Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
A Cortina da Pressa é Afastada e A Sensibilidade de Poeta se Atenta.
Eu e a minha querida e velha mania de admirar o céu como se estivesse admirando deslumbrado uma exposição de arte natural, mesmo que por apenas alguns instantes, pois cada instante desses é simplesmente especial, seja durante o dia ou à noite — quando aquilo que é admirado às vezes nem parece que é real.
Vários quadros sem molduras e pintados sem pincel ficam expostos nas alturas, sempre um diferente do outro, até com poucos detalhes de diferença entre cores, formas e texturas — resultados grandiosos após a soma rica de seus pormenores: frutos fascinantes da Sapiência Divina, com certeza, uns dos melhores.
Tal oportunidade de admirar não acontece com frequência, entretanto, basta afastar a cortina da pressa para que uma brecha na rotina seja encontrada — uma grande janela aberta que em nada combina com um olhar superficial apressado: convida a sensibilidade de poeta, que admira o que beira surreal de um jeito bem aprofundado.
A Jovialidade de um Devaneio Poético numa Dança Audaciosa.
Ao avistá-la, eu fiquei fascinado, ela, como sempre, estava linda, serena, pensativa, expondo a sua jovialidade atraente e certamente trazendo aquela emoção intensa no seu coração; parecia até que uma arte veemente havia ganhado vida ou que a inspiração tinha sido personificada — presença marcante e bastante expressiva, cuja intensidade não se acaba, está cada vez mais viva na essência da sua alma.
Em pouco tempo, a partir daquela ocasião exata, a minha mente e os meus olhos ficaram impactados, entrei em um daqueles devaneios que a poesia me permite e logo, estávamos juntos em um belo cenário, onde a nossa euforia era verdadeiramente recíproca e sublime; um pôr do sol de verão já estava presente, nos proporcionando uma iluminação naturalmente calorosa, enquanto os nossos olhares conversavam intensamente.
A realidade a nossa volta prontamente foi congelada e de mãos dadas viajamos ao passado, fomos para uma época distante quando o essencial era mais valorizado; tudo ao redor está coberto por um nevoeiro, entretanto, conseguimos chegar até as margens de um rio, pois estava iluminado por várias estrelas; de repente uma canção intensa foi tomando conta, nos convidando a dançarmos sobre as águas uma dança audaciosa com o fervor das nossas almas.
No Seu Universo, Um Voo Inesquecível Por Um Céu Azul
Voaria se eu pudesse pelo lindo céu azul do seu vasto universo; começaria pela profundidade do seu olhar, depois seguiria pelas curvas de caminhos delicados, emocionantes e belos; voar não seria nada cansativo e ainda estaria motivado por um forte sentimento.
Veria de perto as suas emoções fervorosas florescendo em flores de um jardim incrível, repleto de amor e intensidade no íntimo do seu coração; o seu espírito de liberdade estaria exultante, muito presente naquele lugar, e me guiaria por todas as partes.
Cada cena seria singular, todas significantes nesse mundo poético, provocante — a mescla perfeita da sua serenidade com a sua veemência; o ápice de um momento inesquecível a partir do âmbito imaginário entre o atrevimento e o romantismo — o equilíbrio imensurável.
Eu a vejo como uma terra fértil, uma mulher de muitas camadas, cada uma com a sua importância, excelente para cultivar o amor, mas não de um jeito displicente, tem que fazer jus ao seu valor ou o mais próximo possível
O sorriso dela é o seu sol particular, um brilho sincero que alegra demasiadamente o seu dia e o de outros que estiverem por perto, sempre voltado com veemência somente para quem consegue gentilmente provocá-lo, de fato, sendo alguém presente
Inegavelmente, às vezes, precisa ser regada por sua chuva, feita das suas lágrimas, aquelas motivadas por sua felicidade vivenciando aqueles momentos incomparáveis l, que conseguem se comunicar com a sua alma a partir de poucos detalhes
Se o cultivo for frequente, o amor será resistente a ventos e tempestades, nunca será um mal tempo para amar e o fruto colhido será ser amado intensamente de volta, cercado por um clima favorável de reciprocidade, construindo ao seu lado ricas memórias.
