Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Flores que não florescem.
E, de repente, mais uma vez eu sinto necessidade de você, vida. Ao acordar, e
tudo me lembrar: a brisa da manhã, alta velocidade e ipês floridos, a sua alegria
e beleza ao vê-los retratados, além de tudo de mais bonito que avistava e
admirava. Tudo só não é mais bonito que nossa paixão louca, estridente e
incandescente. O pior que lembrar é ter a certeza que ela não voltará para ele.
Miguel e Jade se conheciam há bastante tempo. Ele, um rapaz da cidade grande; e
ela, uma bela mocinha do campo. A forma que se conheceram foi um pouco inusitada:
Miguel trabalhava com vendas. Um dia de inverno, Miguel precisava vender móveis por
aquela região. Se sentia um pouco perdido, o tempo escurecido e sem sinal de vendas, até
que começou uma tempestade. Era uma região pequena, pouquíssimas casas a compunha.
Em meio àquela grande chuva, Miguel bateu na porta de uma casa. Um senhor o recebeu e
lhe disse que passasse a chuva lá. O que esse senhor não sabia é que aquele dia mudaria
a vida de sua querida filha, Jade, sua maior riqueza.
Sr. Henrique, pai protetor, mas distante emocionalmente, pediu que alguém
trouxesse um chá quente, para que o rapaz se aquecesse. Sempre obediente às ordens de
seu pai, Jade o atendeu e levou o chá para o mocinho.
Ao chegar na sala em que estavam, a jovem Jade se sentiu encantada por aquela
beleza: um homem diferente, alto, forte, moreno, olhar de anjo caído e misterioso. Miguel
carregava um mistério no olhar. Ao avistar a mocinha, ele também se sentiu atraído, avistou
em Jade uma pureza, uma beleza extraordinária e um olhar de luz, a luz que poderia clarear
sua vida ou escurecê-la de vez. Estremeceram por alguns segundos se olhando, até que o
senhor Henrique tossiu e Jade entregou a xícara ao rapaz e voltou em seguida ao seu
quarto, onde permaneceu até o fim da tempestade.
Ao terminar a chuva, Jade voltou à sala. Lá só encontrou seu pai. Tentou perguntar
quem era o moço que estava em sua casa. Senhor Henrique, desconfiado de tanto
interesse da filha em um desconhecido, apenas retrucou que não sabia o nome do infeliz e
que só o recebeu por causa do temporal. Jade, aborrecida, não o questionou mais. Depois
daquele dia, Jade e Miguel ficaram presos em pensamentos.
Passaram muitos dias, mas nenhum dos dois haviam esquecido aquela maravilha
de encontro. Jade, como costumava ir para a escola todos os dias de manhã cedinho,
estava no caminho admirando as árvores. O ipê amarelo que tinha ali era seu favorito,
quando viu alguém se aproximando. Não recuou e continuou caminhando. Ao se aproximar
mais, viu que era Miguel em sua linda moto cor de vinho e um capacete meio estranho. Os
dois se olharam fixamente e riram timidamente.
— Que bom te ver novamente — disse Miguel.
Jade, sempre tímida, apenas riu faceiramente. Conversaram pouco, tão pouco que não
tiveram chance de perguntarem seus nomes. Logo o caboclo subiu na sua moto e
rapidamente, em grande velocidade, desapareceu naquela estrada deserta. Depois daquele
dia, a mocinha não tirou Miguel de sua cabeça. Era seu primeiro pensamento do dia, e em
silêncio, pois os pais de Jade eram conservadores e não aceitariam a filha apaixonada por
um rapaz de tão longe e que não conhecessem. Mesmo em segredo, a garota só pensava
em Miguel e pensava em quando o veria novamente. E assim continuou, na espera de seu
misterioso. As esperas sem sucesso fizeram com que Jade acreditasse que não veria mais
seu amado, pois de repente Miguel se distanciou da região, mas poderia ser por conta do
seu trabalho.
Muito tempo depois, a família de Jade precisou ir embora dali, para cuidarem de
familiares que viviam adoecidos. Jade não sabia que agora viveria na mesma cidade que
seu grande amor. Depois de uns dias tentando se adaptar à vida longe do campo, lá estava
a jovenzinha dentro de uma biblioteca lendo seu livro favorito de romance, quando viu
alguém com a mesma fisionomia de Miguel brincando com uma mulher e uma criança na
praça, em frente. Jade apenas tentou observar de longe, não tinha certeza de quem era.
