Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O Curioso Olhar da Terra
Eu gosto de ver a folha verde,
o balanço leve na brisa da tarde,
o desabrochar que não faz barulho,
a vida crescendo sem alarde.
Gosto de plantar e ficar olhando,
imaginando o que a terra esconde:
que trabalho secreto a raiz faz lá embaixo?
Para onde ela vai? De onde ela responde?
E quando a chuva cai do alto,
eu pergunto ao céu o seu motivo.
Cada gota que toca o solo
sabe exatamente por que está viva.
Olho a montanha antiga no horizonte,
firme, calada, atravessando a era.
Meus avós nem eram nascidos ainda,
e ela já estava ali, à espera.
Pode ser que a ciência explique tudo,
mas eu prefiro a dúvida e o encanto:
o mundo é mais bonito e verdadeiro
quando a gente imagina em cada canto.
Hoje eu sou feio. Mas já fui o menino mais desejado da escola. Uns desejavam me bater, outros me matar.
Qualquer mulher pode sair por aí com o intuito de se deitar com qualquer homem. O fato é que eu não me troco por nenhum deles. Que Deus faça com que nenhuma delas queira saber o motivo.
Marcélio O. Sena
Sim
😌🤗
"Mesmo depois de descobrir que você é promíscua, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você é interesseira, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você é talarica, eu sinto pena de você; mesmo depois de descobrir que você engravidou fora do teu casamento, eu sinto pena de você."
- By - Marcélio Sena
Teu corpo é o mapa que eu anseio explorar,
Com a ponta dos dedos, sem pressa, a traçar
A linha secreta que a pele revela,
Onde a paixão arde e o desejo se sela.
Eu te quis no inicioda manhã,
com o feijão no fogo
e o celular se nenhuma mensagem sua.
O desejo não respeita horários
nem a louça na pia.
Quase pecado, pensei.
Depois ri: pecado é passar pela vida
sem tocar o que nos chama.
A distância é uma parede fina.
Eu a atravesso com pensamento,
com lembrança, com desejo.
Você talvez nem saiba
quantas vezes chego à sua porta.
Mas quando fecha os olhos,
talvez sinta meu corpo
encostado no seu nome.
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.
Talvez eu nunca consiga ser o irmão que os meus merecem, mas fui agraciado com os melhores. Minha eterna gratidão, Pai!
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.
Mas um travessão é muito mais do que sinal gráfico — é um gesto.
Um pequeno ato de ousadia que só pratica quem não teme ser percebido.
Quem escreve com consciência do que carrega, e com a leveza de quem não precisa provar nada além da própria honestidade com as palavras.
Porque, no fundo, escrever é isso:
um jogo silencioso entre coragem e sensibilidade.
Coragem para tocar onde dói —
Sensibilidade para não machucar lugar nenhum.
E um travessão, bem deitado, talvez seja o símbolo mais humilde dessa bela dança.
Ele separa, sim, mas também aproxima...
Às vezes, pausa… mas empurra adiante.
Ele corta… mas também convoca.
Às vezes parece apenas um traço, mas é um traço que fala:
"Ei, aqui entra algo que só os atentos percebem."
E quem ousa usá-lo não o faz por frescura gramatical —
mas por afeto estético, intuição narrativa,
e essa espécie de maturidade que só têm os bem resolvidos:
bem resolvidos consigo, com o que dizem,
e até com o que deixam de dizer.
No fim, o travessão é como o pincel que se deixa cair de propósito:
não é descuido, é assinatura.
Não é desatenção, é presença.
E se alguém confunde isso com um “Chatbot”…
ah! — que continue confundindo.
Porque a arte, quando bem feita, normalmente já confundiu até quem a criou.
E aqui para nós — risos — às vezes um travessão bem deitado é mesmo isso: um pincel que se joga, de caso pensado, sobre a tela.
Um atrevimento sereno, cheio dessa sinergia rara entre arte, responsabilidade e sensibilidade — um trio que costuma morar apenas nos que já fizeram as pazes consigo e com a própria forma de criar.
