Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Um dia você vai lembrar de mim e o quanto eu te amei... Então você vai se odiar por ter me deixado ir embora. Mas aí, será tarde demais. Como sempre.

Não é saudade, sou assim mesmo, às vezes abro a geladeira só por abrir. Às vezes ligo pra você, só por ligar.

Cansei de ficar tentando provar que vocês estão errados. Agora, vocês que quebrem a cabeça para provarem que eu não estou certo.

Ter provado outra vez desta solidão acho que me fez melhor. Ou mais humano, ou dolorido. Quem sabe?

A espera

Fiquei sentado,
esperando
a campainha
(que não tocou).

Afinal o que sou?
Um pobre coitado,
um incompreendido,
um mal amado?
Olho figuras que passam,
cavalgando na mente
estórias não realizadas.
De repente,
estou só,
a ruminar
em meu estábulo
dourado,
sentado,
esperando a campainha
(que não tocou).

Por que não grita,
meu Deus,
esta máquina infernal
que me revela
a triste lembrança
de um nada?

Brinquedo de criança
em ruas desertas
de minha meninice,
em desabaladas carreiras,
liberto.
Risos apertados,
traquinices,
de um – quem é?
perdido no vazio.

Mas, eu agora
já não rio,
sentado,
esperando,
esperando,
no meu estábulo dourado,
ruminando,
a dor,
a descrença,
a solidão.

Seja o que for,
que me faz alheio,
apartado de tudo
e de todos,
sentado,
esperando a campainha
(que não tocou).
(1968)

Quando gostamos de certas pessoas, muitas delas ficam melhores depois que nos conhecem... Outras ficam ainda piores...Por isso nunca devemos criticar alguém por suas atitudes... Pois de repente elas agiram de tal modo, por que nós permitimos. Às vezes nos sentimos mal por que elas reeditam parte de nossa história. Muitas vezes elas vivem momentos que jamais queríamos pra nossa vida, esquecendo que cada um tem que viver tudo aquilo e que não somos nós quem devemos julgar tais atitudes... Senão sua própria consciência. Crescer como pessoa é ultrapassar estes obstáculos... e entender melhor a simplicidade de viver e o que é preciso fazer para ser feliz... Pense nisso!

O que você nunca vai saber
Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

Foi por não ser vela que o vento não apagou. Era vagalume, tinha uma vida inteira pra brilhar!

Eu disse que sonharia com você, apenas pela certeza de que sua imagem linda, clara, fascinante, jamais sairia da minha cabeça. Ao me deitar eu estava pensando em ti, eu não sei se é sonho, eu não sei mesmo o que acontece, mas eu te sinto sempre, até enquanto durmo, sinto seu toque, sua voz, seu sorriso. Sinto e vejo tudo, meu misto de sonho e realidade, por que demorou tanto pra chegar? Eu guardei um sonho bom pra ti, essa noite toda, foi perfeita, eu estive com você, da forma mais incrível, toquei seu coração, te dei o meu e recebi o seu. Ao amanhecer sua imagem continuava nítida em minha mente, meio sonolenta acabei despertando pelo vibrar do celular (..) E tem sido você e vai continuar sendo você.

O ANJO SEM ASAS
( 23/04/2007 )

Deus enviou à terra, assim como muito outros, um de seus anjos mais amados, porém a este não entregou suas asas. Ele teria que consegui-las sozinhas durante sua missão terrena, depois
voltaria ao céu.
Na terra o anjo cresceu n uma família feliz e desde pequeno já sorria quando olhava o vôo dos pássaros no infinito. Aos poucos foi construindo um mundo de paz e de sonhos e foi assim que começou a confeccionar as suas asas para voar. Eram asas de metais e sempre que queria conversar com seu Pai Celestial saía voando com suas asas mecânicas sobre os rios, cidades, serras e oceanos.
Era tão grande o seu amor pelo vôo que Deus resolveu colocar em seus olhos dois pedaços azuis do céu. Ele vivia no seu dia a dia a fazer amigos, distribuindo bondade e sorriso por onde passava e aos poucos se tornava bastante querido por todos que o conheciam, mas o que mais gostava era de voar, voar bem alto todos os dias...e por enquanto voava com suas asas de metal.
Ao cumprir sua missão aqui na terra, ele não sabia que a cada bondade sua Deus colocava uma pena a mais na confecção de seu par de asas. E como não sabia deste critério, ele mesmo fabricava suas asas mecânica cada vez mais modernas a ponto de um dia, quem sabe levá-la de volta ao céu- pensava.
Durante seus vôos ele fazia favores para amigos, parentes e até simplesmente para pessoas que apenas conhecia pelo caminho. Tinha o dom de fazer amigos e era isso que, sem que ele soubesse, acelerava mais ainda a fabricação de suas próprias asas.
O tempo passou e numa manhã, quando faltava somente uma pena para que Deus terminasse de confeccionar as asas e colocá-las em seu anjo, este voava debaixo de um temporal que caiu de repente sobre a bela cidade que ele tanto amou e tanto admirou em seus passeios alados.
A chuva tornava difícil o vôo, mesmo assim ele estava seguro, pois sabia que era anjo, no entanto, levava consigo sua alma gêmea, aquela a quem mais amou e que escolheu para ser a mãe de seus três maiores tesouros, então, esquecendo de si mesmo, fez de tudo para salvá-la e não abandonou um só momento sua outra metade.
Esta grande prova de amor por parte do anjo foi suficiente para que Deus terminasse de confeccionar suas asas, que de imediato surgiram nas suas costas segundos antes da ultraleve chocar-se contra a parede de um edifício.
Ninguém viu, mas ainda deu tempo do anjo abandonar seu corpo já sem vida e proteger com suas asas aquela a quem mais amou e continuará amando na eternidade.
Assustado ele a viu desmaiada em seus braços, quando policiais chegavam para socorrê-la, mas Deus o conformou: Calma, ela apenas dorme. Veja você conseguiu suas asas ao doar sua própria vida para salvá-la. Cumpriu pois sua missão e já pode voltar. Mas sei do seu pensamento e vou lhe conceder um pedido, completou Deus sorrindo.
- Deixe-me continuar ao lado de minha família, falou.
E Deus concedeu o seu pedido, porém, o tornou invisível como todos os outros anjos da guarda.
Hoje, Maurocélio, não voa mais no seu ultraleve, pois agora tem suas próprias asas. Não o vemos mais, mas com certeza está voando em silêncio por aí, protegendo a todos aqueles
a quem continuará amando eternamente.
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Crônica escrita por Vaumirtes Freire, o poeta do silêncio, In memória de Maurocélio, um anjo sem asas que voava entre nós, e que numa manhã chuvosa tornou-se invisível para continuar sua missão de anjo da guarda. Durante sua vida terrena nunca quis os holofotes dos palcos, nem os aplausos dos amigos a quem tanto serviu, viveu sempre nos bastidores, invisível como um anjo, a plantar sementes de bondade e conquistar amigos, que se fizeram presentes às centenas no instante em que ele finalmente recebeu suas asas para voar como sonhou um dia...
* Maurocélio partiu para a vida eterna em abril de 2007 após uma queda de ultraleve quando passeava sobre os céus de Sobral,ce numa tarde chuvosa com sua esposa, que sobreviveu a queda, graças a atitude do seu anjo sem asas.

