Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Não só o que é físico, todas as coisas se desfazem, porém, por mais que eu queira, esse sentimento no meu coração se recusa a se desfazer.
(Tsunade)
Desculpa se eu te machuquei, eu estava tão machucada que eu não consegui ver o quanto você era melhor que os outros, eu cheguei sem medo e sem coração, você me ensinou a ter medo e devolveu meu coração, em troca eu dei toda a minha solidão, sei que não mereço seu perdão, mas me entrego em suas mãos, pode sacrificar meu coração.
Eu não tenho vergonha de mostrar quem sou. Sou errante, errada, doida, maluca, carente, desequilibrada, falante, sincera, e isso tudo numericamente exagerado. Eu sou isso, máscara pra quê?
Poderia fingir ser boazinha, a menininha dos olhos, a perfeitinha, a “inha”, mas a questão é: não sou. Um dia você ia descobrir a verdade. Não tenho vergonha de mim, eu sou assim. Não gostou? Quem disse que preciso da sua aprovação? Tudo em mim é completamente meu, meus defeitos, minhas qualidades. Suas palavras não fariam diferença no meu mundo. Levou tempo pra eu descobrir quem sou, e ainda não sei direito, mas com certeza quem você molda não sou eu. Não consigo ser guiada por regras, sigo minhas emoções. Por isso, posso não ser o retrato da boa “samaritana”, mas com certeza sou o retrato da AUTENTICIDADE.
Você me faz feliz quer você saiba disso ou não.
Nós deveríamos ser felizes, foi o que eu disse desde o início.
Estou muito feliz sabendo que você é aquela
que eu quero para o resto dos meus dias.
— Querido Deus.
Eu sei que você estar aí.
Olhando por mim e me desejando sorte.
Sei que não tenho sido uma boa menina.
É que anda difícil permanecer criança aqui...
Sei que eu tenho errado, falhado.
Me corrompido com tantos pecados humanos.
Que ando seguindo caminhos não tão bons.
— Querido Deus.
Sei que há muito tempo
Não tenho te dado boa noite
Ou te desejado sorte aí no céu
Para aguentar tantas coisas daqui da terra.
Sei que não tenho cuidado tão bem de mim.
Mas eu vou melhorar...
— Querido Deus.
Só te peço que não desista de mim.
Que me proteja o quanto puder.
Sou muito frágil e talvez
Eu possa cair a qualquer momento.
— Querido Deus.
Cuide de mim. Dos meus pais. Da minha família
Dos meus amigos. Dos meus amores.
Proteja e faça tudo que eu pobre mortal
Não posso fazer com as minhas mãos.
— Querido Deus.
Eu sei que não costumo mencionar o seu nome.
Mas não é que eu não acredite em ti.
É que assim como a palavra AMOR
já não soa, mas como antes.
A palavra DEUS também não.
Estou aprendendo a guardar as coisas
Puras dentro de mim.
— Querido Deus.
Desculpe qualquer coisa.
E muito obrigada...
Não tenho culpa se meus dias têm nascido completamente coloridos. Simplesmente quando eu acordo decido que quero ser feliz, mas alguns ainda cismam em querer borrar minhas cores. Muito menos tenho culpa se o meu sorriso é verdadeiro, espontâneo e acontece por motivos bobos, mas especiais pra mim.
Não tenho culpa se meus passos nem sempre são firmes. Eu não sou perfeita. Eu tropeço e caio de vez em quando, na verdade, caio bastante e isso não me machuca. Tenho certeza que a cada tombo eu consigo levantar mais forte.
Meus olhos têm tido um brilho bem mudado ultimamente. Eles brilham diferente e intensamente à cada dia e começo a me preocupar. Tenho medo da velocidade dessas alterações.
Na minha melhor concepção de 'mundo completo', não consigo entender a existência de algumas pessoas, apesar disso não me preocupar tanto. O que eu menos consigo entender é o porquê de certas atitudes. Ok. O mundo não é dos mais justos mesmo.
Ainda sim, tenho bastante lápis de cor e várias pessoas com bastante deles também. Pra quem quiser pintar um pouco mais de alegria na vida, até empresto os meus. Empresto. Só, por favor, não tentem borrar os meus dias. Eles estão ótimos pintados da cor que estão.
Eu não estou neste mundo para viver correspondendo às expectativas de ninguém, nem acho que o mundo deva corresponder às minhas.
Hoje não
Eu luto contra esse dia todos os dias, exaustivamente.
Antes era um dia de cada vez, um dia por vez.
Hoje é uma frase que me acompanha todos os dias.
Hoje não. Não será hoje.
Mas, de forma consciente, venho me fragmentando.
Deixando pedacinhos de mim soltos.
Em tudo que faço, silencio, ouço ou digo.
Onde escrevo, onde publico.
Pedacinhos.
Talvez parte de um quebra-cabeça que não faça sentido
para quem olha hoje...
Caso, em algum momento, essa exaustão me vença,
tudo isso ganhará uma clareza e deixará de ser invisível a olhos nus.
Tudo que é invisível hoje fará sentido na minha ausência,
no momento em que todos aprenderem a ver com o coração
cada pedacinho solto de mim deixado por aí.
E isso só será possível na minha ausência.
Hoje não.
Hoje só me fragmento mais um tiquinho...
Eu sou mesmo assim...Um emaranhado de incógnitas que não suporta se curvar ao domínio das dúvidas, das obrigações, do tem que ser, do deve ser! Não são essas certezas infundadas que me dão tesão em descobrir quem sou eu de verdade...E como sei que sou um vulcão em erupção, prefiro me desvendar aos poucos, lentamente, para não me ferir e não ferir ninguém...Essa é uma das únicas certezas que tenho! Talvez infundada também...
O destino conduz os que querem ser conduzidos e arrasta os que não querem
Eu tenho andado mais ou menos de arrasto
Nem sempre quero ir para onde o destino me leva.
Muitos me chamam de bipolar. Eu digo que não, a polaridade em mim é muito mais que bi. É um número incontável.
[...] Sabe o que eu sinto? Tem duas coisas me puxando, dois tipos de vida — e eu não quero nenhum deles. Quero um terceiro, o meu. Que ninguém tá curtindo. [...] — não estou conseguindo viver como eu gostaria — e não tenho coragem de ficar sozinho e tentar, você me entende? Acho que não. Eu vou levando, tenho horas de soluções drásticas, vou levando. Mas não sei até quando. [...] E eu fico muito comigo mesmo nisso tudo — cada vez mais sufocado, mais necessitado que pinte um VERDADEIRO ENCONTRO com outra pessoa, seja em que termos for. Parece que ou eu ou os outros não somos mais tão disponíveis. Será que estou fechando, perdendo a curiosidade? Eu não sei. Vou dormir. Amanhã te escrevo mais um pouco.
