existe um fim e que tudo o que alguém tem ou faz só para si mesmo, acaba por cair no vazio e por ter acontecido em vão. Assim, necessitam de outra eternidade, bem como da crença de que não estão trabalhando unicamente para os vermes. Para isso existem mulher e filhos, atividades e cargos e pátria: para saber-se por quem é, afinal de contas, que suportamos a lida e o desgaste e as aflições cotidianas.

Inimigos

“O apelido de Maria Tereza, para Norberto, era ‘Quequinha’. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava na sua mão, carinhosamente, e começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
-Ora, Beto!
Com o passar do tempo o Norberto deixou de chamar a Maria Tereza de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
-A mulher aqui...
Ou, às vezes:
-Esta mulherzinha...
Mas nunca mais Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca o silêncio. O tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por Ela.
-Ela odeia o Charles Bronson.
-Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chama-se de Ela, ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer ‘essa ai’ e a apontava com o queixo.
- Essa ai...
E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.
(O tempo, o tempo. Tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois cura.)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
- Aquilo...

Luis Fernando Verissimo
Novas comédias da vida privada

O indivíduo, quanto mais generoso é, quanto mais se multiplicam as suas possibilidades, tanto mais disposto se mostra ele a mudar e tanto menos se inclina a deixar que seu passado lhe defina o futuro.

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse natal todo dia.

Ensina-nos a não ter pressa, mostrando que há uma razão e um tempo para tudo. Permite-nos sorrir para desafios e crises, porque nos faz entender que há solução para todos os problemas. Ensina-nos a abrandar nossas respostas ao dar tempo para avaliar a situação com mais clareza. Gentilmente permite-nos aceitar as cenas do drama da vida, sabendo que as nuvens passam. Para ter paciência é preciso ter fé em si, nos outros e em Deus. Grande é o poder da paciência.

Amor que a gente dá nunca recebe do mesmo duvide.

MARQUE A CAIXA ( ) Solteiro( ) Namorando (✓) A espera de um milagre...

Só direi SIM quando tiver a necessidade de dizer NÃO