Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
“O ser humano em sua maioria é totalmente despreparado para a inteligência que tem, pois ainda hoje em sociedade se faz necessário impor as leis e as próprias religiões para adestrar a mais feroz e bestial ser existente da terra.”
Deixe-me então, com minha apatia.
Nos faremos companhia.
Tenho certeza que vou adorar trocar uma xícara de chá com a minha arrogância.
e de repente vem a vida e diz quem esta no comando.
Pois não há nada mais forte do que uma semente que germinou.
e apenas penso,e se o mundo tivesse olhos?
Eu penso que um dia posso voar
Eu penso que um dia posso mostrar ao mundo
Quem realmente sou
Eu penso,às vezes,que posso ter tudo
Eu penso,ás vezes,que posso ter o mundo
Na palma da minha mão
E penso que posso libertar
E penso que posso ensinar
E penso
E penso
Cada vez mais intenso
E denso
Mas é apenas um senso...
E se acontecesse?
E se respondesse?
E se vieram e falaram comigo?
E se o amor existe?
E se vocês me vissem?
Iria tudo mudar
Borboletas não iriam voar
Apenas calmamente flutuar
Pessoas não iriam se irritar
Apenas negociar
E eu?
Eu aqui
Não irei mais ficar
Por que
Por que
Minha mente é aumentar
A água
O mar
Se fundem
E brilham a cantar
O fogo
O ar
Disputam
O mesmo olhar
A terra
O ser
Convivem
Como eu e você
É bem difícil crêr
Falo com escravos da computação
Falo com quem destruiu nossa nação
Vocês querem um pouco de visão
Venham aqui e lhes mostrarei o que é mundo
Sintam o cheiro da poluição
Esses aqui mortos por uma canção
Aonde quer chegar
Com essa intolerância
Não quer voar?
Ganhar uma importância
Não pense nisso
Escute o que digo
Saia do telefone
Vamos contar estrelas
E depois sonhar...
“Se você sofre algum tipo de humilhação, que além dos constrangimentos, as más lembranças ficam martelando em sua cabeça, busque se colocar na situação de quem te agrediu... Se você não é capaz de humilhar seu semelhante que te fez tanto mal, alegre-se!”
O equilíbrio ou o desequilíbrio vem de dentro de cada um. Então, somos responsáveis pelos nossos infernos ou paraísos.
Pega leve
Pega leve,
Seja água e se transforme,
Faça com que o vente lhe leve,
E siga em frente,
Busque seus sonhos.
Permita-se um novo panorama,
E seja mais feliz que antes,
Por que isso seria impossível?
Se todos merecemos a paz!
Você não merece menos.
Com a esperança de uma criança na vida,
E sem o medo que os homens insistem em criar,
Fazendo do impulso uma chance de alegria,
E da fé a prática ao acreditar.
Fazer valer a pena,
Assim não restará dúvidas dos planos,
E ser feliz é o detalhe que criamos,
E a realidade é o encontro dos nossos sonhos,
No despertar de cada reencontro.
Um certo vaqueiro.
Vaqueiro bom não apronta
não perde noite em embalo
a sua amada não desaponta
e no romance não tem abalo
o prêmio vai para conta
e outra mulher não monta
na garupa do seu cavalo.
pense o que quiser,a mente é sua
Piano
Trompete
Flauta
Corpete
Manchete
Odete
Bolsa
Ouça
As minhas palavras
Existe um purê
Na minha batata
Olha que fosca
A mosca
Nela existe uma sopa
Suculenta,gostosa
Piscina viscosa
Imita
Pinica
Olha aquela menina
O laço
E o cadarço
Fazem uma batida
A caixa
É baixa
Mas pode aumentar
A toalha
Da malha
Roupa iremos tirar
Tomada
Pomada
Manteiga no pão iremos passar
Sentido
Não preciso
Pra um poema criar
Apenas ritmo
E motivo
Coisas pra alguém falar
sua vida em alguns verbos e adjetivos,se questione
Você só sabe rabiscar?
Você só sabe xingar?
Você só sabe reclamar?
Você só sabe ignorar?
E amar?
Já ouviu falar?
Você já tentou sonhar?
Já experimentou abraçar?
Ouviu falar em amizade verdadeira?
Você só pensa em bobeira?
