Faz de Conta Qu eu Acredito
Até que a Eternidade nos Imortalize
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.
Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.
Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.
Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.
Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.
Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Política faz corruptos,
Ou corruptos fazem política ?
Entretenimento: droga lícita,
O Ópio do povo é a Retórica.
Bianca
Resistência movida à paixão,
Paixão pelo que a faz contente,
Contentamento que a satisfaz.
Para ela aquele objeto oval,
Que uns chamam de bola,
Não é, nem será banal.
A prática traz precisão,
Deixa de ser esporte
Exercício ou distração,
Transmutando-se em
Colírio.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Naquilo que faz ou quer fazer, não importa quem começou antes de você, mas sim, sua vontade de ir mais longe.
Ter-se alistado não te faz um soldado.
Ter um instrumento não te faz um musicista.
Ter um filho não te faz um(a) pai/mãe.
Ter dinheiro não te faz próspero.
Mas ter a boca grande te faz um imbecil.
Cuidado com o fofoqueiro!
Ele não faz distinção entre
cama e sofá.
Usa ambos para expor muita
intimidade.