De frente pra este teu charme, eu me rendo, o teu universo é mesmo um lugar incrível, aquecido por sentimentos calorosos, um sabor doce de atrevimento, atributos naturalmente valorosos
Percebo a intensidade apaixonante que brilha dos teus olhos e num tom de poeticidade, os meus pensamentos te recebem de braços abertos, entramos numa profundidade, cuja emoção é farta e cheia de verdade
E logo saboreamos a relatividade do tempo que torna eterna a temporalidade, enquanto que os nossos corpos e espíritos ficam conectados entre o prazer e o romantismo, um fascínio em cada ato, amor recíproco.
Certo de que seria uma dádiva se eu pudesse ser iluminado pelo brilho entusiasmado dos teus olhos e pelo refulgir intenso do teu sorriso, um momento simples seria grandioso, uma forma de perceber que eu teria ultrapassado a tua superfície e alcançado a profundidade da tua essência, saboreando uma emoção sublime, acolhido pela viveza do teu coração, um sol de verão nos meus dias nublados, um fogo que sobrevive ao frio, o privilégio de poder sonhar acordado, um amor que não estaria sozinho, sendo fortemente correspondido com os nossos caminhos entrelaçados, vívidos, não sei se um dia, isso tudo irá acontecer de fato, entretanto, no mínimo, agora, desfruto de um devaneio genuíno, deleite do meu imaginário.
É, novamente, para a minha felicidade, pela vontade de Deus, eu consegui mais um ano de vida, mais uma volta da terra em torno da Sol, mais uma primavera benquista, o que não foi nada fácil como nunca é, nem mesmo será, tive emoção e me senti pressionado, chorei, dei risadas, sofri, reclamei, reclamei, mas também agradeci inúmeras vezes, mostrei força e fraqueza, porém, graças ao Senhor, não desisti, pude ver beleza em meio ao caos, exercitei minha resiliência, fui livrado dos males e dos maus, errei bastante, acertei em alguns momentos, tive novas experiências marcantes, cada dia de alguma forma, foi uma bênção, o amor de Deus nunca esteve distante, caso contrário, só teria tristeza, então, levando tudo isso em conta, espero ter destacado neste versos principalmente duas coisas, a providência divina a meu respeito e a minha mínima gratidão diante de tanto zelo.
Ele disse, e disso eu nunca me esqueci, que quem tem amigos tem todo o resto que merece ter, o que pude comprovar em muitas ocasiões.
Que você sempre tenha essa certeza, que eu pertenço a um único lugar e esse lugar é no seu coração.
_ Enzo Ruchell _
Sinto que sou o eco de um mundo que se foi antes que eu pudesse despedir. Caminho no agora como sombra deslocada — não fantasma, pois ainda sinto; não exilado, pois nunca tive de onde partir. Apenas um peregrino que chegou, devagar e com clareza dolorosa, no século errado.
Foi ao descobrir que eu estava quebrado que encontrei o que é inteiro. Foi ao questionar a realidade que encontrei a Verdade.
Por mais que digas: Eu te amo.
Sei que jamais farei parte da sua vida real
Serei sempre os sonhos não realizados e
Conversas jamais vistas ou ouvidas.
É fácil olhar de fora e dizer o que eu deveria ter feito. Difícil é saber o peso que eu carregava quando precisei escolher.
Você viu minhas decisões, mas não viu as opções que eu tinha, as dores que carregava, as consequências que eu temia, as pessoas que eu tentava proteger, os riscos que precisava calcular, as responsabilidades que pesavam sobre mim e as batalhas que eu travava em silêncio.
É fácil julgar uma escolha quando não se conhece o peso de quem precisou fazê-la.
Se hoje eu faria diferente?
Talvez sim, talvez não.
Mas não porque você estava certa. E sim porque hoje eu sei o que, naquela época, eu ainda precisava aprender.