Só quer botar as outras pessoas numa coleira?
Já pensou em me deixar inteira?
O meu coração só quero você.
A minha boca só quero os teus beijos.
e os meus olhos só querem ver o seu rosto.
sem você não quero ter mais nenhuma mulher e vou te esperar o tempo que for possível, porque o tempo e o melhor remedio para curar as magoas que você sentes crida amo-te com todo meu coração.Nelilson
Tem pessoas que entram na nossa vida e que por mais que a gente tente se afastar, que por mais que a gente fique sem se falar, sem se ver, nos da uma sensação de acalento, quando pensamos nela. E por mais que a gente não queria acreditar a gente sempre acaba abaixando a guarda e se entregando, é uma ligação forte, mais do que um carinho é uma ligação de alma que por mais que o tempo passe, parece que estão ligadas para sempre...
Eu um dia também tive meu coração partido não só uma ou duas vezes mas diversas e ainda continuo aqui forte esperando o verdadeiro sentido.
Mas aqui estou olhando para o alto e vendo que meu limite está mais do que tocar o céu , o meu amor é maior que céu, eu sou grande e vou chegar ate você.
As minhas forças é por você meu amor distante, nossa historia foi linda, unica, estilo Romeu e Julieta.
Sonhei em ser seu o resto da vida, não rolou e aqui estou lembrando de como fomos felizes, eu te amei como o Pequeno Principe amou sua rosa!
Desde então você tem sido pra mim único no mundo e vou te amar pelo resto da vida, mesmo que eu um dia encontre novos amores a minha vida sempre será você, meu amor distante.
"ONDE NÃO PUDERES AMAR NÃO TE DEMORES"
Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso. Aqueles pedaços de histórias rotas e cerzidas, atiradas no cesto de roupas de sorrir — e que já usaste tantas vezes em festas enxovalhadas. Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos.
Rejeita os lábios que não beijam mais e dos quais escorre apenas amargura, fel e impropérios. Sim. Tranca a porta, os ouvidos, a sensatez e vira as costas sem remorsos para tudo o que te causa mal e tristezas. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.
As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita.
Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava.
Há esconderijos disponíveis para cultivar a paz. Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade.
Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas.
Foge também de quem tiver o aperto de mão indiferente e áspero, os sorrisos ausentes no rosto exausto de mentiras, o nariz empinado de arrogâncias vãs.
Despreza indivíduos sem ouvidos, concentrados em lamber unicamente a própria fala. Àqueles aficionados em solilóquios, em discursos sem eco, voltados regiamente para o próprio espelho das vaidades, adornado pelo gigantismo do ego.
Alheia-te também de quem perdeu os braços de abraçar. Esqueceu-se de abrir as janelas para as visitas das alvoradas e lacrou os sentidos para os cantos felizes dos pássaros matutinos.
Os que não regam plantas. Pais que esquecem crianças trancadas no carro, enquanto se deleitam em levianas compras nos shoppings. Não entres jamais em casas onde não se escuta música, aonde o fogão chore de desusos, sem o cheiro vivo do feijão fumegando delícias.
Não te acomodes nunca em mesas sem toalhas, copos, nem talheres, antes destinados a servir convidados sempre ausentes. Ninguém aparecerá para o almoço inexistente. Pois faltam amor e acolhimentos.
Não te esqueças de cerrar em seguida as cortinas do coração para os que desprezam a luz, as cirandas e as crianças. Os que chutam por tédio pequeninos animais órfãos, perdidos a esmo nas ruas. Refuta com veemência as trepadas mornas e maquínicas exigidas pelo marido ou namorado, cujas ardorosas amantes tu intuis, certamente.
O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos.
Outro alerta: desanda a correr da inveja, do escárnio, do ódio fantasiado de gentilezas em oferta. Todas elas por R$9,99. Este pacote de desmazelos se acumula no enfado e no desamor de lojas vazias. A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos.
Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças.
Nota: Crônica publicada na Revista Bula. De acordo com a autora, "a frase-título desta crônica é da atriz italiana Eleonora Duse — falsamente atribuída a pintora mexicana Frida Kahlo e ao poeta e escritor brasileiro Augusto Branco".
...MaisHoje sei que sempre
foi você a amar-me
Hoje sei que tua permanência
foi por amor,
Mas em sombras me deixei
levar pelo meus desejos
sem pensar em no tamanho
do teu sentimento,
Então veio o seu cansaço
e pairou sobre mim o
abatimento e o remorso
de ter dado-lhe apenas
sofrimento.
Hoje quero ser o que fui
um dia e ter tempo para
reconquistar-lhe com
amor e melodia para ser
novamente EU E VOCÊ.
Acho que é isso que falta na vida de muita gente: mais palavras bonitas, um tanto a mais de delicadezas nos gestos, amizades mais floridas, abraços mais demorados,
mais sorrisos pra enfeitar nossos rostos,
mais respeito e não poderia me esquecer, MAIS AMOR!!!
Porque é isso que trás cor, sabor e gosto pela vida...
"VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO. A MAIORIA DAS PESSOAS APENAS EXISTE"
Felicidade não tem segredo. Mas só sente quem está vivo. E não quem finge, como grande parte dos indivíduos. Oscar Wilde profetizava que “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Algumas felicidades são tão compridas que não cabem na boca. Nem nos sonhos.
Sabe aquele bombom recheado com mousse e licor, foi abocanhado pela gula. O sorvete de cerejas com nata, escorrendo sem vergonha casquinha afora, evaporou. O por do sol multicor todo oferecido, esticando os últimos raios, pra seduzir quem o observava pasmo, foi dormir no meio de alguma nuvem vestida de edredom.
Já repararam nas músicas sobre felicidade? “Tristeza não tem fim; felicidade sim.” “A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar.” “Felicidade foi embora e a saudade no meu peito ainda mora.” É felicidade que não acaba mais, se multiplicando nas letras da MPB.
A publicidade de um refrigerante todo esfuziante bota pra cantar em seu slogan e música. “Abra a felicidade, vem curtir comigo o dia já vem.” Marcas em profusão alardeiam a propriedade com firma reconhecida deste sentimento que, junto com a paz, é um dos mais cobiçados nesta vida.
Felicidade é êxtase. Paraíso. Levitação. Ir embora para Pasárgada e se esquecer de voltar. Mergulhar os pés depois de andar pela areia quente num abraço de mar, fresco e generoso. Ver o bebê arrotando, finalmente, depois de tomar com gosto a mamadeira dos deuses.
Reflexão espinhosa: dá pra ser feliz assim, com a alma nua e crua, andando sem pressa pelas estradas do acaso, apenas de mãos dadas com tão acalentador sentimento. Você consegue?
A inspirada escritora Adriana Falcão jura que “felicidade é um agora quer não tem pressa nenhuma”. Então, para com o reboliço, fica quieto, sente as vibrações em torno, apenas curtindo esse estado de nirvana explícito. Será que a ansiedade aguenta? — há controvérsias.
O filósofo Nietzsche atira seus dardos: “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”. Fernando Pessoa revela “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Por sua vez, Drummond rasga o verbo e arremata: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”.
Pronto, ferrou. Precisava o Drummond nos colocar contra a parede das nossas aflições, fixar bem nos nossos olhos e dizer de um novo modo, conforme a parodia a seguir. Será que você consegue ser feliz à toa? Dono e proprietário exclusivo daquela felicidade virgem de carências, satisfeita só por constar nos experientes e folheados dicionários de lexicógrafos. Tem resposta pra isso, ou não?
Antônio Houaiss, mestre Aurélio, dentre outros dicionaristas sagazes nunca desistiram de correr atrás, como crianças caçando borboletas, da semântica dos vocábulos.
O que é mesmo ser feliz, hein? Ir a festas, bares, baladas, tomar todas, ficar com todas e todos, mexer o corpo até o sol raiar e o sono apertar. Que noitada, rapaziada. A cabeça mais inchada que a mitológica hidra, jura se vingar por todas as ressacas a que é submetida várias vezes durante a semana.
Transar enlouquecidamente é tudo de divino, selvagem e maravilhoso, vai discordar. E aquela bala hightech, puro ecstasy, que te ofereceram na semana passada. Tudo blue, Adão e Eva no paraíso, as visões grávidas de estrelas, cujas tonalidades nunca existiram no espectro solar. Vai entender.
