Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

O cristianismo fez muito pelo amor ao torná-lo um pecado.

Quando não se tem imaginação morrer é pouca coisa, quando se tem, morrer é demasiado.

Louis Céline
Viagem ao Fim da Noite

Tudo o que é excessivo é insignificante.

Grito da sineta
na última aula. Alegria.
Depois o silêncio.

todo mundo giz
que ali jazz um haicai
porque blue - ou bliss?

Somente os ricos elaboram as leis, somente eles distribuem os impostos, carregados na sua maior parte pelos pobres.

Ao virar a esquina,
Saindo de trás do prédio -
A lua cheia.

Na verdade, um pintor não tem outros inimigos sérios senão os seus quadros maus.

Difícil é reconhecer de longe
a índole de muitos, por mais que sejamos sábios:
de fato, alguns escondem sob a riqueza a sua maldade,
outros, sob a miserável pobreza, escondem a sua virtude.

O ateísmo é tão raro quanto é vulgar o politeísmo e a idolatria.

Evadi-vos do tempo e da mudança; aspirai à eternidade; a vaidade deixará de vos subjugar.

O embaraço parece ser a única possibilidade de compreensão entre pais e filhos.

Amnistia é a generosidade do governo para com os condenados cujo castigo se tornaria demasiado caro.

O ciúme é absoluta confissão.

O principal valor do dinheiro reside no fato de que ninguém vive num mundo em que este é sobrestimado.

Sinto-me deveras otimista quanto ao futuro do pessimismo.

Os Sapos

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Carnaval, 1919

Não peças crédito sobre o que tu ainda não herdaste.

Como ao bem ocupado não há virtude que lhe falte, ao ocioso não há vício que não o acompanhe.

A cortesia é a companheira inseparável da virtude.