Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

“Prepare-se para o pior; o melhor cuida de si mesmo.” Isso pode soar como uma obviedade, mas não é: basta observar o quanto as pessoas tendem a se preparar para o melhor e esperar que o pior cuide de si mesmo.

Nassim Nicholas Taleb
Antifrágil. Rio de Janeiro: Best Business, 2015.

O preconceito vai muito além da nossa imaginação e daquilo que as pessoas imaginam. É uma coisa que atinge todos os ângulos de uma pessoa.

Glória Maria

Nota: Trecho de entrevista com Marília Gabriela, em 2016.

⁠As coisas se tornam mais perfeitas assim que suportam prazer e dor.

Dante Alighieri
A Divina Comédia (1320).

Nota: Tradução de um trecho do canto VI, localizado na seção do livro intitulada Inferno.

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⁠Good Vibes

Bem de Boa é voar nas nuvens
Com prisma de energias boas
Soltas pelo ar em redor perfume
Purificar o que antes era denso
E aqui ficar vivos bons momentos
Neste aroma com cheiro de incenso
No mar de minhas ondas vibrantes
Com sorrisos e colo aconchegante
Livre do que à carne se prende
Tão coerente é viver incontido
Liberto de correntes e falsos abrigos
Em transparente alegria de estar vivo.

⁠⁠A sedução do Arlequim

Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Ele surge com sua roupa de losangos no teatro popular italiano (commedia dell’arte). Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina. Vejo que meu texto começa a parecer marchinha saudosista de carnaval...

Há certa dignidade na personagem. Cézanne e Picasso usaram seu talento para representá-lo. O espanhol foi mais longe: retratou seu filho Paulo em pose cândida e roupa arlequinesca. Joan Miró criou um ambiente surrealista com o título Carnaval do Arlequim.

Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.

Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste deste último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”.

O ator manhoso sabe que podem existir algumas recriminações diante de uma piada feita com a tia acima do peso ou com o tio falido. Todos queremos nos imaginar bons e incentivadores da harmonia familiar. Todos amamos encontrar um bode expiatório e o Arlequim é um especialista neles. O tipo ideal de vítima apresenta alguma fraqueza física, financeira ou intelectual. A ferida narcísica alheia é um deleite. A hemorragia em chaga de terceiros pode ser sedutora. Claro, isso não inclui você, querida leitora e estimado leitor, apenas as estranhas famílias do seu condomínio; nunca a sua.

O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. O pequeno “menino diabo” (uma chance de etimologia) atrai, sintetiza, denega, ressignifica e exorciza nossos muitos pequenos demônios. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.

Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.

A astúcia do ator maldoso depende da malícia da plateia. Falamos muito do fofoqueiro, por exemplo. É rara a análise sobre a voz passiva daquele que não faz a fofoca, mas que dá espaço e ouvidos para ela. Deploramos o piadista preconceituoso, poucos deixam de rir diante do ataque frontal a outro.

Lacan falava que o limite conferia a liberdade. Sem a placa de velocidade máxima, eu não seria livre para ultrapassar ou ficar aquém do patamar máximo. Da mesma forma, ampliando a ideia, o Bem é cronicamente dependente do Mal. Sem a oposição, nunca serei alguém “do governo”. Batman e Coringa fazem parte de um jogo consentido de vozes. Bocas que fazem detração necessitam de ouvidos aptos. Criminosos dependem de cúmplices. A violência do campo de concentração necessita, ao menos, do silêncio da maioria. Pierrots, Colombinas e Arlequins constituem um triângulo amoroso, uma figura estável porque possui três ângulos visíveis. A perda de uma parte desequilibraria o todo.

Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus. O fascismo dependeu de “alemães puros”; as democracias efetivas demandam pessoas impuras, ambíguas, reais e falhas. O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.

Leandro Karnal
Estadão, 26 dez. 2021.

⁠"Seja imparável, inquebrável e imbatível. Isso é exatamente o que você, eu e todos nós merecemos viver!
Seja invencível!"

⁠Ame problemas!
Pois quem ama problemas, também ama recompensas.

⁠Nada quebrado.
Nada faltando.
Nada fora do lugar.

⁠*_Boa noite minha namolada* perfeita linda princesa deusa paixão amor da minha vd 💕_
~Dorme com os anjinhos minha vd 💞~
~*Sonhe com o Rei 💓*~
~_Se cuida bem que papai do céu abençoe seu soninho 💝_~
*Vc e tudo pra mim🤍*
~Até amanhã se Deus quiser ❤‍🩹 vc ta no meu colação~
~Te amooo mil milhões muito muito infinito 💖~


_*O brilho da noite é o momento perfeito para a gente se amar*_

Preciso saber que fiz uma coisa certa nesta vida!

Eu entendo que você está com raiva, mas não precisa ficar com raiva do mundo inteiro. Você pode simplesmente ficar com raiva de mim.

Quero ser amada pelo maior número de pessoas possível.

⁠Ontem muita chuva por aqui no mas hoje tá aí o sol brilhando com toda força, para nos mostrar que dias chuvosos são necessários para nós preparar para os dias ensolarados nos quais precisaremos estar em pleno vigor para aproveitar ao máximo!

As chuvas? A lama? Os ventos?.

Tudo foi instrumento de Deus para:

1 - Lavar (Chuva).

2 - Ajuntar o que não servia (Lama).

3 - Levar pra longe (Vento).

Só agradecer mesmo tá tudo lindo!

Identifique seus problemas, mas dê poder e energia às soluções.

O amor nos testa. Eu fui testado mais que a maioria. E virei um fantasma. Sem casa, sem nome, tudo isso por você.

You
4ª temporada, episódio 1.

Sinto falta de ter alguém lá fora. Alguém que valha a pena olhar. Um quebra-cabeça a desvendar. Você.

You
4ª temporada, episódio 1.

A maioria das pessoas está desesperada para contar como se sente, só que precisam de permissão pra isso.

Acho que nunca vou ser quem você precisa que eu seja.

⁠A alma do livro é o texto. A capa é apenas o seu corpo. Mas lembre-se: embalagem vende.

Se ele partir seu coração, eu atiro nele.