Aprendi que meninas boazinhas colecionavam elogios e presentes.
Eu colecionava bolinhas de gude e cicatrizes.
Hoje, enquanto algumas esperam viver um conto de fadas
Eu já beijei príncipe que virou sapo, construí castelos para morar sozinha,
despedi a fada madrinha, escolhi viver com o "lobo",
ouvi várias histórias mas resolvi escrever a minha.

Limites não mantêm os outros de fora. Eles te prendem dentro.

“Só nós dois,
sós os dois,
sóis os dois.”

- Caio Fernando Abreu.

Talvez eu seja um pouco de tudo que já li
Um pouco de tudo que meu olhar já apreendeu do mundo
Um pouco das belas músicas
Um pouco daqueles que me são queridos
Um pouco de múltiplos sentimentos e algumas fraquezas.
Talvez eu seja um pouco do que você deixou em mim,
Mas em essência, o muito da minha essência
É algo delicado e misterioso.

Nos sonhos e no amor não há impossibilidades.

VOCÊ

De repente, você está fora
de qualquer razão,
de qualquer entendimento.
Você deixa de ser, de ocupar
um lugar. É um não!
Você é um enorme nada,
vazio.

Ser anti-social, desgarrada
criatura errante
na jangal dos homens,
(ou serão feras?),
desde antigas eras
amalgamadas.

Na agitação dos passos
que varrem as ruas
perdem-se suas
mais íntimas confissões,
de um homem só.
Vida marcada no compasso
da solidão e do desencontro.

Na terceira década
de sua existência,
você é um aborto,
morto!
Avança rápido na direção
do espaço infinito,
longínquo,
transcendental.
Ser espiritual
em sonhos envolvido,
perdido na irrealidade
de uma fuga patológica,
ilógica,
irreal.

Arquiteto prodigioso
de ruínas,
você é um colosso,
em tristes fantasias.
O poder, a beleza, o amor,
em rápidas braçadas
são alcançados,
ultrapassados,
no ardor freudiano
de suas compensações,
emocionais.

Este não é seu mundo,
aqui não há correspondência
para sua vida, nem clemência
para suas súplicas.
Mergulhe profundamente
em seus sonhos azuis
e esqueça.
Talvez assim, um dia,
você cresça
e se torne um homem.

Não é o mundo que tem que melhorar para você ficar bem.
É você que tem que melhorar para o seu mundo ficar bem.

Não eu não quero lembrar
De tudo que eu deixei pra trás
Nem querer o que não volta, jamais

Não eu não quero lembrar
De todos erros que eu cometi
Não eu não quero lembrar
Não eu não quero lembrar, de ti.

Nós fazemos nossa própria sorte, então, chamamos de destino. E qual melhor desculpa para escolher um caminho do que insistir que é nosso destino? Mas no fim, temos que conviver com nossas escolhas. Não importa quem esteja à nossa volta.

Seu corpo sabe mais de você do que você mesmo. A racionalidade de sua mente e o fragilidade de seu coração confundem muitos de seus atos. Mas não conseguem matar os seus instintos. Preste mais atenção neles. Eles apitam o tempo inteiro a direção. E quando você não a segue, percebe que no fim, seus pensamentos e sentimentos idealizados não satisfazem tanto as suas vontades quanto aquilo que despertava cada célula viva em você te mostrando o que você verdadeiramente desejava.