Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
mas eu sei que eu gosto de quem não gosta de mim. e eu não insisto, mas não por medo de um fim. afinal, não se termina o que nunca começou. e “eu e você, nunca pensou?”. “não.”
Se você olhasse para as estrelas, poderia contemplar o tanto de coisas que eu não sei e não aprendi...e se olhasse para dentro de si mesmo, veria o tanto de coisas, que sabe mais do que eu...
Não é que eu vire as costas. Eu só me canso. A negatividade me cansa, o vitimismo me cansa, a falta de empatia me cansa, quem não sabe ouvir me cansa, a burrice me cansa.
Fui questionado. Por que não faz poesia romantica, de amor?
Eu não escolho escrever tristeza! Eu registro a vida como ela chega, as dores, os conflitos, as tensões internas, a frustração com o mundo e com as pessoas.
Meu estilo é mais cronista emocional do que romântico. Talvez seja isso. Observo, sinto, processo, e transformo isso em palavras.
o amor costuma ser silencioso, íntimo, discreto. O amor deveria ser obrigatório, nativo...
Enquanto a dor, o conflito e a luta interior são barulhentos, urgentes, empurram pra fora.
Eu escrevo sobre o que aperta, o que incomoda, o que pesa, porque é isso que pede expressão.
Mas vou tentar...
Toda a felicidade que algum dia eu pudesse ter fugiu de mim, não consigo mais sorrir, não me alegro com mais nada, só sinto um vazio... um vazio tão grande como o mundo pode ser, uma falta, tão dolorosa, que não me permite mais viver; Sem você, hoje, só existo refugiado em meus pensamentos porque é la que você está, nos meus pensamentos... sonhos... e no meu coração
Eu não demonstro sentimento com excesso de palavras.
Demonstro com presença, com cuidado, com atitudes silenciosas.
Quando eu gosto, eu facilito o dia, ajudo, penso no detalhe, apareço do jeito que sei. É assim que digo “eu tô aqui”. Não sou do tipo que puxa assunto sem motivo.
Não sei sustentar conversas vazias só para marcar presença.
Mas se me chamar, eu fico.
Se precisar, eu faço.
Se for de verdade, eu cuido.
Tenho me descoberto mais reservada, mais seletiva, mais fiel à minha essência. E isso não me entristece. Porque não é frieza é maturidade. Não é indiferença, é profundidade. Deus tem colocado no meu caminho pessoas que entendem isso. Que não me criticam, não me pressionam, não confundem silêncio com jogo ou diferença com charme. Pessoas que acolhem quem eu sou, sem tentar me moldar.
Eu não amo alto. Eu amo firme.
E quem sabe sentir, entende.
*Tesouro e fé*
Para longe eu vou
Não há lugar, nem prisão
Livre por dentro
Ainda que ao redor prisão
Longe daqui
Esqueço que vim de lá
Onde pessoas más empreendem confusão
Haja paz e liberdade dentro de mim
Ninguém pode prender o livre pensador
Podem boicota-lo
Mas não encerra-lo em prisões
Homem de fé já é livre por definição
Aposenta a cidadania
Vive a cosmopolia
Desacultura teus costumes
Faz jus a aventura
Não violes
Não sejas pródigo
Não seja insólito
Mas viva com propósito
Aproveite, cresça
A terra está aí
Deus a fez te deleita
Conquista o ouro, a prata, a terra e a fama
Seja fiel a Deus
Não esbanja
Nem coma com os porcos na lama
Não troque seu Deus por um prato de lentilha
Atenta, caminho em sua luz
Não almeja o que seduz
Nem tudo que reluz é ouro
Mas guarda o teu tesouro, que é a tua fé
Dionísio C.S. Oliveira
Janeiro/2026
Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.
Eu não vou me perder na tua loucura,
nem me curvar diante do teu vazio vulgar.
Minha essência não se vende, não se dobra,
sou raiz que cresce em solo limpo,
sou chama que arde sem se apagar.
