Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Enquanto eu assisto você ir seu beijo ainda permanece.

Quando a noite vem traz a paz e a imensidao do luar. Brilho, sons, poesias... além de viver na esfera do pensar.

Pensem bem antes de votar, a Política deve ser analisada pelo raciocínio e não pela simpatia do eleitor pelo POLÍTICO e/ou PARTIDO.

"Existe uma solidão humana que nasce de alguma fonte que não a falta de companhia, e não tenho dúvida de que os místicos que meditaram sobre esse fato tem razão de vê-lo em termos metafísicos. A separação entre o ser autoconsciente e o seu mundo não é superada por nenhum processo natural. Ela é um defeito sobrenatural, que só pode ser remediado pela graça."

Amo e sou obcecado em música melancólica, triste e sombria; Hurts, Muse, Lykke Li e Lana Del Rey são minhas devoções. Com o tempo aprendi e vi que a dor é o que mais me encanta em estar vivo. Ela nos faz ver quem realmente somos, o quão desprezíveis estamos e o quão fortes conseguimos ser.

O amor não é fácil...Nunca é...
Mas ele sempre tem que ser protegido por nós usuários, para usufruirmos da melhor maneira possível! Ele também não é descartável, mas é frágil, somente cuidando um do outro sempre, que o amor sobreviverá!!

O aristocrata herda, quer dizer, encontra atribuídas a sua pessoa umas condições de vida que ele não criou, portanto, que não se produzem organicamente unidas a sua vida pessoal e própria. Acha-se ao nascer instalado, de repente e sem saber como, em meio de sua riqueza e de suas prerrogativas.
Ele não tem, intimamente, nada que ver com elas, porque não vêm dele. São a carapaça gigantesca de outra pessoa, de outro ser vivente, seu antepassado. E tem de viver como herdeiro, isto é, tem de usar a carapaça de outra vida. Em que ficamos? Que vida vai viver o "aristocrata" de herança, a sua ou a do prócer inicial? Nem uma nem outra.
Está condenado a representar o outro, portanto, a não ser nem o outro nem ele mesmo. Sua vida perde inexoravelmente autenticidade, e converte-se em pura representação ou ficção de outra vida. A abundância de meios que está obrigado a manejar não o deixa viver seu próprio e pessoal destino, atrofia sua vida.
Toda vida é luta, esforço por ser ela mesma. As dificuldades com que tropeço para realizar minha vida são, precisamente, o que desperta e mobiliza minhas atividades, minhas capacidades. Se meu corpo não me pesasse eu não poderia andar. Se a atmosfera não me oprimisse, sentiria meu corpo como uma coisa vaga, fofa, fantasmática.
Assim, no "aristocrata" herdeiro toda a sua pessoa vai se desvanecendo, por falta de uso e esforço vital. O resultado é essa específica parvoíce das velhas nobrezas, que não se assemelha a nada e que, a rigor, ninguém descreveu ainda em seu interno e trágico mecanismo — o interno e trágico mecanismo que conduz toda a aristocracia hereditária à sua irremediável degeneração.

(Livro "A Rebelião das Massas")

SEM VC..
...Não Sei Viver.
Porque você já faz parte da minha Vida.
Sem você, o riso é triste, a lágrima de mim debocha, o dia é escuro e à noite escura claramente sei que você não está. Sem você, as horas rodam ao contrário, o mundo já não dá voltas, e quem não volta mesmo é você. Sem você, a saudade já não sente tanta falta assim de mim, a esperança já se cansou de esperar e só quem ainda espera em vão sou eu. Sem você, o vazio se preenche da tua ausência, o caminho só caminha para onde não se quer chegar, porque por ele você nunca chega. Sem você, tudo é diferente e ainda sempre tão igual. Tudo ainda assim, sem você aqui, para sequer dividir, sequer me ouvir e me ajudar a entender por que resolveu partir...*-*

"Basicamente, o diálogo é o único vínculo capaz de unir duas pessoas, seja no casamento ou na amizade. Mas, para que haja diálogo, é necessário que existam interesses comuns. E entre duas pessoas de nível cultural totalmente diverso, o único interesse comum possível só pode existir ao nível mais baixo".

DUAS VOZES
A voz do ego é barulhenta, desconfiada, tagarela, exigente, histérica, egoísta e calculista; a outra voz é o ser espiritual discreto, cuja silenciosa voz da sabedoria raramente se ouve no meio do barulho e das exigências do dia a dia . A quem você tem ouvido?

⁠Em algum lugar do mundo, alguém ora pedindo a Deus a vida que você tem.
Seja grato.

Amor sem sacrifício é como roubo.

O livro, pois, ao conservar apenas as palavras, conserva somente as cinzas do pensamento efetivo. Para que este reviva e sobreviva não basta o livro. É preciso que outro homem reproduza em sua pessoa a situação vital à qual aquele pensamento respondia. Somente então poder-se-á afirmar que as frases do livro foram entendidas e que o dizer pretérito foi salvo.

O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!

Viver é maravilhoso, apesar das dificuldades. Acredite em um novo amanhã, se dê uma nova chance quantas vezes for preciso.

O que eu mais quero é te abraçar, é sentir seu calor, é acalmar meu coração angustiado, e você tem esse dom de me dar paz, de ser verdadeiro, de ser você!

A distância pode separar dois corpos, mas não dois corações...
Ela pode acalmar o fogo, mas jamais apagá-lo totalmente.

Moral é consciência de serviço e obrigação.

Me abrace bem forte
Diga que veio pra ficar
Me mostre que eu ainda
Posso Confiar em voce..

⁠A mágoa

Os telhados sujos a sobrevoar
Arrastas no vôo a asa partida
Acima da igreja as ondas do sino
Te rejeitam ofegante na areia
O abraço não podes mais suportar
Amor estreita asa doente
Sais gritando pelos ares em horror
Sangue escoa pelos chaminés.
Foge foge para o espanto da solidão
Pousa na rocha
Estende o ser ferido que em teu corpo se aninhou,
Tua asa mais inocente foi atingida
Mas a Cidade te fascina.
Insiste lúgubre em brancura
Carregando o que se tornou mais precioso.
Voas sobre os tetos em ronda de urubu
Asa pesa pálida na noite descida
Em pálido pavor
Sobrevoas persistente a Cidade Fortificada escurecida
Capela ponte cemitério loja fechada
Parque morto floresta adormecida,
Folha de jornal voa em rua esquecida.
Que silêncio na torre quadrada.
Espreitas a fortaleza inalcançada.
Não desças
Não finjas que não dói mais
Inútil negar asa partida.
Arcanjo abatido, não tens onde pousar.
Foge, assombro, inda é tempo,
Desdobra em esforço a sua medida
Mergulha tua asa no ar.

Clarice Lispector
Diário de São Paulo, 5 jan. 1947. In: Moser, Benjamin. A Newly Discovered Poem By Clarice Lispector. Revista de Literatura Brasileira, n. 36, p. 37-46, ano 20, 2007.

Nota: Esse é um dos dois únicos poemas que foram publicados em vida por Clarice Lispector. Esse poema também tem uma versão em prosa publicado em “A descoberta do mundo” com o título A mágoa mortal. O outro poema publicado em vida pela autora é Descobri o meu país.

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