Faz de Conta Qu eu Acredito
Como não acreditar? Diante de um universo sem par, perante tudo o quanto há. Tantas coisas diferentes, tantos efeitos divergentes, inúmeros acontecimentos que emociona a gente? Porque desprezar a fé? Se um infinito diante de nós a se opor, se entre tantas emoções descobrimos o que é o amor? Mais fácil é duvidar, questionar ante a tudo o que há. Mais cômodo é se apresentar, como conhecedor de várias ciências sem nada realmente dominar. Se temos um dito popular, que em terra de cego quem tem um único olho é rei, na vida terrena, quem tem um poucochinho de saber, se apressa e logo ensoberbesse. Despreza os iguais e se enaltece. Dominado pela vil presunção, achando que sabe muito, mas em breve retornaras para o mesmo chão. Sim, de volta para as origens carnais, alimentar o ciclo de vida de milhares de animais. Somos pó, e brevemente imerso estaremos, no emaranhado de poeira cósmica, esfacelados e misturados em imensuráveis aglomerados atômicos, mas por enquanto, seguimos ainda vivos e atônitos.
O que é a vida sem ser iludida? A realidade dura e cruel assusta os anos vividos, portanto, vive melhor quem segue iludido.
Julgar palavras e atitudes de alguém, compreensível; só não é legal, emitir juízo dos sentimentos intrínsecos de outrem.
CDLX citações, desafiando a inspiração do acaso, inebriado em instantes lúdicos, via pensamentos líricos, eivado em melodias transcendentais, evasivas da alma.
Só quero ficar no.meu canto, buscar novamente o encanto, a ilusão da vida em meu ser, preciso sim, voltar a viver.
Vivo o dia, a noite vem, sem avisar as trevas caem e o que éramos deixamos de ser, e já não somos mais ninguém.
A vida e a morte digladiam diuturnamente, vem a vida vai a morte, segue a sina, para uns azar, para outros sorte.
O show da vida ou tragédia do viver, assim manifesta no universo o ser.
Cada qual em seu proceder, no acaso existencial de cada indivíduo.
O amor, quem pode entender sua profundidade, altura, largura e imensidão?
É tão puro e santo, que não cabe plenamente em nosso coração.
Vou me despedindo, despindo do meu ser
A cada lapso temporal, desprende fragmentos, sem que possa mensurar. Sim, vou me despindo de meu eu, depreendendo da razão, esvaindo a emoção, até que em dado momento, satisfaça a extinção.
Clama a alma em rogos e água flui em rios, lavando às correntes em repuxo, transportando as agruras em seus canais interior.
Palavras, deixa-me exprimir, quero esvaziar meu ser, que saturado em ânsia, roga externar. Sabe o quê? Sei lá.
