Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Desde muito tempo, através de tudo e todos, histórias e fatos, vamos aprendendo que o mal na unidade é tão ou mais forte quanto o bem na coletividade. Mal este muito identificado como se vindo de um só, enquanto a força do bem só existe se vier de vários. Se o mal sozinho é tudo isto que pregam, que continuemos a mostrar o bem e a força adivinda de Nossa União.
Refletir bastante sobre os acontecimentos que me cercam, que me envolvem e tudo o que acontece e está a minha vista, ao meu alcance e em eu. Vejo que o tempo não retrocede, por nada nem por ninguém, mas sou feliz por sentir ele abraçar-me instante após instante, dia após dia, e me permitir estar a refletir.
Mundo estranho: alguns dizem como fazer, fazendo diferente; e vivem como a sós, esquecendo de muita gente; respeito que é da boca pra fora; cuidado que não há nem consigo mesmo; mesmo que todos vão embora, por anamorfose, que o tempo traga o antigo habitante. Gente estranha.
Tempo, bicho cheio de artimanhas. Se faz passado, futuro ou presente. Se apresenta como bem quiser, nos fazendo de bobos ao seu bel prazer. Isso porque é dele o passado. O futuro, só nele para se achegar. O presente, cuida viu? Pois em um instante o tempo te toma sem nem te avisar.
E o tempo, ilusão humana, benção Divina, me consome as possibilidades perdidas pelas escolhas que faço naquilo que determino ser prioridade. Cruel, majestoso, mas divino tempo.
Que neste pequeno tempo nenhuma de minhas escolhas se rebaixem a pequenez de tempo, dignificando estas escolhas e nobilitando este tempo em vultoso espaço.
E que a vida faça e se refaça, a seu tempo e a sua vontade. Enquanto o refazer, o reviver, o reconstituir e o recomeçar for o caminho certo para se dar a oportunidade de se sentir o máximo, que assim seja.
E vou amando todo esse tempo em execução, sem querer tirar um só minuto, desejando esse passar que sempre me mostra que nenhum ocorrer é eterno, senão o próprio tempo.
Socialmente, pelas atitudes, muitos nasceram para a feiúra, mas com o passar das experiências alguns conseguem ficar lindos. Uns outros não se incomodam com a sua feiúra, pois acreditam essa é sua única possibilidade de ser. Outros nascem lindos e vão ficando maravilhosos com o tempo. Aos que nasceram ou ficaram lindos em uma sociedade cheia de motivos para se ser feio, e insistem em ser lindos, parabéns, vocês sim são os verdadeiros heróis desta sociedade.
Falam do boi olhando para a vaca, assim como falam da peça tendo visto apenas a cena. Essa é a mídia sensacionalista, alimentada por preposições de quem entende o outro, mal conhecendo a si próprio. O que nos faz perder tempo, pois, para não saber, já não sabemos.
O tempo traz à alma a oportunidade de amadurecimento, mas algumas em contradição ao natural tendem a se enrijecer, parecendo mais uma sólida estátua que o que deveriam ser, um ar fresco, brisa ao vento, orvalho indicando o nascer do sol ou a noite, mostrando assim a vida e não a falta desta. Como o peso, a leveza da alma é uma escolha e não o destino, pois cada um cuida da sua como bem quer.
Em tempo de adolescência se concluiu uma grande separação. Se separou, motivo havia, ainda que familiares, causa de vida que entendo melhor resolvida pela vontade de ganhar. Não muito tempo depois, embora um tempo de velhice, uma nova separação, feita também pela liberdade, mas novamente por força bruta. Hoje, gerações à frente ainda somos perfeitamente forjados com grilhões. Gritar é pouco, cada área o seu jargão, assim desejo melhor que separar, melhor que ressignificar, seja a arte de compartilhar.
Que a distância entre os corpos que gostariam de estar perto, mas estão longe uns dos outros seja encurtada, seja inexistente através da grandeza do desejo do bem um para com o outro. Aos que estão perto, aproximem-se mais, e que os distantes saibam que o amor além de não temer o tempo ou a distância, em nada se preocupa com a falta de ter, pois persiste apenas em ser, pois é amor.
O tempo existe justamente para que possamos lutar e exercitar tudo o que é possível ao viver. De todos os deuses regentes de sua existência, tenha este como amigo, pois, essa é a melhor das escolhas para que ele não aplaque todas as tuas conquistas com um simples ‘não valeu a pena’.
+Q Ctrl + C
Somos únicos a cada novo instante e o melhor backup é mesmo nos outros, dura mais que a memória RAM e é lembrada sem pedidos. Penso que a morte eterna sem dúvidas é mesmo o esquecimento, então, lembre-se de eu, pois, lembrarei de você enquanto houver tempo.
Muitos me erram e também causam danos, muitas vezes tento entender os seus motivos e eventualmente até mudo, mudo eu, tento perdoar e ajudo se for necessário, gastando muita energia e tempo na causa. Mas eu também erro, inclusive com eu mesmo. Se perdoar aos outros é um objetivo, perdoar-me deve ser uma prioridade.
Do tempo, o presente é a mais ínfima parte de sua existência. Nele é que percebo existo, ou melhor dizendo, existi: ouço apenas depois do som ter percorrido um espaço tempo após a sua execução; enxergo apenas depois dos raios de luz naquilo que verei, percorrerem um espaço tempo até eu; o que toco, só depois da corrida neural através de um espaço tempo por eu é sentido; consumado já é, ou foi, tudo o que percebo neste presente. Vivo um constante passado e sem o mínimo de fé ou nenhum sonhar, seria impossível acreditar no futuro.
‘Para todo louco, um louco e meio basta!’ Gostaria de o tempo todo ser o louco e meio para todos os loucos que me atravessam o caminho, mas sempre que sou, fico com um peso enorme, como se nem os loucos assim merecessem ser tratados. Contudo, sempre que não sou, quase sempre, eles voltam e voltam sempre loucos. Afinal, ‘ninguém dá o que não têm’!
+Q Relojoeiros
Sobre a Hora Marcada há o Atraso e a Antecipação, entre estes há a Hora Certa, momento pouco conhecido para quem não entende de Assiduidade, embora estes mesmos sejam os melhores exemplos para explica-la.
