Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Engraçado como a cama parece maior quando eu penso em você. Queria apenas te ligar e dizer 'oi', mas o medo de não ser o que você quer ouvir me faz guardar o celular e abraçar o travesseiro.
O nosso amor é lindo, e o que eu mais gosto nele é a forma como a gente se cuida e se transborda todos os dias.
Eu nunca tive muito senso de direção e o mundo sempre me pareceu grande demais, mas descobri que não me importo de estar perdido, desde que todos os meus caminhos errados acabem em você.
Dizem que quem está perdido procura o caminho de casa. Engraçado... eu continuo sem mapa, mas pela primeira vez, não sinto mais pressa de ser encontrado por mais ninguém.
Eu nunca desisti de você, mas assisti em silêncio enquanto você deixava o nosso amor morrer. Minha luta não foi suficiente para salvar o que você parou de regar.
Antes de você, eu era apenas um mapa esperando por um destino. Você chegou e me trouxe a alegria de quem finalmente encontra o lar.
Você me completa na alma, e cada dia ao seu lado é um verso lindo que Deus escreveu.
Seja qual for o tempo que nos espera, saiba: minha promessa é te amar com a mesma alegria de hoje, por toda a nossa eternidade.
Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.
Hoje, revisando os versos coisas que escrevi pra ti, percebo que muito do que dizia, do que eu sentia, diz muito mais sobre mim do que sobre você.
Foi triste te ver partir.
Mas creio que aprendi muito e acredito que vou cuidar mais de mim.
Se um dia você decidir voltar, espero que eu possa a porta abrir e, ao te ver diante de mim, reconhecer que eu posso, sim, viver sem ti.
Porque de ti, alguns pedaços ainda existem em mim,
e talvez seja justamente isso que se torne tão difícil.
Você não ficou,
mas alguma parte de você ficou em mim.
Eu achava que seria diferente, sabe?
Que iriam me olhar da mesma que enxergam os outros, que enxergam a opinião dos outros,
Mas eu sempre fui assunto de pautas exageradas, sempre fui um descaso pras pessoas, como se eu fosse um peso, como se meu silêncio fosse desagradável, como se a minha desistência de tudo e de todos incomodasse, às vezes me sinto em uma bolha, não respiro e nem sinto, eu queria ser um tubarão, sabia que tubarões são como humanos ansiosos? Eles parecem ser tão agressivos, mas eles são frágeis, se formos ver...só querem sobreviver no meio de uma imensidão profunda, eu poderia ser um leão, mas mesmo assim eu seria solitário, eu poderia ter tudo que eu quisesse, mas uma hora ou outra eu iria cair como um homem fraco que só pensa em si mesmo em todas as ocasiões, aprendi comigo mesmo que não podemos confiar, mas cada vez eu insistia, eu insisto em tudo...pois acho que é assim que se resolve, insistindo como louco, como um desastrado infame da vida, do desastre ocupacional, odeio quando falam que sempre fui uma criança brincalhona, nunca, eu só queria atenção, eu tentava ter carinho, eu barganhava o afeto, mas acho cômico que poderia ter tido aquilo tudo de qualquer pessoa da rua, que eu poderia cumprimentar qualquer vizinho da rua que iria preencher o vazio que minha própria família não concluiu.
Ao mesmo tempo, sinto que pareço o gato de botas, engraçado não? Tão destemido, insistente na vitória, cego por achar que deveria vencer em tudo, por achar que poderia vencer de qualquer batalha, de qualquer briga, mas no final, é só um gato ansioso...
Me sinto como Napoleão Bonaparte, independência ou morte, mas no meu caso? Eu escolheria a plena morte no resplendor da própria bandeira insignificante que carrego
É tão vazio por dentro que não me encontro, me sinto caindo... é estranho como esqueci do meu passado, não consigo me enxergar e nem me ver como aquela criança, aquele rosto inocente
Eu a amo, daria minha vida por ela. Poderia ser por velas queimadas, queria me mergulhar naquele mar flamejante... Aqueles olhos que me seguram, assim como um guindaste prestes a se arrancar. Poderia correr atrás dela por quilômetros, queria ter sido aquela flecha que acertou teu coração. Mas não escolho teu anjo caído, meu escolhido era o morto. Meus ossos te mostram meu coração ainda batendo, se eu pudesse me levantar...
Eu até pensei em me vingar, mas desisti quando percebi que a minha liberdade e a minha paz valem ouro, e nada neste mundo vale o preço de perdê-las.
A realidade sem você dói tanto que eu prefiro viver dormindo e pensando em nós, porque só no meu mundo interno nós ainda existimos juntos.
Eu nunca confessei a ninguém que ela é o grande amor da minha vida, mas é melhor assim. Cansa quando o peito transborda, mas hoje prefiro passar a eternidade no vazio do que vê-la pela última vez, porque sei que vou me tremer todo, congelar, sei lá; o meu maior medo não é o silêncio de ir embora, é olhar nos olhos dela e descobrir que o meu corpo vai travar exatamente na hora em que o meu coração mais precisa falar.
Se houvesse uma última vez para nós, eu escolheria um banco de praça só para te confessar o tamanho do meu amor.
Me dá cinco minutos para colocar em pratos limpos o meu amor e, juro, depois disso eu sumo de vez da sua vida.
Uma vez uma mulher me disse que nunca ia me esquecer. Eu simplesmente respondi: 'Você vai me esquecer sim, porque o tempo cura tudo, inclusive as promessas que a gente achou que eram eternas.
Eu sei que o teu peito está sangrando e que engolir o choro para parecer forte tem rasgado a tua alma por dentro. Mas me dá a tua mão: você não precisa carregar o peso do mundo sozinha só porque aprendeu a aguentar a dor em silêncio; a tua sensibilidade não é fraqueza, é o lugar de onde a tua reconstrução vai começar.
Deixa eu te perguntar uma última coisa: estou na dúvida se foi o seu sorriso que me encantou ou a sua linda voz.