A felicidade também é se agarrar com uma “branquinha” enrolar uma “verdinha” em forma de canudo e aspirar à onipotência de existir sobre todas as criaturas. Quanta inteligência repentina. E o cheirador fala sobre todos os assuntos, com imensa desenvoltura, como se tivesse passado dois anos de jejum absoluto, só ruminando bibliotecas direto do imponente e austero móvel do avô.
Haja sabedoria rodando na barriga, disputando espaço com as já irritadas alças do cólon intestinal. Felicidade é uma calça jeans azul e desbotada, berra um jovem idealista lá dos anos 1980. Banho de cachoeira mineira. Caminhada ecológica sobre feno dourado. Namoro esparramado de frente pra lua, mais redonda impossível. O primeiro beijo, o primeiro sutiã a gente nunca esquece. A primeira surra também. Aí costuramos uma infindável fileira de momentos virginais, feito rosário de novena, em ocasiões distintas do nosso dia a dia.
Passar no vestibular. Oh yeah. Formar-se na faculdade, ostentando a beca e o canudo na maior moral. Conhecer paisagens exóticas, horizontes intocados, aconchegar uma panda contra o peito, imitar passarinhos pra eles comerem alpiste direto na concha da nossa mão.
Uma criança outro dia contou bem baixinho pra sua mãe que gostava de ajudar pessoas sem nome, os meninos e meninas, atulhados de balas e doces, oferecidos na beira dos sinais vermelhos. Guloseimas que juram tornar mais leve a vida dos motoristas. A mãe ouviu e ficou preocupada, com o inesperado despojamento do garoto, que fugiu à cartilha dos ensinamentos paternos e resolveu abrir os afetos para perigosos estranhos. Todos do lado de fora da sua casa.
Walter D.Ehlers, herói de guerra americano, avisava sem alardear: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Acontece que a gente não aguenta né. Não basta admirar a rosa que se expõe irresistível na roseira. É preciso arrancá-la de lá. O passarinho, verde que nem uma folha será um periquito? Direto pra gaiola, já. Condenado a enfeitar na varanda nossas pequenas e esgarçadas alegrias.
Aristóteles sentenciava que “a felicidade é para quem se basta a si próprio”.
No filme “A Felicidade Não se Compra” de 1946, Frank Capra, James Stewart, Dona Reed, se imiscuem nas mensagens que permeiam a obra — cada um de nós é importante sobre a terra. Em “As Duas Faces da Felicidade” (Le Bonheur, 1965) de Agnès Varda, o enredo passeia entre imagens belíssimas e as contradições inerentes ao próprio sentimento, tantas vezes dúbio.
Um campo de girassóis explode em nossos olhos, uma ofuscante sensação se exibe sem culpas nem pudor. Então, dá pra ser feliz escancaradamente, sem achar que está, nos escuros cantos do coração, roubando de alguém uma farta porção de felicidade? Se deliciar longamente, em festas de aniversário, devorando pedaços de bolo com creme, esquecendo-se dos outros convivas.
Egoísmo incomoda como um calo no sapato. O bem-estar e as decorrentes fruições atiçam raiva e inveja em muita gente. Porque riqueza de espírito é algo que não se amealha, nem acumula, como gordas poupanças e investimentos bancários. A felicidade cresce e se anuncia dentro do peito, sem pressa e sem ruído.
O que se faz, entretanto, quando o voraz capitalismo e a publicidade teimam em plantar entre nossos desejos, inimagináveis e avassaladoras necessidades? A grande conquista é ter. Tenho, logo sou. Possuo, logo existo — ecoa a máxima nas luxuosas sociedades.
Uma dúvida: felicidade será irmã gêmea da alegria. Cordão umbilical da satisfação plena. Coro residual de gargalhada altissonante? Vai ver que não. Ela pode ser bem quieta. Discreta, mesmo. Deslocar-se pé ante pé no cotidiano. Deslumbrar-se em silêncio com o húmus das plantas amanhecidas. Os ovos do bem te vi, guardados com cautela, à espera de eclodir.
Felicidade pode ser assim também: uma felicidaaade larga toda a vida, que não cabe na boca, nas mãos. Não se acomoda nos seios, circunda as manhas do ventre, envolve as promessas delirantes das inquietas coxas. Sempre inquietas, essas coxas. Ahhh. Quem aguenta?
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