Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
Linhas
Por onde andaste, meu amor?
Que esquinas, que ruas, becos ou vielas?
Onde andas tu, onde andas?
Que linhas cruzaste: retas, tortas, longitudinais?
São tantas linhas que ultrapassaste...
Algumas belas como tu,
outras tortas, sinuosas,
iguais aos caminhos que a vida apresentou.
Diante de tantos caminhos, tantas incertezas
e amores efêmeros no mundo,
foi em questão de segundos
que tu te tornaste o meu mundo.
Seu sorriso tirou o interesse
em qualquer outro que não seja você.
Meu bem-querer, meu mundo,
meu universo é você.
Com amor para Moises.
"Este é o caminho mais nobre de servir a Deus: fazer o bem sem pensar, sem calcular ou raciocinar, por amor ao bem e ódio ao mal; cautelosamente, com oração e vigilância, mas ao mesmo tempo com generosidade, de modo que se de repente nos perguntassem por que o fazemos, só poderíamos responder 'porque sim' ou 'porque Cristo agiu assim' [...]."
Alguns gastam tanto tempo reclamando do que não tem que se esquecem de serem gratos por aquilo que Deus já lhes deu.
Vivemos em um tempo em que o desrespeito por uma risada vale mais do que o respeito por causa do amor.
Tratar os outros como você gosta de ser tratado é necessário e evita alguns problemas. Não esperar reciprocidade é maduro e evita muitas decepções.
Para saber se está agindo corretamente com uma mulher, pergunte-se: a trataria assim na frente de seus pais, esposo ou namorado? Se a resposta for não, então você está agindo mal.
Deite-se na grama de vez em quando. Brinque com as crianças. Brinque como uma. Não leve a vida tão a sério. Ela já é difícil então facilite. Agradeça mais e você terá sempre mais a agradecer.
"Nada floresce sem a coragem de romper o hábito que adormece a vontade. O conforto, esse refúgio ilusório, apenas preserva a estagnação. É no domínio silencioso de si, atento à razão e fiel ao dever, que o homem aceita o desconforto como ponte. Assim, a disciplina deixa de ser peso para tornar-se liberdade, pois, sem ela, o desejo torna-se quimera e a alma definha em um repouso estéril."
“Há quem só encontre repouso quando tudo parece sob controle. Não se trata de mera inclinação à ordem, mas a expressão de uma memória inscrita no próprio modo de ser, um eco persistente de quem aprendeu, desde cedo, que a paz nunca foi um estado natural, mas uma conquista frágil, sustentada pela vigilância constante. Assim, o controle não nasce do desejo de domínio e sim da necessidade íntima de preservar um mínimo de segurança diante de um mundo que, em algum momento, já se revelou incerto.”
Eis que nosso amor se fazia em imagens quando o vento velejava pelos vales vazios e brisas brandas beijavam os bosques. Tudo era fantasia e brilhavam as retinas sob o silêncio de sinuosas sentenças de alegria. Pois se sabia que a realidade existia em estado de poesia que percorria planícies pálidas e profundas a cegar nossas dores ocultas. Folhas frágeis flutuavam e a vida se fazia como um rio frente ao frio rubor do esquecimento ao furtar palavras alimento na mesa de nossos arrependimentos. Cantavam sabiás negros sobre campos calados e nosso ser fatigado caminhava as motanhas do sagrado. Mansas marés murmuravam melodias marítimas e na praia nossas pegadas se demoravam. Tímidas tardes tigiam de tons tênues a terra vermelha de nossos antepassados, que reviviam rios que riscavam rochedos rugosos. O amor era oneroso, mas se dividia em parcelas a perder de vista. E satisfeitos nossos dentes riam. Douradas dálias dançavam diante do dia. E olhavam nossas retinas no esplendor de uma alegria suspensa que deixa mais amena a melodia, era o que os sons da casa dizia. Borboletas bordavam o bosque e nós bordávamos nossa própria sina. Claras cascatas cantavam cristalinas em nossa face aguerrida e os olhos se fartavam de margaridas nas palmeiras de minha terra antes do exílio, se é que eu não fantasio. E negava no comércio o consumismo a escrever versos plenos de simbolismo. Assonâncias e aliterações falavam o não dito e não se escreviam versos malditos, que eram uma outra tendência da existência. Vastos ventos varriam veredas verdes, e a vida ficava cada vez mais cheia de lembranças e percevejos na constante relatividade em que te vejo e na altura de um beijo grilos grardavam os jardins. De uma espera que nunca chega ao fim. Hei de habitar longínquas luzes que lembram lagos luminescentes. Eu, você e todos os viventes, a beber a crença do amor que se esvai como um retrato passado a perder as cores. Sombras suaves introduziam a noite em prateadas plumas a pousar nos pinhais antigos ancestrais em que místicos monges meditavam entre montanhas e o silêncio era tão grande que doía nos ouvidos do instante de uma prece contida. Eu pensava em você, no seu ser, onde raras rosas resistiam ao rigor do inverno. Rosas do poema que se faz em prosa e beija a língua dos versos na altura do agora, pois há de se observar que doces desejos deslizam dentro da alma. Sinto profunda calma e acalento as palavras que têm sede de serem ouvidas. Serenos sinos soam sobre a terra vermelha. E a poesia se escreve alheia, em um longo romance entre as palavras que no chão se lavra. Eis que da noite densa caiu a aurora, que dourava a nossa estrada e a alma vaga na vasta manhã. O eco do vento percorre o tempo, nosso alimento, e nos fartamos de horas e minutos tênues sobre a névoa leve que desce entre verdes de nossa natureza. Um rio sombrio conduz o destino e rimos pois que há muito se espera em nossa terra esfera. A brisa suspira entre as ilhas antigas que nos convida a unir nossas vidas em um momento de epifania.
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