Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Não sei de que lugar eu pertenço. Em que área eu me localizo, de onde venho ou quem sou. Vivo na incógnita da vida. Nos profundos e intensos mistérios que ela me reservou. Apenas me refaço a cada segundo e sobrevivo intensamente a cada momento. Rita Padoin

Como pensador e autor eu defendo que o "grande autor" não é necessariamente quem dá as respostas cientificas ou ficcionais, mas sim, quem instiga o leitor a buscar suas próprias verdades e contextualiza las em seu meio.

Evidência
Eu aceito você como você é, não quero mudar você.
Você quer crescer e ser melhor a cada dia, e eu estimo que alcance seus sonhos, eu vejo você brilhar e estarei lá com você nos bons e maus momentos. Eu respeito e confio em você, te admiro pela pessoa que você é.
Eu conheço o seu passado, os seus segredos, seus erros, suas vitórias, eu conheço você...
Eu não vou desistir quando enfrentamos desafios, pois tenho certeza de quão grande é o seu amor.
Eu não quero viver e não saber que você não precisa de mim, porque você faz minha vida ser muito melhor quando estamos juntos.
Eu serei seu para sempre, talvez um dia eu parta, mas garanto-vos.... eu volto. Porque não sobrevivo apenas com minha metade.

Eu não ligo pra quem acredita ou não nos meus deuses, porque isso não interfere na minha vida e nem tem relevância para o meu sagrado. Os que fazem isso, que tentam converter, no fundo, não acreditam no que tanto dizem acreditar. Apenas prostituem o próprio "sagrado" para evitar que qualquer pessoa questione ou pense diferente, levando o sistema interno dele a uma crise avassaladora pelo consciente começar a perceber que a "crença", tão absoluta na imaginação, pode ser nada além de uma mitologia sem pé nem cabeça.
- Marcela Lobato

A única forma de eu não ter acesso a ele era não estando ali.

Encontrei!


me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?

minha alma está presa a ti
meu corpo está preso a ti
minha vida está presa em você
eu não sei ao certo o que sinto por ti, mas uma coisa afirmo, é forte
é forte e poderoso, avassalador, me faz e desfaz cada dia mais
eu já não sei como lidar, sincera e honestamente
estou de mãos atadas, de pés amarrados
esse sentimento é perigoso
oh, quão poderoso és
eu só te peço uma coisa
uma única coisa


Doa um pouco menos em meu peito, machuque menos o meu ser…

Eu só queria ser amado


Eles me deixaram sozinho
eles me abandonaram
eles não ligam pra mim


eu agora aprendi a andar só
caminhar com as próprias pernas
chorar com meus próprios olhos


mas afinal, quem me deixou sozinho?
a vida e todas as pessoas
minha ex, minha mãe, meus irmãos…
nem falarei dos amigos, esses me esqueceram


Eu só queria alguém que lembrasse de mim
queria alguém que sentisse a minha falta
queria alguém que perguntasse a Deus todos os dias porque eu fui embora


Eu só queria ser amado.

Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.

Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.

Eu na madruga


daquilo que não passou, o que fica?
A saudade tem várias facetas. Às vezes várias faces.
Minha maior saudade é daquilo que não vivenciei, por mais paradoxal que isso soe.
Aquilo que fica guardado na memória pode ser resgatado, digamos que revivido com uma intensidade menor do que a vivência original.
Mas e aquilo que não foi registrado, que não foi vivido? E que não tem possibilidade alguma de se efetivar? Sim, estou pensando em quem partiu sem um adeus, sem despedida, sem um tchauzinho.
A morte é mesmo um mistério. Assim como a vida também o é.
As lágrimas vêm para purificar a alma, para abrir espaço para a leveza, para fazer vir a tona aquelas boas lembranças que estão nos detalhes mínimos, em algumas circunstâncias, nas cores, nos cheiros, nas semelhanças ou nos contrastes, enfim em quase tudo tem um pouco daquilo que ficou para trás. Essa sensação é indescritível. É um misto de valeu a pena com gostinho de quero mais.
Mas a interrupção sem aviso prévio deixou irrealizável o que estava por vir. E, novamente, a saudade não é do que ficou para trás, mas daquilo que não aconteceu.
A saudade também tem nome. E endereço fixo: coração e alma de quem a sente.

E a vida vai passando. O tempo não poupa nada, nem ninguém.
Tem gente guardando emoções para sabe-se lá quando sem perceber que esse tempo pode não chegar.
Fazer agora o que poderia ser feito depois não é burrice. Num piscar de olhos tudo pode se transformar em saudade. E aí, meus caros... ah aí a saudade do que não aconteceu pode vir e a gente só vai poder ficar com a clássica pergunta "como teria sido se?".

Eu sigo vivendo


Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.


Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.


Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.


Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.

⁠“Se eu tenho poder e não faço o suficiente, então
a culpa é minha.”

Deixa eu partir


Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?


Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.


Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.


Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.

Caminhada


O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.


Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.


A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.


Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.


Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.

Que eu não me perca
entre a brasa e a bruma,
entre o toque que destrói
e a mão que quer abençoar.

Não sei se é noite ou tempestade,
se o chão queima ou se sou eu,
ou se o vento carrega minhas mãos,
incapazes de segurar o que foge.

O amor me amou


O amor me amou
quando eu já não sabia ficar,
sentou ao meu lado no silêncio cansado, fez morada no que em mim era medo e chamou de lar aquilo que eu chamava de fim.


O amor me amou
sem pedir forma ou promessa,
tocou minhas falhas com mãos pacientes, ensinou que até o que dói pode florescer quando alguém escolhe ficar.


O amor me amou
— e nisso eu renasci:
não inteiro, não perfeito, mas verdadeiro, aprendendo que ser amado, às vezes, é simplesmente
existir sem fugir.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.

Que seja só 1% —
eu coloco nele toda
a coragem que me resta.
Porque às vezes o amor não nasce da certeza, nasce do salto que a gente dá mesmo tremendo.


Os 99% são medo, eu sei.
Medo do silêncio depois da pergunta, do olhar que não fica,
da resposta que desmonta o coração.


Mas esse 1%
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
É o instante em que penso em você
e tudo dentro de mim decide tentar.


Se eu for rejeitado por você, vou seguir a minha vida sem você — mesmo que os 99% já tenham tomado conta de quem eu sou.”

Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.