Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

CUIDADO!

Ó namorados que passais, sonhando,
quando bóia, no céu, a lua cheia!
Que andais traçando corações na areia
e corações nos peitos apagando!

Desperta os ninhos vosso passo… E quando
pelas bocas em flor o amor chilreia,
nem sei se é o vosso beijo que gorjeia,
se são as aves que se estão beijando…

Mais cuidado! Não vá vossa alegria
afligir tanta gente que seria
feliz sem nunca ouvir nem ver!

Poupai a ingenuidade delicada
dos que amaram sem nunca dizer nada,
dos que foram amados sem saber!

Guilherme de Almeida
DE ALMEIDA, G. Messidor. São Paulo: O Livro, 1919.

INFÂNCIA

Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".

Guilherme de Almeida
DE ALMEIDA, G. Poesia Vária. São Paulo: Editora Cultrix, 1963

Dia Nublado

"Chuva fina no telhado,
Vida que goteja do céu nublado.
Na árvore,
passarinhos entre galhos, procurando proteção.
Sentado na janela,
gatinho preguiçoso, olha tudo com atenção.
Aqui dentro me reconforto com essa imagem,
Dentro do meu aconchego e da minha pequena solidão,
Sinto-me simplesmente abençoada,
E transbordo gratidão."

O amor ele e traiçoeiro, ele pode nos levantar mas ele também tem o poder de nos rebaixar.

Quanto mais popularidade o governo tiver, mais paciência e diálogo deve ter. E popularidade vai e vem. Popularidade é uma coisa. Voto é outra coisa.

Não se trate de momentos, mas de emoções, sentimentos. Eu não estou bem e isso já faz algum tempo, mas não me esqueço de quando eu fiquei feliz pela última vez e vi toda aquela emoção da vida e de amor em mim e ao meu lado, mas já faz um mês que essa tristeza repentina não passou, ela vai e volta, é meio viciante, mas eu não gosto, porém, não consigo fazer nada para que isto mude, estou tentando, mas ainda não consegui

"Nostalgia, silêncio
grita a verdade
assusta e acalma."

Me desfiz em universo, Zé, só pra você explorar.

"Eu sou vários em um só. Para cada Maria, um José que ela merece", você me diz e eu penso "Ahh, Zé, se tu soubesse quantas Marias cabem em mim também..."

Sou viciada em loucuras
Sou filha da tristeza
Já estive aqui muitas vezes antes
Fui abandonada e estou com medo agora
Não posso lidar com outra queda
Sou frágil, e apenas me deram as costas
Eles me esquecem, não me veem
Quando eles me amam, me deixam

"Tão louca é essa coisa que chamamos de amor"

Encurralado

Bem, eles diziam que tudo terminaria
assim: velho. o talento perdido. tateando às cegas em busca
da palavra

ouvindo os passos
na escuridão, volto-me
para olhar atrás de mim…

ainda não, velho cão…
logo em breve.

agora
eles se sentam falando sobre
mim: “sim, acontece, ele já
era… é
triste…”

“ele nunca teve muito, não é
mesmo?”

“bem, não, mas agora…”

agora
eles celebram minha derrocada
em tavernas que há muito já não
frequento.

agora
bebo sozinho
junto a essa máquina que mal
funciona

enquanto as sombras assumem
formas

combato retirando-me
lentamente

agora
minha antiga promessa
definha
definha

agora
acendendo novos cigarros
servido mais
bebidas

tem sido um belo
combate

ainda
é.

Hoje a nostalgia bateu forte....
48 anos...faço um balanço da minha vida....
Perguntas muitas....
Respostas......tristes......incertas....
Sonhos desfeitos....projetos a meio....
Mas os abraços e beijinhos dos filhotes...
Do marido já me fizeram sorrir.
Hoje é aquele dia que todos temos uma vez por ano.
Sou uma bébé, uma recém-nascida...
Uma criança de novo ...que bom!
Faz hoje 48 anos que nasceu esta menina grande, cheia de sonhos.
Sim hoje é o meu aniversário....
Hoje os meus amores não deixaram esquecer-me de mim.
O dia amanheceu....talvez como eu queria...rodeada de amor..!!

