Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Todos estão sujeitos a dizer tolices: o mal esta em as anunciar com pretensão.

Assim que ficamos a sós, ele me girou nos braços e me carregou para o terreno escuro até chegar no banco nas sombras das árvores. Ele sentou ali, mantendo-me aninhada em seu peito. A lua já estava alta, visível através das nuvens diáfanas (...)
- Porquê? - Perguntei delicadamente.
Ele me ignorou olhando a lua.
- O crepúsculo, de novo - murmurou ele - Outro fim. Mesmo que o dia seja perfeito, sempre tem um fim.
- Alguma coisas não precisam terminar - sussurrei.

Era noite e fiz um movimento descuidado dentro do sonho; virei bruscamente de mais a esquina e choquei contra a minha loucura.

Anaïs Nin
NIN, A., A Casa do Incesto, Assírio e Alvim, 1993

Todo prazer sentido com gosto parece-me casto.

Amigos não "são para essas coisas", não. Isso é um clichê detestável, significando quase sempre que amigo é saco de pancadas.

Seja o exemplo de tuas palavras e haverá um momento em que não precisarás dizer nada sobre coisa alguma. Tuas atitudes falarão por ti!

Tinha desejos violentos. Pequenas gulas, urgências perigosas, enternecimentos melados, ódios virulentos, tesões insaciáveis. ouvia canções lamentosas, bebia para despertar fantasmas distraídos, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas e abismos.

"As enfermidades são os resultados, não só dos nossos atos, como também dos nossos pensamentos."

A vida é uma imagem que não diz nada, mas nos aquece de alguma maneira.

Minhas ideias são inventadas. Eu não me responsabilizo por elas.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Vale tudo menos chorar tempo demais. Pois sempre há coisas boas para pensar. Algumas se realizam. Criança sabe disso.

A fé – é saber que se pode ir e comer o milagre. A fome, esta é que é em si mesma a fé – e ter necessidade é a minha garantia de que sempre me será dado. A necessidade é o meu guia.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O amor permanece, o homem é que muda. P.C.

Quem sabe o que é a verdadeira felicidade? Não a palavra convencional mas o terror manifesto. Para os solitários, usa máscara. A casta mais infeliz guarda alguma lembrança ou alguma ilusão.

Quem se realiza é a alma

As fantasias das pessoas é que criam os problemas delas. Se você não tivesse fantasias, não teria problemas porque aceitaria o que viesse. Mas então você nunca terá nada romântico, porque romantismo é encontrar sua fantasia em gente que não tem.

Andy Warhol
The Philosophy of Andy Warhol: From A to B and Back Again (1975).

E sempre há um perigo em que nós deixamos transparecer externamente que nós cremos em Deus, quando internamente não. Nós dizemos com nossas bocas que nós cremos nele, mas vivemos nossas vidas como se Ele nunca tivesse existido. Isto é o perigo sempre presente confrontando a religião. Isto é um tipo perigoso de ateísmo.

Sempre que duvidas que algo não dará certo, este algo começa a dar errado dentro de você.

Afetar alguma qualidade, gabar-se dela, é uma confissão de não possuí-la.

Os dias mais recuados de sua infância, o dia em que dissera: "Serei livre", o dia em que dissera: "Serei grande", apareciam-lhe, ainda agora, com seu futuro particular, como um pequenino céu pessoal e bem redondo em cima deles, e esse futuro era ele, ele tal e qual era agora, cansado e amadurecido. Tinham direitos sobre ele e através de todo aquele tempo decorrido mantinham suas exigências, e ele tinha amiúde remorsos abafantes, porque o seu presente negligente e cético era o velho futuro dos dias passados. Era a ele que eles tinham esperado vinte anos, era dele, desse homem cansado, que uma criança dura exigira a realização de suas esperanças; dependia dele que os juramentos infantis permanecessem infantis para sempre, ou se tornassem os primeiros sinais de um destino. Seu passado sofria sem cessar os retoques do presente; cada dia vivido destruía um pouco mais os velhos sonhos de grandeza, e cada novo dia tinha um novo futuro; de espera em espera, de futuro em futuro, a vida dele deslizava docemente... em direção a quê?

Jean-Paul Sartre
SARTRE, J., A Idade da Razão, 1945