Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Ei, menina, deixe sua energia fluir, seu coração florir e seu amor florescer. Deixe que o tempo cure tudo, ajeite tudo e coloque todas as coisas em seu devido lugar. E o que tiver que ser, será, mas você jamais deixará de ter essa beleza no olhar, esse jeito bonito de encarar os desafios, despertar a beleza do mundo e atrair pessoas boas enquanto afasta aquelas que não contribuem para a sua caminhada. Continue seguindo firme, forte e bonita, com a elegância de gargalhar alto e no tom certo de quem sabe viver a vida. É isso que a transformará naquilo que quiser ser. Ainda bem!
Nem todo amor fala. Alguns se movem.
É curioso como, por tanto tempo, a gente aprende a lutar sozinha. A se defender, a sobreviver, a não esperar nada de ninguém — porque quase sempre, quando precisávamos, não tinha ninguém. A gente acaba confundindo amor com palavras bonitas, com discursos ensaiados e juras vazias. Mas com o tempo, a gente entende que amor mesmo... tem mais a ver com movimento do que com fala.
Amor é quando alguém te protege do mundo — não com grades, mas com gestos. Quando percebe sua vulnerabilidade e não se aproveita dela, mas estende a mão. Quando não tem muito a oferecer, mas oferece tudo o que tem.
É aí que mora a diferença.
Tem gente que diz “cuida” e nunca cuida.
Tem gente que não promete nada, mas aparece. Fica. Aguenta. E ama no silêncio das atitudes.
É hora de prestarmos mais atenção nas ações.
Em como as pessoas nos olham quando estamos frágeis.
Em como elas reagem quando erramos.
Em quem nos defende quando o mundo vira as costas.
Palavras qualquer um diz.
Mas o cuidado… o cuidado exige presença.
E a presença, essa sim, é a maior declaração de amor.
Salto de Fé
Autoria: Diane Leite.
Grata sou, ao universo e ao tempo,
Por cada momento vivido, cada alento.
No amor que floresceu, encontrei o presente,
Um tesouro divino, intenso e pungente.
Se o destino permitir que dure mais,
Recebo com alegria, sem questionar jamais.
Mas se o vento mudar e o fim se mostrar,
Aceito com graça, pronta a caminhar.
Um ano de amor, um abraço de alma,
Um presente que trouxe cura e calma.
Se foi eterno? Em essência, sim,
Pois o amor vivido nunca tem fim.
Confio no universo, na luz que me guia,
Na espiritualidade que me acaricia.
Cada salto de fé me fez entender,
Que o melhor sempre vem, basta crer.
E se a jornada pedir que eu siga sozinha,
Levo no peito a chama que se avizinha:
De que amar de verdade é libertar,
E viver com gratidão, sempre a caminhar.
Que o universo me mostre o que está por vir,
Com fé no futuro, no que há de surgir.
Seja mais amor ou um novo amanhecer,
Aceito o que vier, pronta para viver.
Gratidão no Tempo
Por Diane Leite
O tempo, sábio amigo e curador,
sara feridas e alivia a dor.
Aquela dor que parecia nos sufocar,
se dissolve quando o deixamos passar.
Controlar o outro? Uma ilusão.
A paz só nasce da nossa própria ação.
Se focássemos mais no que há em nós,
o mundo seria um lugar menos atroz.
Por anos buscamos o "porquê" do sofrer,
sem notar que o tempo nos ensina a viver.
O desespero cega, a tristeza nos confunde,
mas o tempo, gentil, tudo nos responde.
Como ver o mar se só vimos o lago?
Como provar banquetes se o arroz é o fardo?
A vida, generosa, sempre guarda mais,
mas só enxergamos quando deixamos para trás.
As tempestades nos moldam, nos fazem crescer,
e nos ensinam que sempre é possível renascer.
O tempo, com calma, transforma o impossível,
em gratidão por um mundo mais visível.
Que a lição fique clara em nosso coração:
o tempo cura, traz paz e direção.
Ele não só ensina, mas nos faz entender,
que amar o tempo é aprender a viver.
Transbordar
Por Diane Leite
Aproveite o tempo com quem vibra com você,
Nem que seja consigo mesma, sem temer o porquê.
Estar só não é solidão, é se redescobrir,
Que você, sozinha, é inteira para existir.
Solidão é não saber abraçar a própria essência,
É esquecer que a felicidade mora na consciência.
Que tudo ao redor é reflexo do amor,
Que já habita em você, como o mais puro calor.
Transborde no que faz sua alma dançar,
No trabalho que ama, no riso a ecoar.
Na comida que traz memórias de infância,
Sabores simples, carregados de lembrança.
O dinheiro é caminho, mas nunca destino,
Pode levar, proteger, mas não é divino.
Sem abraço apertado, sem cafuné verdadeiro,
Tudo que brilha vira um vazio passageiro.
Quem seguraria sua mão se tudo sumisse?
Quem ficaria ao seu lado, mesmo que o chão ruísse?
O amor de alma preenche o que é essencial,
Faz do beijo um voo e do abraço, a paz universal.
Memórias afetivas, nem todo ouro pode comprar,
São feitas de perrengues, de risos a compartilhar.
Quem te amou quando você era só esperança?
Quem lutou ao seu lado, acreditando na dança?
A gratidão é a chave, o mais puro sentimento,
Reconhecer o amor genuíno é um alinhamento.
Quem ignora isso, com o coração empedrado,
Leva consigo um fardo pesado e amargurado.
No final, nada levamos deste mundo finito,
Só o amor que doamos e o bem que é infinito.
Deus observa quem vive com verdade e intenção,
E recompensa com paz quem segue o coração.
