Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
No meio da multidão, ela era silêncio cortante, Um sopro frio que atravessou meu peito sem avisar. Não houve toque, nem olhar prolongado, Só um instante — uma faísca que queimou mais que o fogo. O mundo continuou girando, indiferente, Mas dentro de mim, o tempo parou, Como se a vida inteira coubesse naquele breve segundo, E fosse suficiente para nunca mais esquecer. Mas a faísca virou chama só dentro de mim, Ela desapareceu na multidão como um fantasma indiferente, Sem saber se percebeu o fogo que acendeu, Ou se, para ela, aquele instante não passou de sombra. Carrego esse vazio quente no peito, Um segredo sem nome que não se atreve a se revelar, E enquanto o mundo insiste em girar, Eu fico preso naquele segundo — eterno e solitário.
- J.C. Mortimer
Dia 7 de Agosto
Ainda me lembro como se fosse ontem… o teu rosto vivo e sorridente, como se o próprio verão tivesse escolhido morar em ti. Nunca, em toda a minha vida, tinha visto alguém tão bonito na praia. O teu cabelo, leve e rebelde, carregava pequenos grãos de areia como se fossem joias roubadas ao mar. As marcas do bronze desenhavam-te, mas foi nos teus olhos — grandes, castanhos e profundos — que me perdi para sempre. Neles vi o reflexo dourado do sol… mas também um adeus silencioso, disfarçado, mesmo que eu não entendesse o porquê.
Amar alguém em silêncio é um peso que não se explica. É como atravessar um deserto sozinho, sabendo que cada passo te afasta da salvação. É aceitar a própria morte sem resistência, apenas para continuar a sentir, nem que seja por mais um instante.
Eu nunca gostei de dizer adeus, mas naquele momento percebi que precisava de respostas:
Qual a razão de eu estar aqui?
Qual o feitiço que me prendeu, que me acorrentou sem correntes visíveis?
Por que esta tristeza se mistura com pequenos fragmentos de felicidade que desaparecem antes mesmo de eu conseguir segurá-los?
Se pudesse, apenas uma vez, abraçar-te… pediria para não me deixares sozinho neste escuro. Eu não sei sair daqui sozinho. Preciso que esperes por mim, que sejas como uma pomba branca à minha janela, vigiando-me sem nunca me abandonar. Eu não gosto de escrever — talvez nem saiba — mas é a única forma de libertar o monstro que vive dentro de mim.
Não tenho grandes objetivos na vida. Desde que esteja contigo, não preciso de mais nada. Quero ver os teus dias passarem, estar ao teu lado nos bons e nos maus momentos. Quero ser o ombro onde possas chorar, e a mão que possas segurar quando tudo parecer ruir. Quero devolver-te a felicidade que me deste, a mesma que me motivou a continuar a viver.
Explica-me… por que vejo os teus lábios doces nos meus sonhos? Por que me chamas pelo nome quando fecho os olhos? Habituaste-me a um mundo que agora não sei viver sem.
Por favor… volta.
V.
absurda imaginação, é como sorrirmos a sonhar, assim leve e claro, numa noite de outono, quando tudo já fica distante e o tempo corre sem parar... e eu sempre digo... fica não vás!
..
Uma história clichê de recuperação
21 de fevereiro de 2025. Sol, mar, orla e eu com a genial ideia de sair de roller. O celular em 5% parecia até um símbolo: menos tela, mais vida. Depois de 5 km, encontrei uma rampinha. Pequena. Inocente.Já estava cansada, não dei a devida atenção. Como já sabemos… o plano não deu certo.
Caí.
Tive ajuda de várias pessoas da praia. Chamaram a ambulância, o bombeiro veio, imobilizou o braço, que sentia solto — sim, braço e antebraço não estavam mais juntos — e eu precisava segurar com a outra mão. Mas ainda não tinha noção da gravidade. Até pensei: “ah, umas 4 semanas sem beach tennis”.
Ingênua.
De ambulância, fui para o hospital mais próximo. Dor? Sim, mas suportável. Até chegar no raio-x.
Sabe aquelas crianças birrentas que choram no meio do shopping e os pais ficam com vergonha do escândalo? Essa era eu na sala do raio-x. Acontece que, na hora de fazer um movimento para o exame, a dor subiu para um nível que eu não sabia que existia. Era insuportável, mesmo com 2 injeções para a dor. Das 4 chapas, consegui tirar só 1. Precisava saber se tinha quebrado em outro lugar, mas não aguentei continuar. Fiz só uma chapa e seja o que Deus quiser.
