Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

‘SÓ DE SACANAGEM’
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, à luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval; vou confiar, mais e outra vez”!
Eu; meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve, e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo; a gente consegue ser livre, ético, e o escambau"!

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

E quantos mais e maiores motivos para não sentir, ele e a vida me dão... adivinhem? Sim, o amor cresce. Irresponsável, sem alimento, sem esperança, e de uma burrice enorme. Ainda assim, forte e em crescimento

Meus dias são pontes para os dias de verdade que virão quando essa dor acabar.

Que o homem jamais encontre
uma forma saudável de eliminar a dor.
É a dor que move a compaixão
e a fraternidade entre os homens.
E mesmo com ela há bastante crueldade e desamor.

Às vezes penso que a vida é adulta é constante desaprender.
Vivemos a desaprender o que quando crianças,
sem sabermos de nada,
simplesmente conseguimos ser.

Das leis, da moral e dos costumes
eu sigo o que me convém.

Sou dono de mim e meu juiz,
e considerando que não estou preso,
nem internado, nem morto,
vê-se que não sou tão mal menino assim...

A morte e a vulgaridade são os únicos fatos inexplicáveis do século XX

Depois de sonhar tantos anos, de fazer tantos planos, de um futuro pra nós...
Depois de tantos desenganos, nós nos abandonamos como tantos casais...
quero que você seja feliz... Hei de ser feliz também!
Depois de varar madrugada, esperando por nada, de arrastar-me no chão...
Em vão, tu viraste-me as costas
"Não me deu as respostas, que eu preciso escutar"
Quero que você seja melhor... Hei de ser melhor também!
Nós dois, já tivemos momentos, mas passou nosso tempo, não podemos negar... Foi bom!!!
Nós fizemos histórias pra ficar na memória e nos acompanhar...
Quero que você viva sem mim... Eu vou conseguir também!
Depois de aceitarmos os fatos... Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém,
Meu bem... Vamos ter liberdade para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz... Hei de ser feliz também
Depois!

Quero gozar o presente, e o passado permanecerá para mim o passado.

Johann Goethe

Nota: (Os Sofrimentos do Jovem Wherthe)

Tudo acontece quando você cria as condições certas. A vida está pronta para acontecer. É só você permitir.

A religião é uma maravilha. Adote uma para si.

Como? Como ajudaria dizer que vejo o rosto dele todas as noites quando fecho os olhos? Que acordo e começo a chorar quando vejo que ele não está? Que as memórias são tão fortes, que já não posso mais separá-las das minhas?

“Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças.”

Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?

" Eu já não te amava com a mesma insensatez. Bastou saber que você havia pensando em mim, fosse pela besteira que fosse, e o meu coração já batia mais devagar, ganhava autoconfiança, eu podia voltar a respirar."

A Igreja Restringe o Potencial Divino

Como casa de Deus, o mundo é sem dúvida infinitamente maior e mais rico do que uma igreja; incomparavelmente mais nobre e precioso do que qualquer altar, o espírito do homem em adoração do mistério divino. Mas esta é a sorte de todos os sentimentos que querem construir para si uma casa: se adelgaçam por força e tornam-se também algo pueris pela sua vaidade.

A Tirania do Sofrimento

O homem, quando sofre, faz uma ideia muito ideia muito especial do bem e do mal, ou seja, do bem que os outros lhe deveriam fazer e que ele pretende como se do seu sofrimento derivasse um qualquer direito a ser compensado, e do mal que pode fazer aos outros como se igualmente o seu sofrimento o autorizasse a praticá-lo.

A Nossa Consciência é Fabricada a Partir da Visão dos Outros

Sempre que nos acontece descobrir algo que os outros supõem que nunca vimos, não corremos a chamar alguém para que o veja connosco?
- Oh, meu Deus, o que é?
Se, por acaso, a visão dos outros não nos ajudar a constituir em nós, de algum modo, a realidade daquilo que vemos, os nossos olhos já não sabem o que vêem; a nossa consciência perde-se, porque aquilo que pensamos ser a nossa coisa mais íntima, a consciência, significa os outros em nós; e não podemos sentir-nos sós.

O Simbolismo do Objecto

Cada objecto costuma transformar-se, em nós, segundo as imagens que evoca e reúne, por assim dizer, em seu redor. É claro que um objecto também pode agradar por si mesmo, pela diversidade das sensações agradáveis que suscita em nós numa percepção harmoniosa; mas bem mais frequentemente, o prazer que um objecto nos dá não se encontra no objecto em si mesmo. A fantasia embeleza-o, cingindo-o e quase projectando nele imagens que nos são queridas. Nem nós o percepcionamos já tal qual como ele é, mas quase animado pelas imagens que suscita em nós ou que os nossos hábitos lhe associam. No objecto, em suma, nós amamos aquilo que nele projectamos de nosso, o acordo, a harmonia que estabelecemos entre nós e ele, a alma que ele adquire só para nós e que é formada pelas nossas recordações.

Não sou querida, me atrevo a cometer duas vezes o mesmo erro.