Numa entrevista...

- Qual o seu grau de escolaridade?
- Bem, eu cursei quatro anos de amor integral, terminei ano passado. Atualmente, prossigo com a pós graduação em desapego.

Se você não compreende os meus olhos jamais
compreenderá os meus sentimentos

Um passo adiante na convalescença: e o espírito livre se aproxima outra vez da vida, lentamente sem dúvida, quase recalcitrante, quase desconfiado. Fica outra vez mais quente ao seu redor, mais amarelo, por assim dizer; sentimento e simpatia adquirem profundeza, brisas de degelo de toda espécie passam por sobre ele. Quase se sente como se somente agora seus olhos se abrissem para o perto. Está admirado e se senta quieto: onde estava? Essas coisas próximas e muito próximas: como lhe parecem mudadas! Que plumagem e feitiço adquiriram nesse meio-tempo! Ele olha com gratidão para trás - grato a sua andança, a sua dureza e estranhamento de si, a seu olhar à distância e a seu voo de pássaro em frias altitudes. Que bom que ele não permaneceu, como alguém delicado, embotado, que fica em seu canto, sempre "em casa", sempre "junto de si"! Ele estava fora de si: não há dúvida nenhuma. Somente agora vê a si mesmo - e que surpresas encontra nisso! Que arrepio nunca provado! Que felicidade ainda no cansaço, na velha doença, na recaída do convalescente! Como lhe agrada sentar-se quieto sofrendo, urdir paciência, estar deitado ao sol! Quem entende igual a ele, de felicidade de inverno, de manchas de sol sobre o muro! São os animais mais gratos do mundo, e também os mais humildes, estes convalescentes e lagartos semi-voltados outra vez à vida: - há entre eles os que não deixam partir nenhum dia sem pedrar-lhe um pequeno hino de louvor na orla do manto que se afasta. E, falando sério: há uma cura radical contra todo pessimismo (o câncer dos velhos idealistas e heróis da mentira, como é sabido -), no modo de esses espíritos livres ficarem doentes, por um tempo permanecerem doentes e então, ainda mais longamente, mais longamente ainda, ficarem sadios, quero dizer, "mais sadios". Há sabedoria nisso, sabedoria de vida, em receitar-se a saúde mesma somente em pequenas doses.

Os melhores dias são todos aqueles que tu consegue se levantar da tua cama, tomar teu café da manhã com tua família e consegues sorrir, porque esse sorriso foi o primeiro presente que Deus te deu.

Epitalâmio

O alto fulgor desta paixão insana
Há-de cegar nossos corações
E deserdados da esperança humana
Palmilharemos por escuridões...

Não mais te orgulharás da soberana
Beleza! e eu, minhas cálidas canções
Não mais dedilharei com mão ufana
Na harpa de luz das minhas ilusões!...

Pela realização que ora se ultima
Vai apagar-se em breve o alto fulgor
Que te inflama e ilumina o meu desejo...

Como no último verso a última rima,
Eu deporei, sem gozo e sem calor,
Meu derradeiro beijo no teu beijo!

Mário de Andrade
ANDRADE, M. Poesias completas: Volume 2, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014

Queria ser tanta gente que admiro,
Queria ter tantos fãs como meus ídolos,
Queria ser tão bom quanto os que pregam a paz,
Que hoje, há, hoje olho para dentro de mim e reflito,
Foi bom querer ser assim como tanta gente, foi tão bom,
Que construí meu caráter com um pouco de cada um,
E hoje, eu quero ser exatamente o que me tornei.

Quando um governo amplia os programas sociais, está assinando o recibo de incompetência, deixou de fazer as suas obrigações. Essa forma de governar é um retrocesso, que cada vez mais pessoas em idade produtiva se tornam dependentes do governo, gerando o famoso voto de cabresto. Corrupção existe onde a maior riqueza está ao lado da maior da maior pobreza, isso sim é desigualdade social.