Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Não tenho estrutura para morar no polo norte, prefiro o calor das ruas e das calçadas.

Com a vitalidade das rosas e o clima agradável da primavera estaremos precavidos e firmes quando o inverno chegar.

Fofoca é como pegar um travesseiro de plumas e rasga-ló no vento e ficar observando as plumas se afastar, cada uma na tua intimidade... sem a possibilidade de junta-las novamente no mesmo travesseiro! Repare o poder da fofocar... "Depois que o boato se espalha é igual as plumas de um travesseiro rasgado sem possibilidade de reestruturação".
Um gesto tão idiota que é capaz de ferir a integridade de uma pessoa... Calúnia parte da cabeça certamente de uma pessoa infeliz, frustrada, que não consegue viver com a felicidade do outro, que não consegue suportar acima de tudo a realização do outro. Aprende a dizer que teu ouvido não é um terreno baldio, para os outros depositar suas fofocas... atitudes assim fazeram grandes diferenças!!!

"Chegou a hora de desistir de voce! Mesmo que as tempestades me impeçam, mesmo que os ventos me digam que sopram a meu favor...Chegou a hora.
Eu não sou masoquista, nem tão pouco platéia de amores alheios.
Preciso apenas dizer que se eu desisti de voce, por favor....desista tambem de mim."

Quero poder costurar minha vida na tua, preciso de forças para fazer dos meus sonhos, a minha história... De início pensei ser fácil, para eu é sofrido e para você está sendo só um jogo de sedução! Penso sempre no que poderia ter ocorrido e choro pelas noites malditas sem você, sofro pelos dias que te desejei mais que minha própria vida. Hoje choro por não poder desabafar meus dias apertados. Juro que tentei evitar, mas olho no espelho e só enxergo você em mim! Preciso te esquece

Primeiro a gente aprende a respirar, aí vem a vida e nos ensina a suspirar.

Tudo se torna belo e com mais sentido quando deixamos que a beleza escondida na alma apareça.

É verdade. A vida, às vezes, parece uma obra de arte. São tantas dores, a dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar.

Muitas vezes penso que a dor é parte indispensável em mim, pois minhas melhores reflexões nasceram do sofrimento.

Deixei-me ser modelado pela arte, pela fé, pela literatura e tenho em minha alma uma mesclagem de tudo isso. Quem sou? Não sei! Sou um desconhecedor de mim.

Contigo eu esqueço da vida e vivo a eternidade, só uma amizade verdadeira e especial pode fazer maravilhas assim.

Tenho medo de perder meus amigos por um vendedor de flores. E sabes por que? Porque meu discurso inteligente, minha forma de organizar as palavras podem não ser mais oportunas e convincentes que uma rosa vermelha. Nos meus argumentos só os ofereço rosas escuras e desencantadoras.
Não posso definir minhas amizades à metafísicas, pois percebo que há mais sabedoria em um bouquet de flores que em um cesto de palavras organizadas e sujas.

A melodia da música: "noites traiçoeiras" é uma verdadeira oração e estímulo, algo que influi concretamente em nossos corações e nos convida a vivermos positivamente, com mais entusiasmo e vontade. A noite passa e o que fica mesmo é a felicidade de ver o sol amanhecer e iluminar nossos sonhos.

Seria tão bonito se não estivéssemos tão longe, tão gélidos e presos nas indiferenças de nossas incompreensíveis compreensões.

As pessoas simples e sem muita instrução são os verdadeiros tesouros que podemos cultivar em nossa vida.

EU ÁFRICA

Acorrentado pela escravidão...
Tenho marcas, sou marco,
Na face trago traços,
Sofrido negro afro.

Acorrentado pela escravidão...
Refém do fenótipo, nasci no cortiço,
A dor me traga, é tanto sacrifício,
Nada me revigora, resta-me o vício.

Acorrentado pela escravidão...
Agonizando eu sigo ermo,
E sinto a falsa liberdade num terno,
Preso no aflitivo quilombo hodierno.

Acorrentado pela escravidão...
Minhas ideias: estanques,
A morte: um baque,
Então suspiro ao som dos atabaques.

Acorrentado pela escravidão...
Venho do Saara, aro a seara,
E enquanto a ferida não sara,
Jogo minha capoeira odara.

Acorrentado pela escravidão...
Com açoite, os senhores tolhem,
E enquanto a dor não aboli,
Meu ópio é o folclore.

Acorrentado pela escravidão...
Minha sina é rastejar,
Na lavoura a dançar,
Dois pra lá, dois pra cá.

Acorrentado pela escravidão...
Conquisto a alforria,
Viro escravo da alegria,
Minha prisão: a fantasia.

Acorrentado pela escravidão...
Perdido, mergulho em teu mar,
Afogo-me em teu branco olhar,
E encontro-me em tua íris negra.

Acorrentado pela escravidão...
Tenho meus desejos cerceados,
Tenho o meu samba censurado,
Mas não calo: sangro os meus versos calejados.

EU INDIGENTE

Eu, o resto sem eira nem beira
Quem cata os restos na feira
Mais uma escória programada
Mais uma história mal pichada

Interpreto um papel maçado
Reciclo o papel passado
Um papelão: é o que faço
No papelão: deito e me abraço

Vender bala: meu ganha-pão
Correr da bala: destinação
A indiferença: desperta minha dor
A sirene: meu despertador

A lua enche meu saco
Com seu olhar pálido
Nem a terra absorve
O meu chorar árido

O sol nasce, minha pele frita
E minha sombra assombra
Minha voz trava, meu silêncio grita
E meu grito tomba

Varrido pelo vento
Sou mais um excremento
Maltratado pelo tempo
Dormir é meu passa-tempo

Abrigado na solidão
Sou um eterno desvalido
Com o pensar comprimido
E o latido reprimido

Meu signo: cão de rua
Destino: viver no mundo da lua
Guerra: encarar esse mundo insensível
Sonho: tirar essa coleira invisível

Nome: Zé ninguém
Sobrenome: algum alguém
Sem identidade
Sem entidade
Sem idade.

LIBERTINAGEM

Cansei de ficar fazendo pose
De falar somente o que te agrada
De trancafiar-me em mim mesmo
De te ver por trás dessa máscara

Sei que se esconde dentro de si
Massageando o teu ego inflado
Mas não quero ser mais um santinho
Nem só mais um anjinho sem asas

Quero pisar à tua cabeça
Quero comer os teus miolos
Me alimentar do teu murmúrio
E zombar da tua desgraça

Quero precipitar teu choro
Quero arrancar a tua roupa
Quero te fazer meu mártir
Quero calar a tua boca

Então, por que não desacatar?
Por que esconder meus impulsos?
Por que mentir para o espelho?
Por que não cortar meus pulsos?

Não deixo a moral me enforcar
Nem você me deixar pra trás
Mas se houver um paraíso
Sei que será tarde demais

Pois só venero o agora
Faço pouco caso da morte
Meu combustível é a birita
A libertinagem é meu mote.

Para um crente fiel não haverá fim, haverá um novo começo. O início de uma nova vida. Eterna; com Deus.

" Benditos os que deixam um rastro de doces impressões por onde passam, ao invés de vidros partidos. "

Tânia LdeCamargo