Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Agora,
o remédio é partir discretamente,
sem palavras,
sem lágrimas,
sem gestos.
De que servem lamentos e protestos,
contra o destino?

Miguel Torga
TORGA, M., Diário XIII

Nota: Trecho do poema "Adeus"

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Há cordas no coração que melhor seria não fazê-las vibrar.

Talvez os poetas estejam certos. Talvez o amor seja a única resposta

São apenas as cabeças pequenas e limitadas que temem seriamente na morte a destruição total do ser; dos espíritos verdadeiramente privilegiados tal medo fica completamente afastado.

Os grandes espíritos sempre sofreram oposição violenta das mentes medíocres. Estas últimas não conseguem entender quando um homem não se submete sem pensar aos preconceitos hereditários e usa a inteligência com coragem.

Não se lamente pelas perdas. Elas são necessárias para voltar a se encontrar...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Desconhecido

Nota: Trecho de um texto de autoria desconhecida.

Sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento – aquele.

Caio Fernando Abreu
Os dragões não conhecem o paraíso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014.

Nota: O pensamento costuma ser atribuído erroneamente a Clarice Lispector.

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Tem dias que a esperança é sempre mais teimosa do que eu.

Os provérbios são sempre chavões até você experimentar a verdade contida neles.

Está faltando homem que se apaixone, sem ligar para o que os outros pensam.

Não deixo de acreditar nas coisas porque não existem. Eu também posso me inventar para elas.

Mais que de máquinas, precisamos de humanidade.

Charles Chaplin
O Grande Ditador (1940)

Nota: Trecho do discurso final do filme de Charles Chaplin "O Grande Ditador" (1940) Link

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Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.

Se quiser ter uma vida plena, prenda-a a um objetivo, não às pessoas nem às coisas...

As grandes dores são mudas.

Ignorar os fatos não os altera.

O mais perigoso tipo de ateísmo não é o ateísmo teórico, mas o ateísmo prático. Este é o mais perigoso tipo. E o mundo, e mesmo a igreja, está repleta de pessoas que prestam culto com os lábios em lugar de um culto com a vida.

Para você eu sou ateu; para Deus eu sou a leal oposição.

Era raiva não. Era marca de dor.

Adélia Prado
Solte os cachorros. Rio de Janeiro: Record, 2024.

Nota: Trecho do conto Sem enfeite nenhum.

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