Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Ecos da Alma
Eu sou dela
Nem estou falando de mulher
Eu sou dela, é assim que era,
É assim que será, é assim que é.
Eu sou um poeta da lua,
Gosto de navegar na imaginação
Lá a aventura continua,
O amor vira magia pura,
A fantasia vira paixão.
Poetas são intensos,
Isso eu posso confirmar
Não tente entender a mente de um poeta,
Essa é a verdade mais discreta de afirmar.
Sou um ser louco,
Vivendo nesse mundo de utopia
Vou me encontrando aos poucos,
Nessa aventura que me contagia.
Sou um poeta romântico,
Em meio a esse mundo cheio de caos
Onde o amor é vazio,
Onde a solidão é um caminho,
Onde a desunião é algo normal!
Penso onde vou prender os anjos que aqui vem
Tranco mesmo e jogo as chaves
Porque se antes eu errei tentando quase ser alguém
Agora ao menos quero acertar
A vida é um filme
Sempre tem alguém
Querem prender não vão me encontrar
Fui além
Só quero saber de alguém que mostre
O grande amor que eu quero alcançar
E se tentar seguir além perto, longe ou depois
Hoje eu vou procurar
Folhas na calçada dizem perto está o fim
Onde leis, espaços falhos
E enquanto tolos correm procurando um álibi
Eu procuro apenas um pouco de paz.
Hoje, eu partirei
Peço perdão neste instante
Por estar indo embora
Assim, tão de repente
Desta vez os lábios se abrem
Para lhe dizer: Até mais
Nunca esquecerei-me de você
Não pare, tenho que ir
Logo dirão: Ele era bom, mas lhe faltava tato
O empobrecer de cada despedida
É o que me torna de fato
Um arquiteto de ruínas
Alguém
Me explica, por favor, quem foi que me roubou o amor e não voltou?
Porque eu
Definitivamente não posso estar indiferente à dor
Num coração cansado, o aviso
Eu te confesso, não quero dizer adeus
Não diga adeus
Foi buscando acertar que às vezes eu errei
Mas quem pode acusar sem tentar compreender?
Quando saio sem regar violetas que plantei
A sede que causei me afogará
Sem pressa, sei que posso alcançar
Digam o que quiserem só uma coisa importa
Verdadeiro é meu amor
O sentimento foi real
Quando eu te entreguei
Tudo aquilo que há em mim
Pode até não parecer
Se o mal que há em mim
Faz doer o teu coração
Minha triste imperfeição
Eu vivi [a ditadura]… Eu sei como é importante você ter a liberdade de poder falar.
Quinta-feira que vem estaremos de volta novamente. Eu aqui no meu velho e querido banco, e vocês aí em todo o Brasil, porque a praça é nossa!
Eu acho que a minha missão aqui é essa: é ajudar as pessoas.
Eu sou como um pássaro ferido tentando se curar para poder voltar a voar, preciso parar de jogar sal nas minhas feridas, só assim conseguirei sentir novamente a sensação de ser livre, livre de pesos desnecessários que me impedem de alçar voo.
Eu sei que te amo
Apenas isso
Pela forma que você tocou meu coração
Pelo jeito que você invadiu a minha vida
Pela forma que você ocupou todos os espaços
Que mesmo sem imaginar que faltava algo em minha vida
Você apareceu
E não era algo que me faltava, e sim o que eu precisava
O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA
(Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais)
"Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.
Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo.
O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo.
Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino?
Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto!
Isso deixa os blablablantes tontos.
E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra.
Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever!
Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação.
Percebo:
Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar. [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)
Eu costumava pensar que lá fora era lá fora, e aqui era aqui. Mas agora que saí e fui trazido de volta… Eu sei. Lá fora, aqui, é tudo igual. Só que aqui, ninguém precisa mais fingir.