Então não julgue minhas escolhas de ontem com a clareza que só o tempo me deu hoje.
Meus mais sinceros agradecimentos a você.
Só depois de me quebrar
Que eu pude encontrar alguém para me completar
Venci no Silencio
No escuro eu aprendi A sorrir sem me vender O mundo fez de conta, eu fiz foi sobreviver me chamaram de fraco, eu deixei falar enquanto riam da queda, eu voltava a andar tanta porta fechada me ensinando o chão, mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu comprei, foi pão. Me deram tapete, eu preferi o porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Quis da dor meu mapa e do medo cansaço E se queriam ver eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza eu aprendi a cantar No meio do vendaval ninguém me viu quebrar eu fui juntando os cacos pra depois mostrar vem-se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu ri por dentro quando disseram acabou. Eu estava só guardando o trovão que ficou. Venci no silêncio. Meu nome não caiu. Meu nome se ergueu. Teve noite sem teto e dia sem chão. Teve amigo virado solto na mão. Teve língua de praga e olhar de doutor Dizendo com pena que eu já me perdi, senhor Mas eu sou do tipo que a maré na folga Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa Foi calo, foi passo, foi fé na dureza No meu rosto ironia, fez casa e morada Eu dizia tá bom com a alada Enquanto eles falavam, eu fazia raiz Quem cava o mundo também ia ser feliz Se queriam Eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza Eu aprendi a cantar Não me viu quebrar Eu fui juntando os cacos Pra depois mostrar Vem-se no silêncio Eu nasci do apê Mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro Agora vê meu nó Quando disseram acabou, eu tava só guardando o trovão que ficou em sino silêncio Meu nome não caiu, meu nome se ergueu Você falou que eu não ia, eu ouvi e deixei rolar. Teu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no fio da navalha sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto que sorriso nem sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A minha veio suja, veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplauso pra ver quem eu sou. Quem vence em silêncio quando o par venceu. Olha de perto o que ficou de pé. Não é pose nem milagre, é cicatriz e fé. O que me deram como fim virou começo na minha mão. E a risada de deboche virou poeira no vão. Venci no... Eu nasci... o mundo fez de conta eu fiz foi sobreviver me chamaram de frago, eu deixei falar. Enquanto riam da queda, eu voltava a andar. Tanta porta fechada, me ensinando o chão. Mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu cumpri, foi pão. Me deram tapete, eu prefiro porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Fiz da dor meu mar. Vem se no silêncio, vem se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte vem se no silêncio quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu fui por dentro quando disseram acabou. Eu tô aguardando o trovão que ficou. No silêncio meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Teve noite sem teto, dia sem chão, teve amigo virado, solto na mão. Teve língua de paga e olhar de doutor dizendo com pena que eu... Já me perdi, senhor. Mas eu sou do tipo que a maré na folga. Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra. Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa. Foi calo, foi passo, foi pé na dureza. No meu rosto a ironia, pescado e moral. Deus dizia, tá bom com a alma. Uma blindada, enquanto eles falavam, eu fazia a raiz. Quem cava no fundo também aprende a ser feliz. E se queriam ver, eu pedi. Me viram, fui levantar. Com a boca cheia de cinza, eu aprendi a cantar. No meio do vendaval, ninguém me viu quebrar. Eu fui juntando os cacos pra ter mais foco. O trovão... Meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Você falou que eu não ia ouvir, deixei rolar. Seu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no pio da navalha, sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto de sorriso, o mim sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A meu veio cru, já veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplaca, já vem... Era de perto que ficou de pé. Nem pose, nem milagre, cicatriz e fé. O que me deram como fim, virou começo na minha mão. E a risada de deboche, virou poeira no vão. Vem se... Eu nasci mais forte. Vem se...
Eu quero navegar...
Nos seus devaneios
No seu olhar
Nos seus anseios.
Te quero por inteiro
Para fazer-te meu canteiro
Regar e não deixar ser passageiro.
