Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado.
Fosse contemplar cada ruga aparecendo em nossos rostos, contemplar nossos cabelos enbraquecendo,
contemplar nossa pele ficando flácida.
Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado,
rindo um do outro,
rindo um com o outro.
Eu realmente achei que fosse envelhecer ao seu lado,
mas seu tempo na Terra terminou antes do meu e você partiu me deixando para envelhecer sem você ao meu lado.
Eu prefiro as pessoas autênticas que as simpáticas, as autênticas nós sabemos de onde vem a porrada as simpáticas nos apunhalam pelas costas
No profundo negro das pupilas de seus olhos, eu mergulho. No brilho refletido nos castanhos deles, me entrego. Quando olhas discretamente, me confundo e somente tento decifrar onde seus pensamentos te levam. Quando sorri, me dilacera, como lâminas afiadas de alegria adentrando em meu peito, me fazendo desejar mais. E quando ouço a sua voz, eu me completo. Como doce melodia em meus ouvidos, a sinfonia mais bela, o som da sua voz.
Tem pessoas na vida que a gente esbarra, e tem pessoas que a gente encontra, você era uma delas, eu realmente acreditei que você era uma delas, até perceber que os seus atos falavam por si só.
Busquei a Deus na real intenção de achar falhas. Sabe o que eu achei? A personificação da perfeição. Nesse momento eu vi, que até existiam muitas falhas; nada nele, muitas em mim. E mais, vi também que, o que faltava em mim havia em abundância nele.
Deus: só um meio para o meu fim de sucesso ou tenho entendido que eu sou um meio para o sucesso do plano dele na terra?Deus, alguém que sirvo ou algo que uso?
Conto vantagem por isso, mas somente eu sei o peso de carregá-la...
Uma intuição que está sempre certa, traz consigo a frustração de não se surpreender...
"No fundo eu já sabia"... - Repito comigo.
Saber de tudo traz o vazio do conhecimento pra mentes humanas... O nada se torna muita coisa e tudo se torna nada...
Me deram espinhos em meio às flores, e eu nem percebi. É que a beleza em meus olhos, e a leveza em minh'alma é tanta, que só o belo se faz relevante.
As reflexões gritam,
eu as libero
Elas criam asas
e vão
Ouve quem quer,
filtra, abstrai
ou ignora.
Simples assim!
Pula corda
Joga eu, joga Maria
Joga a corda devagar
Cada uma, em uma ponta
Que a Rosinha vai pular.
Um homem bateu em
minha porta, e eu ...
Sai Rosinha entra Maria
Meninas boas no pulo
Não erram, mas se cansam
E assim param de pular.
Senhores e senhoras ...
E vá para o olho da rua...
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Desacelerei de verdade agora. Estou sem pressa nenhuma. Meus 47 anos, estão exigindo que eu viva intensamente cada instante, cada momento. Não posso perder de vista meu amanhã, e nem poderia deixar de viver e sentir o agora, que é urgente, mas o vivo sem pressa. Deixando que meu corpo e minha mente, sintam a paz do respirar, do sentir o ar nos pulmões, do calor de um abraço, do beijo ardente ou maternal, do sorriso na face do outro, e do riso que amo sentir brotar de mim. E assim, dentro da minha serenidade necessária, a paixão pela vida é fogo ardente em mim, vivendo o hoje, na certeza de um amanhã sempre feliz.
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
(Re) encontro
Estavas tu
A minha espera
E eu furtivamente
Ia ao teu encontro.
Meu coração
Da angústia
Fez-se euforia
Na sofreguidão
Daquela espera
Na voracidade dos meus furtivos versos,
eu te trago em cálice quente,
do qual jamais poderá escapar.
Se eu dissesse a você
O que você me diria
Se dissesse ao mundo
O que o mundo diria
Ou melhor,
o que pensariam?
Mas se eu nada disser
De nada então saberiam
Por isso só digo que sei
Porém, nada direi!
Afinal, tampouco
lhes interessa,
o que deveras sei.
