Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

Cerca de 791833 frases e pensamentos: Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

Em um floresta de carvalhos, com seus troncos velhos pelo tempo e retorcidos, por terem sofrido o bastante, esse é um lugar que não me sinto tão diferente assim.

De um certo tempo para cá, caminhar sozinho se tornou sobrevivência.

Somos tolos em nossa própria ilusão, atribuindo valor ao que se desfaz com o tempo, dinheiro, status, títulos. Olhamos com arrogância para aqueles que sustentam silenciosamente a vida em sociedade, os que limpam, os que recolhem, os que tornam possível o nosso cotidiano, como se a dignidade fosse privilégio e não essência. No fundo, seguimos apenas rótulos impostos por uma sociedade adoecida, sem perceber que a verdadeira grandeza não está no que se ostenta, mas no que se é.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.

A jornada foi escola de paciência, sei esperar o tempo que o fruto precisa, colho com mãos firmes.

O tempo leva pessoas, mas deixa lições.

Com o tempo, nos tornamos exatamente o que temíamos, reflexos distorcidos dos sonhos que um dia tivemos.

O tempo me tirou pressa e me deu propósito, já fui verbo, hoje sou silêncio que fala.

A solidão é o eco das respostas que o tempo trará.

O tempo é o escultor da alma.

Fui desabafo e oração ao mesmo tempo.

Fui perda, e ainda assim fui ganho em outro tempo.

O tempo é o remédio que insiste em fazer efeito apenas quando abandonamos a urgência e acolhemos a paciência como aliada da cura.

Fui moldado pela dor e lapidado pela paciência. Cada sofrimento foi um cinzel nas mãos do tempo, esculpindo em mim a consciência de que nada é em vão. A dor me rasgou, mas também me abriu para o divino que habita no silêncio. A paciência, essa artesã invisível, me ensinou que o amadurecimento não é pressa, é entrega. Hoje entendo que fui forjado não para ser perfeito, mas para compreender a beleza do processo, o sagrado que existe em suportar e florescer, mesmo em meio ao fogo.

O tempo me ensinou que o silêncio é mais sábio que o orgulho. O silêncio guarda verdades que o orgulho apressa em disfarçar, ouvir é mais sábio que responder.

Já lutei contra o tempo e descobri que ele é aliado da fé. Quando o tempo se torna aliado, a fé aprende a confiar na maturação dos frutos invisíveis.

Se despir da pressa é vestir o tempo com paciência, a vida começa a se revelar sem atropelo.

Deus me ensinou a esperar, e o tempo me ensinou a confiar. Esperar com fé e confiar no tempo é aprender que cada estação traz sua lição e sua cura.

Fui silêncio por fora, grito por dentro e sobrevivi, as vozes internas pediram tempo e escuta, no autocuidado encontrei voz que acolhe, sobrevivi e cresci com minha verdade.