Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
"Louco ficamos, se tentarmos definir o tempo. Às vezes, ele passa depressa demais; às vezes, devagar, mais que o devido... Porém, existe uma vantagem em nós, que nem ele pode ultrapassar: os BONS MOMENTOS são ETERNOS!"
Temos que aprender que algumas pessoas nem sempre vai estar a nossa disposição.
Todos nós temos problemas particulares.
Tem que respeitar o tempo de cada um.
Depois de um certo tempo você percebe que a verdadeira escravidão é depender da aprovação dos outros.
O que define as leis da vida é complexo, a busca pelo amanhã e a regressão ao passado, corroem o presente, esse conflito entre momentos torna-se um ciclo vicioso, aquilo que te fez rir, também pode te fazer chorar, o limite entre a tristeza e a felicidade é uma linha tênue, o que seria tudo afinal ?
a não ser uma série de coisas em sua mente, os extremos são coexistentes, a vida é um aprendizado para um algo maior.
Cada pedaço do universo esta escrito na vida de cada um, a mente relembra todo momento passado, e almeja todo futuro, isso nunca mudará, é a essência do viver.
Se você pode ver as estrelas, isso significa que você pode ver o passado, mas se você ficar preso nisso, perderá seu futuro.
O tempo
O tempo e sua ambiguidade:
Às vezes remedia e outras mortifica
Às vezes esfria e outras instiga
Às vezes nos faz refletir e outras nos causa insensatez
Às vezes nos distancia e outras nos traz à tona
Às vezes só faz aumentar a saudade e outras nos faz enxergar a realidade
Às vezes nos obriga a pensar e outras simplesmente, a ignorar
Às vezes nos faz esquecer e outras recordar
Às vezes ele nos mostra e outras tenta esconder
Às vezes nos aprisiona e outras nos liberta
Às vezes nos direciona e outras desnorteia
Às vezes faz os sentimentos aflorar e outras submergir
Não há lucidez em tanto sentido dúbio!
Quando conseguirmos compreender a essência do tempo e o seu propósito, talvez compreenderemos tudo.
Quanto mais tento entender, menos encontro um sentido, difícil é aceitar que aquilo que nos corrói, ambiguamente, nos fortalece ao mesmo TEMPO!!!
O tempo, as estações, as pessoas e o trem da vida.
No pulso do relógio
Ponteiros a correr
Encurtando a distância entre nosso querer
Na estação da vida
Pessoas ansiosas, por vezes receosas
Guardam na bagagem desejos secretos,
Carregam sonhos pra depois viver
À espera do trem da vida,
Recordo as últimas palavras ditas
Tão repletas de querer e amor
E sempre presente o temeroso medo, triste pavor
Na estação da vida, tempo passa e não te espera
Pessoas já decididas anseiam logo ir
Para cada estação uma dor, um adeus...
Recomeços têm pressa
Lá vem o trem da vida
Calado, sem alarde, sem fumaça
Chega despercebido...
O maquinista não avisa
Portas se abrem, o tempo é curto
Estações são recomeços, trem é futuro
Se tiver medo vai ficar
Não verás o trem chegar
É preciso sentido aguçado
Para ir além, enxergar do outro lado
Deixe pra trás o que não foi bom
É chegada a hora de partir
O tempo
Somente com o passar do tempo
seremos capazes de perceber,
o quanto são fúteis e insignificantes
aquilo que nos aflige neste instante...
Enquanto o tempo não passa
e propositalmente parece congelar
resta-nos encontrar motivos para sorrir
e ter fé de que em breve tudo voltará ao seu devido lugar
Cada indivíduo viveu perdas singulares em sua própria "cabana". A obra A Cabana, de William P. Young, convida à reflexão sobre a cura emocional ao longo do ciclo da vida. Nessa perspectiva, a fé, o tempo e o perdão se revelam como ferramentas poderosas para interromper ciclos de sofrimento. Por isso, revisitar os acontecimentos passados com um olhar introspectivo pode ser a chave para cicatrizar feridas profundas.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a fé se destaca como uma força real capaz de oferecer orientação nos momentos de incerteza. Nessa linha de pensamento, depreende-se, que ela não elimina a dor neste mundo, mas sua presença suaviza a sobrecarga no coração. Prova disso é que muitos encontram nela um refúgio, mesmo em meio às adversidades.
Em segundo lugar, verifica-se que o tempo se apresenta como aliado silencioso no processo de cura. Sob essa ótica, após honrar as próprias lágrimas e atravessar o período de luto, torna-se natural refletir sobre a permanência da mágoa no coração. De maneira análoga, o tempo atua como escultor da alma — não apagando o passado, mas moldando sentimentos brutos para seguir adiante em formas compreensíveis, ainda que imperfeitas.
Além disso, o perdão é outro importante instrumento de libertação, visto que este pode interromper traumas e desfazer amarras que impedem o crescimento espiritual, ao mesmo tempo em que abre espaço para a renovação interior. Ademais, o pecado, por si só, já representa um castigo para quem o comete, por configurar um afastamento da plenitude do amor. Dessa forma, exercer o perdão é um ato de compaixão primordialmente consigo, apesar de, muitas vezes, o agressor não o merecer.
Conclui-se, portanto, que a dor emocional, embora invisível, não deve ser negada, mas acolhida e compreendida. Destarte, ao reconhecer esse sentimento de inquietação, o processo de libertação tem início. Concomitantemente a isso, a fé, o tempo e o perdão revelam-se como instrumentos eficazes para amenizar feridas da alma e abrir espaço para novas possibilidades de vida. Dessa forma, a superação da dor emocional poderá, enfim, ser o encerramento de um capítulo — e não mais uma prisão eterna.
Veja o que passa, flui feito água, as vezes calma e outras torrenciais. Mas passa, muda e transborda.
Veja, contemple e se ajuste ao curso.