Habito um mundo que não conhece contaminação,
onde o silêncio é sagrado
e a verdade é meu único escudo.
Não me alcançam tuas sombras,
não me ferem tuas máscaras.
Eu caminho erguido,
com passos firmes sobre a terra da minha própria criação.
Sou dono da minha paz,
guardião da minha liberdade.
E nada — absolutamente nada
vai me arrastar para fora do meu horizonte.
Hum homem fraco, implora para sentar na mesa das aparências.
Hum homem forte não mendinga atenção.
Afinal o homem tem suas próprias decisões.
Eu não sou feito de respostas.
Sou feito de rachaduras.
Por dentro, tudo em mim é barulho:
pensamentos tropeçando,
memórias se mordendo,
desejos que não cabem no corpo.
Eu existo em estado de urgência.
Tenho dias em que me sinto infinito
e outros em que mal caibo em mim.
Tenho vontade de ser tudo
e medo de não ser nada.
Eu me desmonto com frequência.
E não é metáfora.
Eu me desmonto mesmo.
Ideias, identidade, planos, certezas —
tudo cai no chão.
E eu junto os pedaços
com mãos tremendo.
Não sou estável.
Sou vivo.
Carrego perguntas como quem carrega feridas abertas:
quem eu sou quando ninguém está olhando?
quem eu seria se não tivesse aprendido a me esconder?
quem eu posso ser se eu parar de pedir permissão?
Às vezes eu me sinto grande demais para esse mundo pequeno.
Às vezes pequeno demais para meus próprios sonhos.
Eu sinto tudo no limite:
o amor rasga,
a perda ecoa,
o desejo arde,
o medo grita.
Não sei sentir pouco.
Se eu te disser que sou forte,
é porque você não viu minhas noites.
Se eu te disser que sou sábio,
é porque você não viu quantas vezes eu me perdi.
Eu sou feito de tentativas.
E de fracassos belos.
E de recomeços malfeitos.
E de coragem improvisada.
Não me peça equilíbrio.
Eu sou terremoto aprendendo a andar.
Mas deixa eu te contar algo:
se você me ler e doer,
é porque tem algo em você querendo sair.
Porque todo mundo anda por aí
se amputando emocionalmente
para caber.
E eu não quero caber.
Eu quero existir.
Eu quero que minhas contradições respirem.
Que meus abismos tenham nome.
Que minha bagunça seja honesta.
Eu não sou exemplo.
Sou espelho.
Se você se vê em mim,
não é coincidência —
é humanidade.
Você também sente demais.
Você também finge menos do que parece.
Você também tem um caos bonito aí dentro
pedindo para ser reconhecido.
Então não se organize.
Se entenda.
Não se controle.
Se escute.
Não se esconda.
Se permita.
Porque viver
não é parecer inteiro —
é continuar mesmo em pedaços.
E se alguém te chamar de intenso,
agradeça.
Pior seria ser vazio.
Sei que as vezes não existo
Na cabeça de quem eu quero
De súbito, me desespero
Procurando onde existir
Mas torcendo que seja ali
Só pra você me notar
Eduarda,
eu não sei mais onde termina a calma
e começa você.
Desde que te conheci,
meu coração não anda — ele corre.
Corre atrás do teu sorriso,
do teu jeito,
da sensação absurda de paz
misturada com esse medo bom de sentir demais.
Você mexeu em lugares que ninguém tocava,
abriu portas que eu mantinha fechadas
até de mim mesmo.
Voltei a escrever porque o que sinto por você
não cabe no silêncio.
Eduarda, se isso ainda não é amor,
então é algo ainda mais perigoso:
é a certeza de que você já mora em mim
antes mesmo de eu saber
como te explicar isso sem tremer.
As noites escuras já não me assustam mais
Teu toque acende luz nos meus temporais
E mesmo se eu tropeçar, sei que vai segurar
Meus pedaços pra colar _- Frase da música Não posso apagar do dj gato amarelo
