Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Você sou eu quando sorrimos, prá ser mesmo estando longe, e, o ódio é o amor, sem falta do fortalecer, sejamos livres, então, por motivos também sem razão.
Talvez eu seja mesmo diferente, ou quem sabe vivo no sonho de muita gente, o importante é ser tente, ou aninal, dependendo do local, que também sí sente.
Doce amor, voe em permutas de nosso pequeno eu, ensaios de vossa sonora presença, certamente seguiremos, sabendo onde pisaremos e porque dev-emos, trazendo harmonias das propícias danças.
Eu dei cem tentativas ao amor
Apenas a fugir dos demónios na minha mente
Abrigar-se num coração e ser feliz
Mas eu não vi no que me estava a meter
O meu amor é cego
Entre páginas gastas eu me escondo,
num mundo de papel, calado e fundo.
As letras sussurram o que não respondo,
e o silêncio me abraça por um segundo.
Nos livros encontro pedaços de mim,
fragmentos de dores que nunca contei,
cada história parece ter tido um fim
que é igual ao começo que eu abandonei.
As capas fechadas guardam meu pranto,
segredos que a vida jamais quis ouvir,
sou verso perdido em algum desencanto,
sou linha que insiste, mas cansa de existir.
E quando eu volto ao mundo lá fora,
tudo é ruído, vazio e sem cor,
então fujo de novo — sem hora —
pra dor que conheço: a dor de um autor.
Pois é nos livros que existo, enfim,
mesmo triste, quebrado, incompleto assim.