Ficou pensando, foi para casa, mas aquilo era sua única preocupação. A garota sempre
voltava ali, era seu lugar favorito. Um dia, ao sair lendo seu livro, não percebeu e esbarrou
em alguém. Quando levantou para pedir desculpas pelo descuido, viu o belo rosto de
Miguel rindo para ela. A alegria de Jade estava estampada em seu semblante, igual era a
expressão de Miguel. Logo ele a chamou para entrarem na biblioteca, mas nunca, jamais
conversaram na praça. Jade não questionou nada. A felicidade dela era tão grande que ela
não se importava em lhe perguntar nada. Ficaram juntos ali por um tempo, agora se
sentiam mais próximos. O rapaz lhe perguntou se ela podia lhe acompanhar a um lugar. A
mocinha não hesitou e foi com ele. Lá ficaram a tarde toda, em uma casinha afastada, que
não morava ninguém. Conversaram muito, até que a menina perguntou se aquelas pessoas
que ela viu se tratava dele. Logo ele a olhou com uma expressão assustada e lhe disse que
sim, que estava com sua irmã e sobrinha. Jade, tão ingênua, acreditou. Logo voltaram para
a realidade. Ali era o lugar de fuga do casal, mas Jade precisava voltar para casa e Miguel
para sua vida verdadeira.
Os jovens viveram bons momentos. Eles batizaram esses momentos de refúgio,
fuga e descanso, onde se sentiam bem e longe dos problemas. Ali era um lugar mágico,
não havia preocupação, apenas o amor importava. Era sempre no mesmo lugar, na casinha
abandonada e afastada. Miguel sempre trazia presentes para sua amada, trazia belíssimas
fotos de ipês floridos, representações de rios, riachos, de belezas naturais. Ele sabia que
ela amava. Depois de um tempo, Miguel se afastou, havia algum problema.
Certo dia, Miguel escreveu para Jade que precisava vê-la. Logo se encontraram no
refúgio, mas agora era diferente, existia um problema ali, e Miguel se dispôs a contar para a
garota. Lhe contou que não poderiam continuar se encontrando e que existia uma parte em
sua vida que ela não conhecia. Miguel lhe disse que a mulher e a criança que estavam com
ele eram sua esposa e seu filho. Jade não poderia acreditar e jurou ser blasfêmia dele. Ele
ainda disse que a amava, mas não podia abandonar sua família e que não poderia a
envolver em problemas da sua vida.
Os dias de Jade mudaram completamente. Pensava que Miguel não poderia tê-la
enganado de tal maneira. Passou a viver dias tristes e doentios. A família de Jade não sabia
que tristeza era essa da garota, tentavam ajudá-la, mas era impossível. Ela sabia da
ignorância de seu pai e como ele não a compreenderia. Eles não sabiam da história de
amor que a filha viveu. Se passaram muitos dias e semanas. Jade não levantava da cama.
Com tanta tristeza, a menina não sentia necessidade, nem vontade de nada. Ela só
pensava em Miguel, como tudo isso não significava nada para ele. Com tudo isso em sua
cabeça e em silêncio, a dor silenciosa de Jade culmina em sua morte: suicidou-se.
Suicidou-se por não aguentar viver tudo isso sozinha, carregando a culpa do amor, da
confiança, por ter se entregado a alguém que não a queria em sua vida.
Senhor Henrique sofreu muito, por ter perdido sua riqueza tão precoce, tão jovem,
tão linda. Miguel também sofreu ao saber do acontecimento, e se culpou muito. Mudou de
cidade para tentar esquecê-la e conseguir viver com sua família.
A sua vida importa! Converse com sua família ou alguém próximo, não sofra em silêncio. A
sua dor merece ser ouvida, você é maior que ela.
Eu não carrego verdades absolutas carrego muitas dúvidas.
Mas tenho minhas convicções.
E não quero impô-las a ninguém.
A fé que se impõe, oprime.
A que se vive com amor, inspira.
Novamente eu me pego pensando se vale a Pena tudo isso, Porque eu não consigo seguir em frente?porque as imagens de nossos tempos me assombram toda Santa vez que eu fecho os olhos? Costumávamos ansiar pelo tempo que passaríamos juntos e agora fazem meses que ainda busco aquele calor.
Porque temos que ser assim? Pessoas ligadas desde o momento que se conheceram,mas que o mundo insiste em separar? Porque eu não posso apenas fingir que tudo vai ficar bem e seguir? Ao mesmo tempo em que eu me arrependo de ter te conhecido,eu agradeço por ter sido capaz de amar alguém de forma tão genuína e ser amado da mesma forma,mesmo que por pouco tempo.
Eu odeio essa distância,eu odeio esse teu cheiro impregnado em minhas memórias,eu odeio essa sua falsa felicidade,eu odeio as mentiras ditas pela sua boca,eu odeio a tristeza escondida em seus olhos,eu odeio a mim mesmo por simplesmente não seguir em frente.
Porque não pode me dizer qual é a merda da verdade?
Às vezes, eu achava que não merecia uma segunda chance. Mas vai ver essa é a questão, e devo provar que posso fazer diferente. Quero dar orgulho para o pirralho que já fui um dia.
"Eu já não sou aquele que espera, sou aquele de quem se espera"🦅💫
Cuide bem do Jardim, assim não precisarás ir atrás das borboletas, elas irão até você 🦅💫
Não é sobre jardim, nem sobre os amores, é sobre você ser a tua melhor versão 🦅
E eu não consigo me divertir se não puder ter você.
Quando disse que não acreditava em casamento, eu estava mentindo.
