Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Existe homem safado e existe homem covarde.
Homem safado, admite que é safado, não ilude ninguém, e tem lá sua freguesia.
Homem covarde é do tipo mentiroso: faz promessas, diz que ama e jura até casar,
mas no final das contas deixa todas as mocinhas a chorar...
Homens safados e homens covardes existem ao montes.
Cada vez mais raros, porém, são os homens de verdade.

E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo.

...Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.

A Ana

Amigos lembraram sempre
Nunca os esqueceremos
Alguns não saem da mente

Palavras podem mudar
Amor continuará
Uns fingem
Lamentam alguns
Amam todos.

A. R. Bezerra 10/06/08

Acho chique viver a vida, mas elegante mesmo é cada um cuidar da própria vida!

A vida seria impossível se tudo se recordasse. O segredo está em saber escolher o que se deve esquecer.

“Você pode conhecer vinte caras bonitos e que te entendem muito bem, dez caras legais que cuidam de você como se fosse um diamante precioso, uns outros tantos inteligentes, atraentes, bacanas e engraçados em ordem aleatória. Nenhum deles te encanta. Por que? Falta o tão chamado click, aquele jeito especial que ninguém explica. Pode ser o jeito de mexer no cabelo, a forma como ele te olha, que conversa contigo ou até mesmo um jeito secreto que nem o profeta mais sábio percebe, mas que está lá, você pode ver. Entre tantos milhares, talvez um ou outro se salve ao filtro do ‘jeito’, e daí você percebe: é esse que eu quero abraçar e não largar mais, com quem eu quero me enrolar embaixo de cobertores e com quem eu quero dividir todos meus segredos. Baseado no que? Num jeito inexplicável ao resto do mundo.”

O que acontece com as crianças

Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. Naturalmente, quase sem querer, numa espécie de método subliminar. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de historia (e não estórias) principalmente as do Tico-tico. Mas lia-se corrido, isto é, frase após frase, do princípio ao fim.
Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo “texto” se limita a simples frases interjeitivas e assim mesmo muita vez incorretas. No fundo, uma fraseologia de guinchos e uivos, uma subliteratura de homem das cavernas.
Exagerei? Bem feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquiriram o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?

Estou vivendo no mundo agora, pensou. Mas um dia terei desaparecido.
E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica.
Não era triste que a maioria das pessoas tivesse primeiro que ficar doente para só então entender o quanto a vida é bela?

Mas será que existe alguma coisa que interessa a todos?
Qual a coisa mais importante na vida? Se o perguntarmos a alguém num país com o problema da fome, a resposta é: a comida.
Se pusermos esta questão a alguém que esteja com frio, nesse caso a resposta é: o calor.
E se perguntarmos a uma pessoa que se sinta muito sozinha a resposta será certamente: a companhia de outras pessoas.

E nesse caso é importante tolerar a crença dos outros em
vez de se perguntar por que é que não têm todos a mesma crença. O fundamental não é saber se uma religião é verdadeira, sim se ela é verdadeira pra você.

Uma geração envelhece enquanto a outra cresce.
Não vivemos apenas em nosso próprio tempo. Carregamos conosco também a nossa história.
Quem de três milênios,
Não é capaz de se dar conta,
Vive na completa ignorância, na sombra,
A mercê dos dias e do tempo.

Hoje não sou o mesmo de ontem.
Hoje estamos por aqui e amanhã podemos não estar.
Será que somos pessoas de verdade, feitas de carne e osso? Será que o nosso mundo consiste em coisas reais, ou será que tudo que nos cerca não passa de conciência?
Afinal somos feitos da mesma matéria dos sonhos, e nossa breve vida está encolta em sono...

Cansados da eterna luta por abrir caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo.

Cada um de nós é um indivíduo único, que só vive esta única vez, Porém sempre tinhamos tentado interpretar o mundo, em vez de tentar modificá-lo. Mas na natureza nada existe por acaso..

Naquele momento passou pela sua cabeça o quanto era estranho ela estra vivendo justamente aquele instante: o quanto era estranho viver uma única vez e depois nunca mais voltar a vida. E então ela exclamou:
De que serve o eterno criar,
Se a criação em nada acabar?

Fazemos parte de algo maior, onde tudo é importante até a menor forma de vida.
Nós somos o planeta vivo, Sofia! Somos um grande barco que navega à volta de um sol ardente no universo.
Mas cada um de nós também é um barco em si mesmo, que atravessa a vida carregando genes. Quando levarmos a carga até ao porto seguinte, não teremos vivido em vão.

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Álvaro de Campos

Nota: Trecho de poema presente no livro "Poesias de Álvaro de Campos", de Fernando Pessoa (heterônimo Álvaro de Campos).

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Por outras palavras, estamos condenados a improvisar.
Somos como atores que são mandados para cena sem ter um papel, um guia ou um ponto que nos possa sussurrar aquilo que devemos fazer. Nós próprios temos de escolher
como queremos viver. O homem está condenado a
ser livre porque quando é posto no mundo é responsável por tudo o que faz.

Quando observamos o universo, na verdade observamos o passado. Não temos outra escolha. Nunca sabemos como o universo “está” agora. Quando observamos uma estrela lá no céu, a milhares de anos luz da terra, viajamos rumo a um passado que está a milhares de anos na história do universo.
Portanto a única coisa que um astrólogo pode fazer é prever o passado.