Faz de Conta Qu eu Acredito

Cerca de 409372 frases e pensamentos: Faz de Conta Qu eu Acredito

Eu acho que devia chorar, fazer pingar um pouco desse mar que, com esse seu peso descortês, já empena meu andar.
Eu acho que devia me arriscar, sei lá, construir um novo caminho, doando, por fim, esse coração, sem esmero e emoção, a um outro homem de lata que, por qualquer que seja o motivo, deseje ainda amar.

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

Eu estava voando, girando com você por todas as cores do céu. Sem pudor algum, sem nem mesmo ter certeza de se tratar da realidade. Como éramos graciosos! Os pássaros nos invejavam, e o Sol se punha mais cedo só para nos ver. Como eram belas nossas asas, quando éramos ainda leves o bastante para voar.

⁠Você tem lei até ela não funcionar. É aí que eu entro.

⁠Quando o sistema perde o equilíbrio, eu corrijo.

⁠Eu protejo a colmeia.

Rir é bom para descontrair, mas quando é para falar sério eu não brinco. Jesus disse está voltando e aquele que não arrepender de seus maus caminhos e não se converterem pela fé ficaram para trás.

"Eu quero (desejo) ganhar tempo para estudar (realidade)"


ROMERO

No meu quarto
Lembro-me do tempo em que eu tinha um cantinho só meu.
Uma cama de solteiro, um lençol florido,
um travesseiro macio que guardava meus segredos.

Ali moravam meus choros silenciosos,
minhas alegrias simples,
meu entusiasmo pela vida
e até o descanso depois de um dia cansado.

Havia humanidade naquele pequeno espaço,
uma paz tão minha, tão quieta,
que parecia abraçar meu coração.

Sinto falta desse lugar que era só meu,
desse pedacinho de mundo onde eu me encontrava
e me acolhia.

Boa tarde!

Eu e minha amiga, amiga de verdade, conhece minhas saudades, conhece o meu viver, doada por um amigo, um pássaro já tão antigo, trouxe eu de outro viver, cruzei mares, serras e altares, mulheres e tanto prazer, guerras, batalhas vencidas, da morte fui tão amigo, varias vezes abraçados choramos e rimos, são vidas a se enternecer, se hoje ocupo este corpo, amanhã eu terei outro, e a pena a me valer, por isto somos amigos! A pena não trai o amigo, um outro iremos ser...

Pena! Que pena...


Voaste tu por tanto tempo, e tantas noites ao relento, aqui tu veio a pousar, da doação do amigo, um belo pássaro antigo, que não cheguei a avistar! Mas o trago entre os dedos, e quando no meu tinteiro tu entras a se molhar, e dos pingos que respinga aqui as manchas de tintas faz corações se chorar, homens que tanto vagueiam corações partidos ao meio, mulheres a se amar, de tudo já escrevestes, do açoite de uma noite a um dia a brilhar! Falou do menino pobre, da seca que vem do norte, do mendigo a vagar, falou daquela mocinha que numa tarde sozinha, numa estrada pequenina, o poeta a abandonar, pois o poeta não tarda, mas não conhece a enxada, não sabe só trabalhar! Mas por você carpiria, por noites trabalharia se tu voltasses a ficar, moça bela e faceira tantas lindas por inteira saiu do seu rastejar, da natureza tão bela fez tu tantas aquarelas, pantanais a se mostrar! Mas o poeta e as rimas eu acho que são só primas, pois vive por entre amores o poeta a se chorar, sabes bem ó minha pena, que primos nunca podem se casar! E se não fosses por ti, pena leve e ligeira, o poeta que rasteja nos rabiscos a se mostrar, todos conhecem sua alma, e você é a culpada, pois vive a rabiscar, aquela mulher madura, que mesmo sem bela cintura o poeta a vem amar, e molda entre seus versos, a moça linda e bela, que de gordinha, algum besta a foi chamar, você numa tarde fria, falou de um tema tão triste, mas que nos vem a mostrar! Uma doença malvada machucou aquela moça amada, um seio lhe foi roubar, pena ó minha pobre amiga somos parte de uma intriga, não podemos separar, e se a ti me tirarem, farão um ato covarde, numa vala vão me jogar, sei que perdeste tu os voos, das madrugadas os coloridos, a natureza a mostrar, mas por entre meus rabiscos viajas em pensamentos, algumas damas tu já fizeste a chorar, pena bela e ligeira, és como uma roseira, lindas pétalas a esparramar! Já falei de ti amiga, espero que alguém me diga, poeta! Sem sua pena, nada, nada tu serás...

(Zildo de Oliveira Barros) 19/08/14 03h45min

"Eu tenho a facilidade de viajar sem passagens, conheço tantos lugares, as vezes vou até mais longe, posso voltar num passado, atravessar vários Estados, viajar a bel prazer.
Se quero voltar no tempo, elevo meus pensamentos, e um outro passo a ser, de um rei ou um escravo ou um amor desesperado, escolho o meu querer.