A intenção, claro, era fornecer lenha para queimar.
E o fogo aceitou.
Porque, é preciso muita coragem para se aventurar na arte de escrever.
É preciso alguma loucura mansa para deixar palavras escaparem sabendo que podem ferir, curar, provocar ou até acalmar.
E é preciso ainda mais sensibilidade para permitir que elas se entendam com as imagens — porque, quando elas resolvem brincar juntas, quem escreve vira mero coadjuvante.
A palavra abre caminho.
A imagem acende.
O travessão risca.
E o gesto final surge sozinho —
como se a chama tivesse vontade própria.
Talvez não haja atrevimento mais bonito e charmoso do que o dos que se aventuraram e se aventuram no ofício de escrever.
Porque escrever é primeiro se arriscar —
e só depois se revelar.
E haja atrevimento pra tocar quem se atreve a ler!
Pois, quem escreve, abre portas, mas quem lê, precisa ter coragem
de entrar.
No fim, talvez seja assim que a arte realmente nasce:
do encontro entre um risco, uma intenção e a ousadia de se deixar queimar.
E nós apenas sopramos o fogo —
porque a Lenha, a Faísca e o Incêndio Poético
já estavam ali — todos —
pedindo pra brincar.
Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.
_ Mafalda
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.
Há dias em que o céu parece ter desaprendido a se colorir.
12 de julho de 2026 que o diga!?!
O tempo pesa sobre os ombros, o silêncio faz muito mais barulho do que as palavras, e a alma caminha devagar para não tropeçar nas próprias saudades.
Nesses dias, a memória pode ser uma prisão… ou até um refúgio.
É curioso como a vida nos ensina que não são os dias difíceis que nos sustentam, mas as marcas coloridas e luminosas que o amor espalhado deixou em nós antes que a tempestade chegasse.
Um abraço sincero, um olhar que acolheu sem julgamentos, uma conversa que devolveu esperança, um sorriso que fez o coração acreditar mais uma vez.
São essas lembranças que continuam acesas quando tudo ao redor parece escurecer ou acinzentar.
As pessoas que passam por nossa história não levam apenas sua presença quando partem.
Algumas deixam sementes de eternidade.
Permanecem vivas em pequenos gestos que repetimos, em palavras que ecoam em nós e na força inexplicável que encontramos justamente quando imaginávamos não ter mais nenhuma.
Talvez seja esse o verdadeiro milagre das relações: transformar momentos passageiros em luz permanente.
Porque o amor, quando é verdadeiro, não depende da proximidade para existir.
Ele se instala na memória, colore os dias mais opacos e faz da saudade uma prova de que fomos profundamente tocados.
Que nunca subestimemos o bem que fazemos na vida de alguém.
Um gesto de carinho pode tornar-se a lembrança que sustentará um coração em seus dias mais cinzentos.
E talvez jamais saibamos que fomos a cor que impediu alguém de desistir da beleza da vida.
No fim, descobrimos que viver não é colecionar dias perfeitos, mas guardar lembranças tão intensamente iluminadas que possam suplantar qualquer sombra.
Afinal, quando a esperança parece distante, são as divinas lembranças coloridas que nos lembram que a luz nunca deixou de existir — ela apenas encontrou um lugar seguro em nós.
Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?
Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.
Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.
Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.
É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.
Quem ama, cuida.
Quem é responsável se faz presente.
Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.
O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.
Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.
Dormir é um ato silencioso de entrega.
É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.
Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?
Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?
Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.
Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.
E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.
Permita-se dormir em paz.
Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.
Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.
Enquanto o mundo insiste em calcular os anos, eu me perco no mistério do seu charme natural; pois o amor não conta o tempo de uma vida, mas reconhece a alma que aprendeu a florescer com o tempo.
“Meus gostos são tão peculiares que hoje eu comi cenoura, pepino, couve-flor e farofa.”
— Cyntia Karla De Liz
