Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

A pintura é uma gravação da emoção.

Com os seres vivos, parece que a natureza se exercita no artificialismo. A vida destila e filtra.

A vergonha é a preciosíssima capacidade do homem de relacionar os seus comportamentos com as exigências daquela suprema consciência, que nos foi deixada de herança pela história da humanidade.

Definem-nos o milagre: uma derrogação das leis da natureza. Não as conhecemos; como saberíamos que um fato as derroga?

A falsa ciência não aumenta o nosso saber, agrava a nossa ignorância.

Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro.

Ao analisar os fatos históricos, evita ser profundo, pois muitas vezes as causas são bastante superficiais.

Sê alegre apenas depois de dares a volta à vida toda. E regressares então a uma flor, ao sol num muro, a um verme no chão. A profunda alegria não é a do começo mas a do fim.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Os homens sem mérito algum, brochados de insígnias e de ouro, são comparáveis aos maus livros ricamente encadernados.

A bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eles merecem.

A ação traz mais fortuna que a precaução.

É o desprezo pelas mulheres que no-las entrega.

A alegria é o sofrimento amoroso, o sofrimento espiritualizado.

Tantos males a religião pôde aconselhar!

As pessoas andam tão em pânico por causa da AIDS que começam a ver riscos de contaminação até numa galinha ao molho pardo. O que, naturalmente, é ridículo - a não ser que a galinha esteja com AIDS.

O avarento guarda o seu tesouro como se fosse seu; mas teme servir-se dele como se na realidade pertencesse a outrém.

Aprender a ser moderado é a essência do bom senso e da verdadeira sabedoria. No entanto o homem consegue descobrir processos e desenvolver métodos de fuga à moderação.

O juízo que fazemos dos outros diz o que nós somos.

Fazer uma lei e não velar pela sua execução é o mesmo que autorizar aquilo que queremos proibir.

A razão foi dada ao homem para o obrigar a reconhecer que ela não serve para nada.