Faz de Conta Qu eu Acredito
Além Alma
(uma grama depois)
Meu coração lá longe
faz sinal que quer voltar
Já no peito trago em bronze
NÃO HÁ VAGA NEM LUGAR
Pra que me serve esse negócio
que não cessa de bater?
Mais parece um relógio
que acabar de enlouquecer
Pra que é que eu quero quem chora,
se estou tão bm assim,
e o vazio que vai lá lá fora
cai macio dentro de mim?
O amor não é louco. Sabe muito bem o que faz, e nunca, nunca, age sem motivo. Loucos somos nós, que insistimos em querer entendê-lo no plano da razão.
Ontem você era tudo, hoje tanto faz.
O mundo dá voltas, o tempo passa,
as pessoas evoluem, a vida é mágica,
e quem fica parado simplesmente desaparece,
vai ficando pra trás.
Fazer o Bem brotar do Mal
Como é bela a idéia de um mundo em que harmoniosamente o Bem faz brotar o Bem, em que a Felicidade gera Felicidade, e em que a Paz faz vigorar a Paz.
Sem dúvida um mundo assim seria um mundo ideal.Mas quantas vezes neste mundo nós já vimos o Amor ser vítima do Ódio, vimos quem só prega a Paz ser acometido pela Guerra, e vimos quem só faz o Bem ser assolado pelo Mal? (...)
Neste mundo que parece virado pelo avesso, não podemos esperar que as coisas aconteçam apenas do modo ideal: precisamos fazer do fim um recomeço, precisamos fazer brotar o bem também do mal."
É a possibilidade que me faz continuar, não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo ou de qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível.
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego…
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente…
As lentas nuvens fazem sono
As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.
A gente confia demais. Erra demais. Acredita demais. Quebra a cara.
Aprende. E depois, faz tudo de novo, achando que vai ser diferente!
E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.
A vida é luta renhida,
que aos fracos abate,
e aos fortes,
só faz exaltar.
Nota: Trecho da "Canção do Tamoio".
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
