Faz de Conta Qu eu Acredito
Dizem que para ser feliz temos que encontrar a felicidade. mas quem disse que eu quero encontrar a felicidade.eu só preciso encontrar você!
Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.
A Dança da Caneta e da Tinta
Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.
E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.
Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.
E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.
E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.
E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.
Eu tenho todos os sonhos do mundo, guardados dentro de mim.
Sonhos bons, de amor e paz.
E mais tudo aquilo que o dinheiro não traz.
Na época eu tinha 9 anos, e como todos os dias chegava na sala de aula e arrumava minha mesinha, eu achava o máximo isso. Eu tinha um pote, desses de banheiro de colocar pasta de dente, que eu colocava meus lápis de cores, todos juntinhos aí... me encantavam.
Um dia de aula como outro qualquer, eu cheguei e comecei a arrumar a minha mesinha, coloquei os lápis no potinho, organizei minhas borrachinhas de todas as cores e meu caderno azul de capa dura com meu nome. Tudo igual, até que eu derrubo o pote com todos os lápis no chão, normal, sempre fui desastrada. Recolhi todos, voltei a sentar e derrubei mais uma vez. Em seguida, umas outras cinco vezes, e na última, quando eu já estava pensando em deixar tudo jogado no chão, minha professora estava me observando e me disse:
- Vamos, apanhe. Deus está testando sua paciência!
Eu a obedeci.
Hoje, 16 anos depois, estou aqui e sigo pensando:
- Será Deus testando minha paciência?
Não sei, mas obedeço.
A construção do "eu" é, portanto, uma eterna negociação entre o que somos e o que o inconsciente nos impulsiona a ser.
Porque no meio de um mundo barulhento, você foi silêncio. Um silêncio que dizia tudo. Eu te vi e algo em mim... se reorganizou. Não foi escolha. Foi inevitável. Porque algumas conexões não precisam de lógica — só acontecem. E é isso que dizem sobre almas gêmeas, certo? Que elas se reconhecem antes mesmo de se conhecerem. Que elas se pertencem. Eu nunca acreditei nisso, até você.
Nos apaixonamos não por vontade, mas por falta. A falta de algo que a gente nem sabia que precisava até olhar nos olhos da pessoa certa. Ou errada. Ou perfeita demais pra caber em qualquer definição segura. A gente ama porque precisa se sentir inteiro. E você me fez acreditar que era possível.
Mas então veio o vazio. A ausência. Saudade?
Não. Não é só saudade. É abstinência. Do seu cheiro, do seu toque, do seu caos que fazia sentido. Ou parecia fazer. Você foi embora, mas ficou. Em cada canto. Em cada pensamento. Em cada pensamento de seguir em frente.
E eu me pergunto, toda noite, você ainda me ama?
Será que sente falta? Será que lembra da gente como eu lembro? Porque eu tento esquecer, mas não consigo. Porque amar você foi o que me fez crescer. E se tudo que fiz foi errado... foi pelo amor certo. O seu.
Então, no fim de tudo, eu volto à pergunta que nunca cala:
Por que você?
Porque sempre foi você. Desde o primeiro olhar. Desde antes do primeiro toque. Porque no meio de um mundo inteiro... Nós nos encontramos
E agora, dizem que é hora de... seguir em frente.
É, eu sei, as pessoas gostam de ouvir isso, não é? Achar que a dor vai embora só porque você diz isso em voz alta. Acontece que as palavras são apenas isso — palavras. E eu... bem, eu sou bom com palavras. Eu sei como fazer parecer que estou bem. Como fazer parecer que já não ligo mais.
Como se o coração entendesse comandos. Mas não é assim que funciona, é? Seguir em frente não é sobre andar... é sobre deixar pra trás. Esquecer. Apagar. Enterrar.
Você.
E como eu poderia fazer isso? Como se apaga alguém que se tornou sua vida? Como se esquece do sorriso que fazia você se esquecer de todos os problemas, o riso que fez sentido onde só havia ruído?
Você foi o começo. O meio. E, mesmo que tenha ido embora, ainda é o fim de tudo que veio depois.
Mas, se sou honesto, eu não esqueci de você. Não é fácil esquecer. Mas quem realmente esquece, não é? A memória de tudo que compartilhamos, tudo o que fizemos, permanece. E eu sou grato por isso. Grato por ter experimentado o que é verdadeiramente sentir. Porque, no fim das contas, são as experiências que moldam a gente. Você me moldou. Não da forma que eu imaginava, mas de um jeito que, de alguma forma, me ensinou a ser mais... real.
E isso, por mais doloroso que tenha sido, valeu a pena. Mesmo que eu nunca tenha sido capaz de seguir completamente em frente, eu me tornei alguém diferente. Alguém que agora sabe que a dor, a saudade, o vazio — tudo isso pode coexistir com o crescimento. Pode coexistir com o agradecimento.
Você fez parte de uma parte importante de mim, e talvez isso seja o suficiente. Não sei se um dia vou realmente esquecer. Mas aprendi que não preciso disso. Não agora. O importante é que eu aprendi a valorizar o que ficou. Eu realmente agradeço. Porque sem você, sem o que vivemos, sem o que me fez sentir, eu nunca teria chegado a esse ponto. O ponto onde posso olhar para tudo e dizer: 'Eu estou bem.'.
Antes que eu me vá te deixarei mais uma música
Antes que eu me vá te escreverei mais um poema
Antes que eu me vá acharei mais um modo de te "desconcertar"
Antes que eu me vá deixarei algo para de mim você lembrar
E quando eu me for e só sobrar essas coisas pequenas
Saberá que de mim ficou Só oque valeu a pena
Do meu modo subjetivo, e talvez imprevisível.
Quando eu me for, verá que tudo que te dei foi Só o imprescindível.
hoje com todo meu amor e carinho que eu tenho por você lhe escrevo essas palavras para te lembrar o quanto você é importante na minha vida e o quanto eu te amo quero aqui te lembrar que eu tenho em mente que eu faço parte da sua vida mas você faz parte de toda minha história
Às vezes, eu queria poder voltar no tempo e me desculpar. Talvez minha vida tivesse sido diferente.
Sou muito calado por fora, por dentro tenho uma mente super barulhenta, por esse motivo eu guardo os meu problemas comigo. Se eu te contar o que eu escondo dentro de mim, você não aguentaria.
Eu uso Havaianas e posso ser feliz do mesmo jeito que aquelas que usam salto alto, quando vocês vão aprender que a vida não é disputa, não é comparação, sigo feliz e vendo o quanto a vida é bela. Tire a venda dos olhos, seja feliz!
Quanto menos eu falo e mais eu observo e ouço, mais me aproximo da imagem e semelhança de Deus, pois Ele não diz uma palavra e observa a tudo e a todos em 100% do tempo.
GUILHERME DE ALMEIDA
Indiferença
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto, pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado! Vais, coitada, esquecida de que existo. Como se nunca me tivesses visto, como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos, se quando passo, teu olhar me alcança se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos. Volta-nos sempre a pálida lembrança. Daqueles tempos que não voltam mais! Guilherme de Almeida
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Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
"Se eu tivesse o domínio do equilíbrio e pudesse voar, te traria a lua Dominaria o meu medo de altura e buscaria no espaço cada estrela."