Não quero outra além de você,
Não quero nada além de você,
Não quero ser anarquista se eu não puder ter você,
Não quero ser punk se eu não puder ter você,
Se eu não tiver você então não poderei ser nada,
Não posso ser contra a hierarquia se você manda em meu coração,
Não posso ser contra o fascismo se você me domina,
Não posso ser contra as religiões se você é minha Deusa,
Eu quero você mais do que qualquer coisa,
Quero você mais do que o fim do patriarcado,
Quero você mais do que uma revolução,
Quero você mais do que o fim do capitalismo,
No final quero você mais que tudo,
E não te quero longe nem por um segundo.
Sozinho
Até hoje não sei dizer
O que lhe fiz pra te perder
Sozinho, sozinho..
Eu pensei só no amor
E um castelo de papel
Sozinho, sozinho...
Como eu fui te perder?
Não quis ficar sem você
Jurei não me apaixonar
Sozinho, sozinho
Eu me apaixonei
Minha palavra eu quebrei
E ela me deixou
Sozinho, sozinho...
Eu quase não pensei
O que eu irei dizer
Quando eu já tinha dito, me apaixonei
Entre tantas coisas, eu não pude explicar
O porquê de te amar assim, sozinho..
Hoje eu senti sua falta.
Coisa que nem era pra acontecer.
Não era dia, nem hora, nem devia mais doer.
Mas doeu.
E quando a saudade vem fora de hora, ela vem mais forte.
Ela vem sem pedir licença, sem batida na porta, sem atenuante.
Ela atravessa.
Me destoei da realidade no primeiro instante em que te vi.
Foi como ouvir uma canção que nunca ouvi antes,
mas saber de cor cada acorde, cada pausa, cada suspiro entre versos.
Minha garganta secou.
Meus olhos marejaram.
A voz ficou trêmula, como se minha própria alma não soubesse como continuar.
E eu, que sempre me orgulhei de ser frio,
derreti até virar vapor.
Evaporei diante de você.
E ninguém percebeu.
Talvez nem você.
Mas ali eu já não era mais eu.
Foram momentos diferentes.
Distantes do mundo, do tempo, da lógica.
Coisas que nunca, nunca, haviam passado pela minha cabeça.
Mas passaram por dentro de mim.
E deixaram um rastro, um sulco, um incêndio.
De repente, me vi atônito.
Um homem diante do espelho de si mesmo,
vendo um reflexo que desejava coisas demais.
Coisas que não podia.
Coisas que não devia.
Mas que, ainda assim, desejava.
Desejei você como se desejar não fosse pecado.
Como se a vida tivesse me concedido uma trégua.
Como se o mundo todo ficasse em silêncio só pra ouvir o que eu sentia.
Mas agora… agora eu sinto sua falta.
E não é aquela falta romântica de cinema.
É ausência que pesa no corpo.
É silêncio onde antes havia riso.
É falta de cor, de cheiro, de som.
A distância entre a gente é gritante.
Ela tem o som das músicas que não ouvimos juntos.
Tem o eco das conversas que não tivemos.
Dos beijos que pararam no quase.
Dos domingos que viraram segunda-feira cedo demais.
A rua que levava até você virou mão única.
E eu sigo nela, mesmo sabendo que você não está mais no caminho.
Mesmo sabendo que não há retorno,
nem acostamento,
nem refúgio.
Só essa estrada reta, fria,
com seus silêncios e placas dizendo:
"Siga em frente"
Como se fosse possível.
Mas a verdade é que você ficou.
Ficou em mim.
Feito cheiro de chuva em terra seca.
Feito palavra nunca dita.
Feito carta nunca enviada.
Feito amor que chegou tarde demais.
E mesmo que o mundo me empurre pra longe,
mesmo que o tempo me arraste por outros corpos,
outras ruas, outras camas,
vai ter sempre esse lugar dentro de mim
onde você mora sem saber.
E talvez…
talvez isso seja amor.
Ou talvez seja só mais uma das formas bonitas
que a dor encontrou pra me fazer companhia.
Eu me sinto um lixo
sempre escolho atalhos
pra não encarar o erro.
Gosto do silêncio,
porque eu falhei no barulho das relações.
Quando a dor aperta,
eu me escondo em comprimidos.
Se aperta demais,
eu penso em ir embora de vez.
Me saboto
sou meu inimigo íntimo,
que só quer me deixar sem saída.
E penso:
se eu sumir, talvez seja um alívio.
Pra mim.
Pra eles.
Pra todo mundo que ainda se importa
(mais do que eu mereço).
Eu Não Preciso Tatuar Você,
Eu Não Preciso Tatuar O Seu Nome,
Apenas Admirar O Seu Bom Talento
e O Seu Bom Humor,
De Espalhar A Sua Alegria
Com O Dom Do Amor💘 ,
Essa é Uma Verdadeira Expressão,
Provas Do Quanto Eu Te Amo ❤😍.
Eu sou gay e isso é bom. Nunca serei homem e isso não é mau.
Não há ninguém que eu queria ser além de mim.
Eu sou expressiva, explico detalhadamente para não haver dúvidas.
Sou firme no que falo.
Ninguém me pergunta nada depois, sabe por quê?
Já disse tudo.
