Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Quantidade não é qualidade,concerteza quem disse isso concerteza não conhecia a torcida do flamengo, afinal, como alguém teria coragem de depois de assistir um jogo do flamengo escrever essa frase?Pois é, seria impossível!Impossível entrar no maracanã e não ser levado na paixão contagiante que aquela torcida passa.Dizem os mals amados que torcer pro flamengo, é como ser à favor do sol.Eu do contrário rebato essa afirmação, do contrário, torcer pro flamengo é como ser contra tudo e contra todos, é ser o desgostos de alguns, o amor de outros.É ser o mais amado, e ao mesmo tempo o mais odiado.É engraçado como torcedor do flamengo consegue ser tantos paradoxos ao mesmo tempo, talvez porque realmente ódio e amor andam juntos quando o assunto é futebol.Eles dizem que amam seus respectivos clubes, e eu rebato essa afirmação, se quiséssemos ver claramente isso, era só convocar um jogo entre todos eles e o flamengo, ao começar pelo fato de que eles se sentariam na mesma parte da arquibancada, correndo
um sério risco de ainda sim não lotar seu espaço determinado, e depois de alguns minutos esqueceriam a rivalidade existente entre eles(se é mesmo que ela existe)e juntos torceriam contra o flamengo.É por isso que eu digo, o problema é só o flamengo.Arrisco até dizer que se o flamengo não existisse eles nem torceriam, seria tão patético quanto a ir uma pizarria e não comer pizza.Por isso que digo, sem o flamengo o futebol não seria futebol, todos os times perderiam por falta de combate como no boxe.E ai veja que ironia, eles sentiriam nossa falta.Sentiriam falta daquela torcida que tirava-lhes o sono.Daquela torcida que habitam seus piores pesadelos.E por fim, sentiriam falta do clube mas querido do país.Creio que eles se pegariam pensando Cadê?, e de repente ouviriam um barulho de muitos passos, seguidos de palmas e vozes em um ritmo perfeito.E quando olhassem,Lá estaria a nação rubro-negra, ocupando seu lugar que lhes é direito.
Aceitar a morte de alguém é difícil. Nós nos convencemos de que essa pessoa não podia morrer. Você pode tentar encontrar um significado da morte, mas só há dor. Um ódio insuportável. Mortes sem sentido... Ódio eterno e dor que não passa.
Amigos ou amantes tem de reenventar os sentimentos,
Para que eles não se percam nas esquinas das mesmises. E tudo singelo, como água bebida na concha da mão.
A amizade é apenas estar presente, ainda que não se seja necessário. Num abraço, num beijo... Na companhia.
Olhe vá em frente
Não se esqueça
Liberdade dentro da cabeça
E a cabeça fora do que há
De mal prá você...
Amar ao próximo não é um conselho, é um mandamento.
Será que você pode dizer: Aquilo que está acontecendo de fato não me importa? Você não pode dizer isso se for um cristão. Você não pode!
Somente por amor a gente se arrisca.
É por amor que caminhamos em direção ao que não sabemos explicar, como quem segue uma miragem no meio do deserto. Sabendo, no fundo, que pode não ser real — e ainda assim indo. Porque o amor não pede garantias, pede entrega.
O amor nos ensina a decifrar silêncios, a escutar o que não foi dito, a tocar mistérios com mãos trêmulas. Ele nos faz acreditar em promessas que ainda não existem, em destinos que só se revelam para quem ousa permanecer. É uma música que começa baixa, quase imperceptível, mas que cresce dentro da gente até não caber mais no peito.
Há algo de miragem no amor: ele cintila à distância, nos chama, nos ilude e nos salva ao mesmo tempo. Às vezes é engano, às vezes é esperança. E mesmo quando descobrimos que não era água, seguimos adiante, porque a travessia também nos transforma.
Amar é arriscar-se ao impossível. É atravessar desertos internos guiados apenas por uma melodia que insiste em tocar. É escolher sentir, mesmo sabendo do cansaço, da sede, da queda. Porque só o amor nos convence de que vale a pena ir além do que é seguro, além do que é lógico, além do que é visível.
E no fim, mesmo que a miragem se desfaça, algo permanece: o som da música que nos moveu. A coragem de quem ousou. A certeza de que só por amor a gente vai tão longe.
Por Jorgeane Borges
Há uma pressa que não leva a lugar nenhum.
Na corrida pela vida, esquecemos de viver.
O esforço constante para sobreviver ocupa tanto espaço que a própria vida passa despercebida — silenciosa, enquanto estamos ocupados demais tentando dar conta de tudo.
E quando percebemos, não foi o tempo que faltou.
Faltou presença.
A vida não é uma corrida de cem metros contra seus amigos, mas uma maratona vitalícia contra si mesmo.
É fácil dizer. O difícil é convencer o coração de que não se quer mais lutar por um amor platônico. Ele nos dá sempre esperanças de um belo dia tudo se tornar realidade, e no final o agradecemos por sua infalível perseverança.
O Silêncio Entre Nós
Meu silêncio tem o teu nome.
Carrega tudo o que não digo,
tudo o que se perdeu entre um olhar e outro.
Já não sei se calo por medo,
ou por costume.
O amor que era verbo,
virou pausa,
reticência.
Te escuto, mas não te ouço.
Te vejo, mas não te sinto.
E, mesmo ao teu lado, há um abismo.
Não de distância,
mas de ausência.
Meu silêncio não é paz.
É refúgio.
É o lugar onde escondo o que restou de mim
depois que o “nós” se desfez em eco.
JUSTIÇA
Não é o mar de Noronha que tem a cor das esmeraldas
São as esmeraldas que têm a cor do mar de Noronha.