Quando viram o exame, chamaram a médica correndo. Ela tentou explicar, mas eu não conseguia processar nada. Resultado: pediram outra ambulância para me levar a um hospital que pudesse operar.
Na ambulância, usei o que restava de bateria para avisar algumas pessoas.
No segundo hospital: sentada na cadeira de rodas, dor, braço solto, ainda com areia da praia, roller no colo, cara de choro… e uma fila absurda. Gente esperando mais de 3 horas no corredor. Tomei a tal morfina, que foi uma decepção já que a dor nem sequer diminuiu.
Depois de um tempo, entrei na sala do ortopedista (única coisa boa de estar péssima é que passa na frente na fila). O médico do plantão já estava há horas seguidas em uma cirurgia de acidente de moto. Estava visivelmente exausto. Ele olhou meu exame, e com um ar surpreso e chocado disse:
“Você não quebrou o cotovelo. Você explodiu todas as articulações do cotovelo, como conseguiu fazer uma coisa dessa?”
Os olhos cansados dele pareciam conversar com a enfermeira, como quem não tinha mais energia para encarar uma nova cirurgia. Respirou fundo de novo e me disse:
“A sua fratura não é simples. É completamente compreensível sentir tanta dor. Vou aproximar os ossos para diminuir um pouco, mas depois será necessária uma cirurgia de correção. O que é importante você saber é que vou fazer o meu melhor — mas o melhor de qualquer médico não vai trazer de volta como era antes. É uma cirurgia de alta complexidade, e não consigo garantir o quanto você vai conseguir reabilitar. Com certeza terá sequelas.”
Eu chorava e ria de desespero (eu começo a rir quando fico nervosa).
Papéis assinados e fui para a cirurgia.
Acordei já no quarto, sozinha, com o braço engessado. Sem areia, muito sono e uma sensação estranha de alívio.
E esse foi só o começo. A parte da recuperação é outra novela que ainda está sendo escrita.
Não há nada além das fronteiras que não possa ser vencido. Mas é preciso algo que poucos têm: coragem!
Seja Hoje Diferente não é apenas um convite à mudança — é o espelho que revela quem você realmente é quando decide se escutar. O autoconhecimento começa quando você para de repetir o ontem e começa a construir o agora com intenção.
O amor nos segue. Vai aonde formos. Não conhece barreiras sociais, distância ou bom senso. Não acaba nem quando a pessoa amada morre. O amor faz o que quer.
Seja grato a Jesus
Todos os dias da sua vida
Pois se você hoje é liberto
Foi pela entrega Dele na cruz
No meu e no teu lugar
E tal qual a chama alquímica transmuta a matéria vil em fulgor etéreo, que a Tua essência ígnea refine minhas imperfeições, transmutando a aridez da minha fragilidade na robustez da força e o gélido abraço do temor na audácia da coragem.
Não é sobre se é bonito ou não, é sobre "que tipo de beleza tem?" Deve agradar a você mesmo e não outrem.
Meu coração se abriu quando encontrei o seu amor. Agora entendo suas fugas depois de nos amarmos. Te ensinei e aprendi contigo. As promessas que fizemos estão guardadas no íntimo de nossos corações.
Você já havia me dito que sou o dono do seu coração. Busquei a resposta do que me pertence, e você me disse: são os seus olhos me querendo.
Herança maldita de uma alma colonizada, o brasileiro, filho do latifúndio cultural, trocou o libré do barão, que fingia a classe francesa no salão de visitas, pelo jeans rotoso do cowboy ianque na tela do celular.
Se antes ele engoliu, sem digerir, o luxo de Versalhes, hoje mastiga, sem paladar, o fast-food de Hollywood.
Nesse pandareco tropical, onde a identidade é falsa e vestida como fantasia de outlet, onde o samba de raiz é embalado em plástico-bolha digital pra ser entregue como experiência cultural, e o forró virou trilha sonora de app de delivery, tudo é branding, tudo é pitch, tudo é mindset.
O gerente se chama leader, o chefe virou head, e até o cafezinho foi promovido a coffee break.
Em vez de ideias, fazem brainstorm. É tanta sigla em inglês que o trabalhador já esqueceu como se pede um aumento em português.
E nesse co-working de muros baixos e inglês improvisado, confunde-se exploração com oportunidade, e subordinação com sofisticação.
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