Assim viaja o poeta, sem ter uma rota certa, basta que queira o querer"...




(Zildo De Oliveira Barros) 11/09/16

Amei-te em outra vida!


Eu passo nos seus caminhos e nem percebes quem sou! Viajo em seus sonhos loucos e nem amar me amou! Sou sonho! Sou esperança, de um futuro,do passado que passou, serei em breve saudades nos caminhos em que andou. Talvez se olhasses dentro, da alma de quem um dia a amou, veria eu no presente, no hoje, seria eu seu amor! Porque te amei em outra vida, mas tua alma volúvel, ainda não se acordou...


(Zildo Oliveira Barros)14/05/13

SEMBRANTES...
Que estranho o ser humano! Às vezes acho eu os ser
Fico sempre observando quando os vejo ao passar
Vejo em muitos semblantes o que não eras para ver
Olhando dentro da alma muitas coisas chego achar...
Em alguns vejo belezas em outros o amargor
Vejo também como agora olhando dentro de ti
Que trazes dentro da alma! Uma imagem cheia de dor.
Mas quem não tem este dom! Chegas a duvidar de mim...
Outros trazem estampado o que se tem de ruim
Chega até dar-me um medo! Quando olha para mim
Pareces que percebeu que dentro vejo enfim
Toda maldade que existe em gente muito ruim...
Outros trazem em sua tez, toda brancura da alma
Parecem crianças grandes! sorrindo com muita calma,
De me dar um grande abraço. Fico mesmo a pensar
Se tivesses mais coragem, gostarias de ganhar...
Chega até dar vontade de pedir por caridade!
Que distribua o amor que vejo em suas faces
Ou que mesmo num relance, pudesse ter esta arte
De distribuir alegrias, esparramando as saudades...
Nada vejo em alguns que podem se controlar!
Parece grande rochedo que tento atravessar,
Fico pairando no ar e o pensamento a voar,
Olhando aqueles rostos, nada vejo em seu olhar...
Mas fica uma verdade que trago para lhe dar!
Do ser humano no hoje eu acho bom te lembrar.
Conforme observei e vi em muitos olhares...
Dos corações dos humanos! Alguns não se têm validades...
(ZILDO DE OLIVEIRA BARROS.22/12/11)

Meu bom dia! Com nossas
Cascas...
Eu desafio aqueles que das verdades são reis!
Mostrarem suas verdades, verdades que eu acho é lei
Aquela casca bonita que de todos se apreciam
A mostrar suas verdades! Que embaixo das cascas criam...
Também tenho minhas cascas que nem bonita as é
Das verdades que eu pareço muito pouco que se é
Trago mentiras no peito querendo telas por fé
Às vezes eu percebo que bobo pouco se é...
Pelo tempo já vivido tenho algumas experiências
Já comprei um vidro velho apenas pela aparência
Achava que era diamantes! quebraram sem consistência
Eras cascas como eu, pois tenho minhas consciências...
Agora eu desafio que todos mostrem seus eu!
E das cascas que carregam dispam se o que não é seu
Da minha eu não separo, pois conheço quem sou eu
Quero ver quem tem coragem de dizer este era eu...
Eu vejo algumas cascas que às vezes me impressionam
É tanto ouro por fora que brilhos trazem a tona
Mas por dentro é um lixo de podridão que esparrama
Do cheiro que sai de dentro! Quando se abre as tampas...
Sem valer de falsidades todos sabemos quem somos!
Das verdades verdadeiras muito poucos trazem a tona
Nossas verdades são nossas! São cascas que ainda nos tampam.
Á minha eu pouco tiro, eu mesmo tenho vergonha...




(Zildo de oliveira barros 02/03/2012 à tarde)

Eu sou tão desprezível que mereço algo igualmente ruim.


Eu sou tão bom que mereço algo excelente.


A verdade é essa.

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4

“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.

⁠Se eu te conto algo, tenha em mente duas coisas:
É porque confio em você ou é porque quero saber até onde posso confiar.

Manifesto do Insubmisso

​Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.

​Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.

​Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.

​Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.

Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.

Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.

Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.

​Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.

Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.

​Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.

Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.

Pedro Alexandre

Se eu te der uma rosa você cuida, ou a deixa morrer?

Eu sou um verdadeiro acúmulo
Tem tanto aqui,
Não diria um achado
Eu mesmo me perco e me acho
Já me fiz aos poucos
E me peguei aos prantos
Encantos e encontros,
Me balancei em um tronco e cai.

Acumulei incertezas
Olhos fechados são sinceros
Alma é besteira,
Amor é beira,
Sentir não raso,
Cair faz estragos,
A cada corpo que sente uma alma que foge.

Morei em lugares vazios
Fui expulso de outros
Mas eu passei por lá,
Nunca parei
Mas aqui eu quis ficar,
Hoje eu moro em mim e ouço os vizinhos reclamarem.