Então, viva com verdade, amor e gratidão,
O que importa é quem tocou sua alma e coração.
E ao orar pelos que escolheram caminhos tão frios,
Você transborda amor, vencendo seus desafios.
Café com Leite
Por Diane Leite.
Por muito tempo, acreditei que felicidade era ter muitos rostos ao redor, muitas vozes preenchendo os vazios da minha existência. Eu buscava pertencimento como quem busca abrigo em dia de tempestade — desesperada por calor, por acolhimento, por uma certeza de que eu fazia parte de algo.
Mas eu não fazia.
Lembro-me do incômodo sutil ao estar entre minhas primas. Elas riam, brincavam e se entendiam como se falassem um idioma ao qual eu nunca tive acesso. Eu sorria por educação, mas havia um silêncio interno em mim que não se dissipava. Talvez fosse a falta de espontaneidade, talvez fosse algo maior — um desencontro entre quem eu era e o que o mundo esperava de mim.
Então veio Ana Cecília.
Nos conhecemos no pré-escola, e, sem precisar de palavras, soubemos que éramos iguais. Ela era uma das poucas meninas afrodescendentes da escola; eu, uma criança que sempre sentia que não se encaixava. Não fomos unidas pelo acaso, mas pelo instinto de sobrevivência. De alguma forma, sabíamos que estar juntas tornava a solidão menos afiada.
Sob a sombra generosa de um pé de manga, criamos nosso refúgio. Choramos as dores que ainda não sabíamos nomear e sonhamos mundos que ainda não existiam. Quando alguém ria de nós, nos olhávamos em cumplicidade e repetíamos nosso mantra secreto: "Café com leite." Um apelido que nasceu de uma piada alheia, mas que transformamos em escudo. Se éramos diferentes do resto, que assim fosse.
Ana era minha fortaleza; eu era sua guardiã.
Eu não permitia que ninguém a ferisse. Defendia sua honra como quem defende o próprio coração, porque era isso que ela se tornou para mim: um pedaço do meu mundo que ninguém tinha o direito de tocar.
E havia Camila — popular, cercada de gente, luz e barulho. Ela me estendeu a mão, me incluiu em um mundo onde pertencimento parecia fácil. Mas aprendi, com o tempo, que amizade não se mede em números. Camila era festa; Ana era lar. Com Camila, eu ria. Com Ana, eu existia.
A vida seguiu. Cada uma tomou seu caminho, como as folhas que caem da mesma árvore, mas voam para direções opostas. Ainda assim, o que criamos sob aquele pé de manga nunca nos abandonou.
Hoje, aos 40 anos, sei que pertencimento não é sobre caber. É sobre encontrar alguém que te veja por inteiro e ainda assim escolha ficar. Ana me ensinou que laços verdadeiros não precisam de multidões, nem de aprovações externas — só de dois corações que se reconhecem.
Eu não trocaria nossas tardes de manga com sal por nenhuma festa lotada.
Se pudesse dizer algo à criança que fui, diria: não tente caber onde sua luz é diminuída para que os outros brilhem. Amor não é barganha, pertencimento não é concessão. As pessoas certas não preenchem vazios — elas lembram que você já era inteira o tempo todo.
E Ana, em algum lugar, sabe disso. Assim como eu.
O sussurro do vento nas folhas antigas carrega segredos de um tempo que nunca conhecemos, mas sempre sentimos.
(LilloDahlan)
Poeira
Preso em um tempo
Onde o edifício
Desmoronou.
É difícil
Mas agora no silêncio
Sobre o túmulo
Encontro o sentido.
Somos nada
Apenas poeira.
Peregrino
Sou um passageiro do tempo.
Sou um viajante em momentos,
Passo em seus pensamentos
E ando em seus sentimentos.
Sou um peregrino esperto.
Viajo em minhas emoções,
Mas não me deixo ser carregado
Pelas minhas próprias ilusões.
Sou um passageiro apaixonado,
Por isso não me afogo na solidão.
Mas também para não me arrepender de novo,
Não sigo totalmente o meu coração.
Sou quem deveria ser neste exato momento.
Sou passageiro, peregrino, sou viajante!
Pego carona nos momentos do tempo,
Corro sempre para o que há além do horizonte.
Friamente
Te fiz em um verso
e me enganei
friamente.
Características
contrarias
que o tempo mostrou.
Procure sentir em 100% do dia, a positividade que existe dentro de você, assim terá menos tempo de sentir, a negatividade que te rodeia.
O homem aprendeu a controlar o fogo.
Mas o fogo se dividiu, amor, ódio, verdades, tempo, medo, curiosidade...
...dominando assim o homem.
Nos resta o balde do reconhecimento e a água do saber.
Lutas e Glórias
Rompendo o tempo com o peito aberto;
Tendo por certo que o tempo é parceiro;
Faceiro, costuro a boca do mundo que me acusa,
Intrusa e maléfica é a duvida...
No caminho há risos e choros;
Há coros e couros...
Pra quem não desiste ficam histórias:
Glórias de quem insiste.
Golpe direto nessa vida desregrada;
Seguir nessa estrada... Quieto...
Pois a voz engasgada se transformará:
Numa canção de balada!
Sonho com um tempo em que possamos agradecer apenas as atitudes de empatia, que a humanidade e reciprocidade seja um ato comum.
Ninguém é forte o tempo inteiro, pois até mesmo a mais poderosa das rochas cede à constância das ondas do tempo.
As facadas nas costas machucam a carne e sangram, mas com o tempo sicatrizam Já as palavras proferidas na frente lançadas pela língua como setas envenenadas, essas uma vez lançadas não tem volta, matam a alma e machucam o coração deixando escorrer o pouco de amor que ainda restava dentro dele.
