Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Das páginas da vida você foi uma daquelas que eu rasguei, mas parece q me lembro mais detalhadamente
do q as que ali ainda estão, olhar para aqueles retalhos q ficaram e lembrar cada verso meu quanto a você, me faz entender que tentar esquecer é me pôr a lembrar.

Inserida por vic_karol

Sentirá falta de olhar ao lado e ali eu estar.
Sentirá falta de precisar de apoio no mar e mesmo sem chão eu me afogar para te salvar.
Sentirá falta de todas as noites em que você chorou e eu estive ali pra confortar.
Um dia sentirá falta, mas ali eu nunca mais vou estar

Inserida por vic_karol

To relevando tudo, até uma hr eu cansar e me levar pra longe de você.

Inserida por vic_karol

Deixa eu te fazer feliz com o que sei fazer.

Inserida por paulo_sezio

Tenho muitos equívocos mas se existe algo de amor, de alegria em cada criatura, eu quero alcança-los.

Inserida por paulo_sezio

Se realizei algo, é porque um dia eu pensei, escrevi em meu pensamento e coloquei em prática.

Inserida por rudimar_almeida

Nem sempre oque queremos conseguimos, mais vale a pena tentar e arriscar, se somos aventureiros eu não sei, mais somos poucos que tentam fazer a diferença, abraça a causa ou não fica de braços cruzados.

Inserida por rudimar_almeida

É mais fácil amputarem-me as pernas que cortarem a raiz do meu pensamento e calarem a razão de eu ser assim.⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠SAUDAÇÃO DE UM BICHO

Nunca eu vos enganei
Ó gentes do meu amar
Porque haveria eu de vos lograr
Se não sei o que sequer serei?

Tal e sempre por bem vos amarei
Com raízes espetadas no coração
Que alimentam como se fosse o pão
Vivo de esperança, ai, eu o hei!

Trago-vos vivos no meu olhar
Aqueço-vos na minha fogueira
Mesmo que ela apague a noite inteira.

É este o bicho homem a saudar
Outros da mesma massa de amassar
O pão da vida ainda por levedar...

Carlos De Castro
Finisterra, 26-05-2022.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se eu dissesse que tenho à venda o meu destino a custo zero, seriamente estaria a fazer publicidade enganosa.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O CÃO QUE CANTAVA ÓPERA

⁠Eu já tive um cão
Baixinho como eu que o sou
No destino e na pernada,
Que cantava ópera farsada
Sempre que eu dizia ao serão
Versos de dor a uma fada.
A ópera do meu cão, uivava
Numa voz tão pura de fina
Como alguma jamais encontrada
Em cantares de gente canina.
Tinha um não sei quê de magia
Saída pelos foles da garganta,
Sim, porque um cão triste canta
E encanta
No silêncio da noite vazia.
Um dia de sábado pela manhã fria
O meu cão de ópera já não operou...
Estava rígido, teso, na alcofa
Que ele tinha, meu Deus, tão fofa!...
Nem se despediu de mim
O companheiro amado...
Ele acabou o seu fado
E eu, sozinho assim
Não voltarei a dizer poemas
Porque dão azar e penas!

(Carlos De Castro, in Igreja de Argoncilhe, 22-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

TANTA PAZ DEITADA FORA

⁠E eu tanto queria tê-la
Absorvê-la
Como moribundo
Das dores do coração
Senti-la como divina graça
Como luz rápida que passa
No instantâneo
Naquela desintoxicação
De a sentir ao bebê-la
Nesta taça de emoção
Ainda que momentâneo.
Escorre a paz em sangue esvaída
Nas sarjetas
Da vida
Com os dejetos que expelem fedegosos
Os poderosos
Pelas bocas e rabos proxenetas.
Tanta paz deitada fora
Pura e tão cristalina
E eu tanto queria tê-la
Agora
Neste coração de má-sina.

(Carlos de Castro, In S. Pedro de Aldriz, 30-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠SE EU MANDASSE

Oh, se eu mandasse nos tempos
E nas vidas das mentes
Decretava aos quatro ventos
Mesmo que cinzentos
E sem mais lamentos:
Quem for de mente que não mente
Nem demente
Nunca deve morrer depois dos poetas!
Deve partir ao mesmo tempo de todos,
Porque os poetas
Mesmo que anacoretas,
Nasceram para escrever a rodos
Imagens de pinturas primárias
Que animam o mortal
A viver uns tempos mais
Na vida dos arraiais
Porque afinal,
É no sonho de outras vidas planetárias
Que os viventes cantam outras árias
Cantigas, a uma só voz
Por mim, por ti e por nós.

(Carlos De Castro, in Morra A Censura, em 19-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠PLENA MADRUGADA

No calor tórrido da noite
Dos lençóis suados,
Eu fujo para o pátio velho
Cá fora, em plena madrugada.
Ali, eu oiço a cantiga das corujas
Rabujas,
Vejo as estrelas em rodopios
Bailando para todos os lados,
No reluzir dos pirilampos vadios
Prateados e dourados.
Aspiro aquele alísio vento
Quente mas húmido que refresca
O rosto que arde num tormento
De quentura
E formatura
Vampiresca.
A manhã, apanhou-me a dormir
Na velha cadeira
Muito usada e costumeira,
Minha confidente de anos
De tantos enganos.
Meu Deus, como é bom fugir
Aos lençóis do calor dantesco
Meter os pés ao caminho
E de mansinho,
Pela calada vir
Apanhar o fresco,
Cá fora, em plena madrugada.

(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 20-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se os invejosos me pagassem alvíssaras, eu estaria podre de rico.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Nem sempre eu amo a quem quero, mas quero sempre a quem amo.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ADORAÇÃO DOENTIA

Como eu te adoro amor sagrado,
Se tu soubesses tanto tanto
Que por vezes eu garanto
O quanto no pranto,
O tenho abafado.

Como náufrago que vai a nado
Com um poema erguido
Na mão cansada, fremido,
Como se carregasse um fado
No fardo às costas sentido.

No destino de dor suprema
Num cântico de heresia
Pão, sopa e vinho, poema
Como eu te amo, minha pena,
Minha louca poesia!

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

I N V E N Ç Ã O

⁠Fui eu que inventei o amor,
Mesmo sem saber se era dor
Aquele ardor que se sente
Logo que se pronuncia
A palavra amor.

Senti-lo, é bem pior
Do que praticá-lo?
Eu sei lá!
Só sei que o amor
É uma coisa
Que quase deixaram
De pronunciar
Com medo do bicho amor.

Afinal, não fui eu
Que inventei o amor
E jamais
O inventarei.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠BARCO AO PERTO

Quem me dá um barco?
Sim, um barco à vela.

Onde eu possa navegar
Ao perto do longe,
Que muito longe
Eu tenho medo
De navegar.
Eu só navego sem medo,
Nas ondas brandas,
Calmas,
Do teu olhar.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se o meu destino tivesse sido de luz e ouro, nunca eu poderia ter escrito aquilo que gravei na escuridão da pedra rija e negra do meu ser.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro