Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
poente no cerrado
encarnado
sob o mesmo valsar
o dia vai sendo arrancado
por seres alados que se põe a pintar
os sons das cores ali ilustrado
pros sensores apagarem, e vir o luar
num só tom, escrevo, todo arrepiado
neste silêncio que faz poetar
o poente no cerrado...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26/03/2016, 18'25" – Cerrado goiano
Abandono
Depois de teu olhar triste
Nada mais se alegrou sem você
A noite se fez dia, quando partiste
E o sol se disfarçou de lua em turnê
O relógio parou naquele momento
Cada segundo de dor era clichê
De saudade, de solidão, de tormento
A poesia ficou sem poeta, à mercê
As ruas sem calçadas, sem pavimento
E a vida, ah a vida ficou sem você
Depois que partiste, olhar triste.
E eu aqui no abandono do porquê.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 16'33" - Cerrado goiano
Elevação
Chega um tempo, que as prioridades são outras
O beijo na boca, a paixão desmedida, é bom, mas a vida metamorfoseia
Os sacolejos, quedas, subidas, descidas, trazem ouras
Aí o silêncio, a cama redolente, a pegada na areia
São os reais sentidos
E este tempo, traz horas, eternidade
Amenizando os minutos feridos
De desigualdade
Então, só se quer pensamentos perdidos
Um abraço, o ombro simplesmente para chorar
Dando a alma sentimentos sem conflitos
Quietude
Sem dizer nenhum termo
Só querendo solicitude
Tal qual necessita um enfermo
Ter uma presença amiga
Com sorriso, neste momento ermo
O tempo de alguém nos presentear com uma cantiga
Musicando o inesperado
E neste apoio a vida prossiga
Com esperança, e não o sentimento de estar abandonado
Um gesto apenas
Um olhar, que diga, você é amado
Acariciando suas melenas
Ao seu lado
Chega um tempo, que o que vale são as afeições do céu e pouco as terrenas...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/04/2016, 05'30" – Cerrado goiano
SONETO SAUDOSO
Choro, ao pé do leito da saudade
Que invade o corpo sem descanso
Se fazendo de fiel cordeiro manso
E a agrura numa brutal velocidade
E vem me trazer recordações, afeto
Tão apetecida em tempos outrora
Agora na ausência, lerda é a hora
E cruel a minha emoção sem teto
Chorei, choro por esta separação
Neste fado dessa longa despedida
Que partiu a vida daquela posição
Se eu, tenho na sorte malferidos
Aqui sinceramente peço perdão
Movidos nos desfastios vividos
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06/04/2016, 21'00" – Cerrado goiano
Ser Poeta é,
criar no mais complexo dos quadros,
a magia de uma vida com uma pintura
clara e simples.
Verdade, Eles se amavam...
Mas SÓ O AMOR NÃO FOI SUFICIENTE!
E como centenas de outros CORAÇÕES
Seguirão em frente
Cada um para o seu lado,
Pois SÓ O AMOR NÃO É SUFICIENTE!
Nada pior para um CORAÇÃO
Que SEPULTAR o AMOR ainda vivo!
O cerrado pede socorro
O cerrado é árido é dissonante numa certa harmonia
Te engole os olhos com a boca ávida de melancolia
O cerrado é plano por todo lado, torto e desencontrado
Neste desajeito pedregoso, espinhado, o êxtase é espetado
Cerrado ao longe provoca ilusão, maravilha o sol e escorre o calor
Tuas árvores e teu desencanto trás encanto e é sedutor
Cerrado de vasqueira água, fica deitado no lençol aquífero
Nestes poros transbordam renascimento e galhos frutíferos
Cerrado espesso, pele grossa e contradição
O homem e sua cruel mão, pinta na terra a tela da devastação
Destes campos velhorro
O cerrado pede socorro!
Cerrado não é cidade
É patrimônio da humanidade.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/042016 – Cerrado goiano
Gostar
Ao falarmos de coração
Vem o amor na fila
À frente, logo ali, a paixão
E todos sem apostila
E nesta expectativa, o par
Ah! Quanto desencontro
Desafios e bailes a bailar
E muito, vários contro
Sonhos? Todavia
Sem meias medidas, intenso
Perder ou ganhar, romaria
Num diverso bem denso
E nesse avesso, o implexo
Onde está o nosso existir
E a ceva do nosso plexo
Dos prelúdios
Lúdicos
Do sonhar
Do apaixonar
Do amar
Entornados pelo ar...
Assim se vive, assim é gostar.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 de abril, 2016 – Cerrado goiano
termo
meus poemas são meus olhos
falam com o juízo do coração
na alma destrancam ferrolhos
enferrujados pela corrosão
dos desprezos e embrulhos
dos enganos da emoção
e mesmo assim,
entre rimas de dor
que escrevo sem fim
teimo nas estórias de amor
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 2016 – Rio de Janeiro, RJ
Quem disse que não queria ser só mais uma, acabou se tornando nem uma. Se tornou absolutamente nada. É assim que as pessoas sempre saiem das minha vida, significando nada, significando o vazio que não se encaixa, e que nunca se encaixou.
Sabe!
As vezes fazemos tanto pelo outro…
… ao ponto de ficarmos cego.
Mais quando vamos ao oftalmologista…
… ele nos receita o grau…
… daquilo que precisamos enxergar.
E veja só!
A decepção é grande…
Aliás!
Ela é enorme!
Admilson
02/11/2019
Algas pessoas são como furacão, entram na sua vida e acabam por destruir tudo, outras como a brisa da manhã que acalmam o coração!
Nazistas não são de direita, são nazistas, mas vocês que falam que são de direita, com certeza são hipócritas que defendem o socialismo........
Desfolhos
Do outono no cerrado e seus desfolhos
Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meus ásperos e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso
Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção
Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/04/2016, 18'00" – cerrado goiano
quando eu morrer, ao se lembrar de mim, não chore. Mas lembre de todas as vezes te fiz sorrir e de todas as risadas de doer a barriga que compartilhamos pq eu quero deixar a felicidade, não a tristeza
A Tua Imagem É Uma Poesia Solta Pelo Ar,
A Espera De Um Lugar Pra Repousar,
Um Lugar Onde Eu Possa Decorar,
Decorar Cada Frase, Cada Verso E
Fazer Uma Canção Acelerar O Coração.
Abjurar
Desejo não mais desejar
Como se fosse corredio
De fácil sentença, aceitar
Só de imaginar dá arrepio
Faz a alma regurgitar
Assombro, melancolia
Na especiaria do amar
Desejar independe do desejo
É cobiça, sede, é frescor
Nunca abjurar o almejo
Pois no desejo se tem amor
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23'08", 10 de agosto, 2012 – cerrado goiano
Se hoje abrimos mão de valores primários como amor e justiça. O que nos tornaremos no final da vida?
Poeminha
Hoje te encontrei na saudade
Nas fotos no tempo amareladas
Que um dia se fez realidade
E as noites dores enrugadas
Eu te encontrei na saudade...
No varal do quintal pendurada
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de maio, 2016 – Cerrado goiano
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