Faz de Conta Qu eu Acredito
Enquanto pouso meus olhos em você, olhos parados em você, minha pupila dilata, percorre um arrepio por todo o meu corpo e sem pedir licença, minhas pernas bambeiam, travo inteira, mas o sorriso sai, de um sorriso de quem não se decidiu se é tímido ou sorrateiro, volta meia quando você retribuí e fixa os olhos nos meus, não respiro, não penso, fico contemplando, namorando sua imagem a minha frente que reluz como o sol da manhã desvirginando a madrugada, invadindo, tomando meu corpo, meus devaneios se faz maior quando você sorri, é difícil dividir a atenção entre seu sorriso e o que você me fala, você a essa altura deve achar que tenho algum tipo de demência, tudo estava no controle, mas quando você resolveu sorrir, eu derreti feito manteiga, tinha uma britadeira no meu peito, uma escola de samba em plena avenida, Olodum, minhas mãos estavam tremulas, sorria pra qualquer piada ruim que você me contava, sua risada era música para os meus ouvidos, uma orquestra sinfônica em perfeita sinfonia, a minha imaginação brincava em você, se fazia sol em pleno luar, era o fogo que me deixava em chamas, queimei em brasas em cada toque, seu amor é gostoso demais, seu cheiro me da prazer, pensamento viaja, é engraçado que quando estou com você, nesse turbilhão de sensações que provoca, estou nos braços da paz.
Mais ca(fé), ok?
Não deixe esfriar nunquinha: nem o café e principalmente, sua fé. Que todo dia você encontre forças pra fazer desse, um dia melhor, mais produtivo, alegre. Dias difíceis virão. Mas dias de amor, sobreviverão.
Qualquer que seja o seu emprego, por mais humilde e até deprimente, dedique a ele o melhor de si, como se fosse um dever de religião, porque de fato é. Nunca se ouviu dizer que Nosso Senhor, no seu emprego de carpinteiro, deixasse de entregar alguma encomenda sob o pretexto de que “Tenho de falar com o meu Pai lá em cima”.
Fasso meu caminho nas estradas por quais passo, uma temporada em cada parada e um caminho para cada temporada
Pior do que o ingrato que
cospe no prato onde comeu,
é o intolerante,
pois este sempre cospe no
prato que ainda vai comer.
APRECIANDO
vou sentar na minha varanda
vou cantar
vou ler
vou sorrir
vou ficar na minha varanda
vou ver a noite chegar e com certeza
vou ver o dia surgir.
Saudade
A saudade aqui
No infinito mar
Não carece de se preocupar
Não o esqueci
Num fluxo, as lembranças
Na onda minhas lágrimas
Na água, esperanças
E na correnteza,
sua beleza
Serás esquecido
Se minha falha mente falhar
Navegarei, entretanto
No infinito mar
Canção de Ninar
Fiz de você meu infinito Sol
e agora morro de calor.
Em todas as Luas fisgo em seu anzol
Ah meu amor!
Ah meu amor!
Os Olhos Azuis
Alguém perfeito,
Mas sem notar
Presa em meu peito
Algo além do que amar,
Às vezes deito
Sem nem o que pensar
Apenas ela sem defeito
E profundo seu olhar
Cujo inteiro feito
Do mais belo azul mar,
E eu cá sem jeito,
Sem saber explicar.
O Dia do Amanhã
O mais importante
é saber se importar.
Não são problemas a resolver
Nem compreender a amar
Apenas importe-se e aprenda
Pois esta vida é pequena
Nunca sabemos o dia do amanhã
Ou como o sol nascerá
Talvez uma bela manhã
Ou aqui não mais estará.
