Faz de Conta Qu eu Acredito
Senhas são chaves para algo inatingível a quem não conta com elas. Senhas compartilhadas mantêm juntos os que dividem o mesmo amor, as mesmas dores, as mesmas lembranças.
O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS
Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.
Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.
Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.
Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.
Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.
Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.
Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.
Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.
E no encontro,
somos mais.
Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.
E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.
Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.
E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.
Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.
Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.
E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro
Faça tudo em silêncio sem comentários, Deus conhece teus números e pensamentos ele não conta a outros é você e Deus.
Nesta última metamorfose, despi-me da cápsula escura do desespero quando me dei conta que, perder você era um voo livre para luz.
Jeito de menina, quase mulher...
extremante linda, sem igual...
simpática alem da conta,fora do normal....
sincera do mesmo jeito...
impaciente, palmeirense doente...
canta, grita e berra, desfaz a princesinha...
ainda bem que ela surge no outro dia.
O ser humano é tão ganancioso que não dá conta de arar dez metros de terra mas deseja agregar a sua propriedade um alqueire que está ao lado.
O outro só pode ser FELIZ pela própria conta e risco. Você só é responsável pela sua felicidade, em vão tentará agradar para a qualquer outro felicitar.
Quando algumas pessoas quando mentem e são falsas, não estão se dando conta de que estão seguindo o "script" do mesmo diabo que enganou Eva no paraíso. Já Outras são filhas dele mesmo, não tem jeito.
Para hoje:
Deixe que a leveza,
a delicadeza
e a sutileza
tome conta
do seu dia.
Mas não perca o ritmo.
Passos firmes
são sinais
de controle.
Descanse o corpo e tranquilize-se o máximo que puder.
DEIXE QUE DEUS TOME CONTA DE TUDO.
O mal só toma conta do coração daqueles que não tem fé.
A prisão não começa com grades.
Começa com horários.
Luz acesa antes do corpo acordar.
Contagem.
Café sem escolha.
Fila.
O dia é um corredor longo
onde nada acontece
e tudo pesa.
Aprendi rápido as regras não escritas:
não olhar demais,
não perguntar por quê,
não prometer nada.
Na prisão, o medo não grita.
Ele sussurra.
Sussurra quando alguém passa rápido demais.
Quando o silêncio dura mais do que devia.
Quando o guarda chama um nome
e não explica.
O banho é curto.
A privacidade, inexistente.
O pensamento, excessivo.
Ali dentro, o tempo não passa —
ele se acumula.
Vi homens contando dias na parede.
Outros desistiram de contar.
Alguns se tornaram barulho.
Outros, pedra.
Eu virei observação.
Observava quem ainda dividia pão.
Quem dormia de sapato.
Quem rezava sem palavras.
Descobri que sobreviver exige pequenas corrupções:
um acordo aqui,
um silêncio ali,
uma raiva engolida.
Ficar inteiro era trabalho diário.
E trabalho cansa.
À noite, o corpo deita,
mas a mente continua em pé.
Pensava nela.
Pensava no documento verde
que agora existia mais como ameaça
do que como direito.
Sete meses assim.
Um dia igual ao outro,
mas nenhum realmente igual.
O humano hodierno está saturado de informações e estímulos. Seu tempo é como conta corrente com débitos ininterruptos e seu saldo está sempre no vermelho.
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Me diz como é perder tudo.
Me conta sobre as vozes que imperam no submundo,
sobre o silêncio que às vezes pesa mais que o próprio grito.
Me fala se és fogo ou faísca,
se és o gelo que congela a vida
ou o vento que alivia o verão.
Poderias ser o mormaço depois da chuva num dia bom,
poderias ser a calma,
mas me lanço na tua piscina
e percebo que ela é rasa demais
pra tudo que não se explica
e nem sempre ameniza.
Somos, às vezes, como um coração de mãe
tentando dar tudo —
mas também somos os ingratos do mundo.
Feito pássaros, sigo a voar,
mas quis por uma fênix no meu pensar.
Meus pensamentos voam como o vento,
sou como a erva que desfaz a paisagem
perante o firmamento.
Minhas palavras ecoam pela imensidão.
Joguei minha rede ao mar
e ainda não sei se fisguei uma verdade
ou mais uma contradição.
