Faz de Conta Qu eu Acredito
A poesia de março
você faz com a força
das águas e da sua paz
capaz de fazer um
laço que ninguém desfaz,
porque quem determina
o seu caminho é só você.
Quem pensa em
rebelar-se contra
o bem que faz
morada no coração,
Acaba virando
Quibungo de si
mesmo neste mundo,
E depois do feito
não tem mais jeito.
Com o quê você
tem condições
de ter em mãos
você faz a sua arte
e o seu poema,
A sua bagagem
de vida é a poesia.
A ingratidão é problema do ingrato, e não de quem é bom. A bondade não faz reféns. Quem é bom é bom sempre. Quem é ingrato não é bom e nunca sairá do mesmo lugar.
Uma vez ingrato sempre pela vida será testado.
A gratidão te faz livre
e a ingratidão te faz preso,
você tem a liberdade
de escolher o quê quer ser;
a ingratidão é problema
do ingrato e a bondade
é a dádiva da liberdade.
Apreciando as sombras
das Caixetas floridas,
que delas fazem tamancos,
artes, violas caipiras
e lápis para escrever
sempre as minhas poesias.
Se estiver escrito
no meu caminho retribuir,
espalharei sementes
para que não deixem de existir:
Ser grato sempre faz a vida fluir.
Somos cercados pelo privilegiado
verde do Médio Vale do Itajaí,
ainda chove e faz frio por aqui
e quando as flores azuis
do tempo voltarem a florir,
Prometo que vou te levar
no Horto da Irmã Eva
onde se preserva as plantas
nativas da nossa terra.
Na volta do nosso passeio
você vai tomar um bom
café com cuca sabor de Rodeio.
No final vai agradecer porque veio
e nunca mais vai pensar
em querer na vida outro endereço.
Ver poesia em tudo
até mesmo quando
você se cala tem sido
um doce suplício
que me faz lapidar
a minha palavra
erguida como um
Acaiacá fascinante,
Sei que de ti sou
a parte mais alucinante
e no meu recolhimento
venho me preparando
para ocupar o meu lugar.
Tudo aquilo que faz você pensar utilizando a tática do viés de enquadramento (tipo ou você escolhe isso ou escolhe aquilo) que é capaz de encurtar a sua reflexão para manipular a sua escolha e encurtar o seu mundo não merece nenhum segundo da sua atenção.
Ouvir a Seriema cantando,
e relembrar as canções
de outrora faz lembrar
que não posso me desligar
de tudo aquilo que me conforta,
Se algo esfriou a gente
coloca o afeto para esquentar
para nada e ninguém tenha
o poder de por dentro nos quebrar,
Um pode não concordar com o outro,
podemos até ser diferentes,
mas nunca permitir que rompamos
por quem nunca fará nada
por nós e quer que sejamos um
para o outro algozes e atrozes
nos envenenando com "neuroses".
O Sol da tardezinha
faz luzir o bosque
que parece um santuário
feito de Aventurina,
pleno de poesia e de música
celebrantes do dom da vida,
quem tem um bosque
por perto tem uma grande
companhia e não precisa
temer o tédio que tiraniza
o humor, a inspiração
e o sonho de cada dia.
A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.
Flor de Acerola
Linda flor das duas Américas,
flor da Cereja de Barbados
que faz todos encantados,
flor da Cereja das Antilhas
que inspira doces poesias,
Minha flor de Acerola Rubra
que concede frutos que
conquistam apaixonados,
A cada fruto seu os meus
lábios se sentem beijados.
A noite escura
contada por
Heba Abu Nada
que da vida
foi arrancada,
Faz a poesia
na escalada,
A voz da guerra
não tem poder
sob a voz do poeta
mesmo que
seja mortalmente
encerrada,
A poesia segue
ainda mais ecoada
e se torna incapaz
de ser capturada.
O antigo colar
de coral palestino
como recordação
caiu na minha mão,
o teu precioso
coração ainda não.
Quando chegar
o tempo tomaremos
a mediterrânea direção
tocaremos os astros
com a nossa convicção.
Poesia para a Chuva em Rodeio
Chove poesia em Rodeio,
o silêncio da cidade só
faz aumentar a sinfonia,
No meio da escuridão
respiro os ares da nostalgia,
Não tenho receio de lidar
com tudo aquilo que fui,
sou e para sempre serei:
fazendo do amor a minha lei.
