Faz de Conta Qu eu Acredito
Eu fico sem entender o povo brasileiro. Uns dizem que o jiló está amargando, outros dizem que o jiló está é ardendo...(Patife)
Um preto, um branco, uma musica, um louco e um cego, vida vazia, moças dentro das noites, e eu sozinho...
(Patife)
Eu e o relógio:
O relógio marca as horas,
Eu, marca passos,
o relógio é de ouro,
Eu, de Freitas,
O relógio tem ponteiros,
Eu, tonteiras,
O relógio tem segundos,
Eu,só o primário,
O relógio tem rubis,
Eu, tive rubéola,
O relógio tem cordas,
Eu, tenho correias,
O relógio é de parede,
Eu, de Santa Helena,
O relógio é de pulso,
Eu, de impulsos,
O relógio tem quarto de hora,
Eu, quarto de pensão,
O relógio tem doze badaladas,
Eu, eu te espero chegar a cada uma delas...(Patife)
Eu morrer fazendo o que gosto nunca será uma tragedia, tragedia seria morrer fazendo o que os outros gostassem que eu fizesse
(Patife)
Deixa eu falar o que tenho vontade pra você, não me condene, apenas leia e de um sorriso...
(Patife)
Um conceito bem Brasileiro e ridículo. Pra que dizer a verdade, se com a mentira eu levo vantagem?...
(Patife)
*Vou morrer condenado por um amor, hoje quero falar disso, você e eu, eternamente nesse momento nosso.*
(Saul Beleza)
*Eu deixo você ir, se prometer que vai voltar, mas se prometer voltar! Não precisa que vá.*
(Saul Beleza)
Passei boa parte da minha
adolescência chorando,
e não sei o porquê.
Eu queria ter aproveitado mais.
Queria que as coisas não tivessem
sido daquele jeito,
e isso parece refletir no presente.
Talvez eu ainda esteja chorando
embaixo do lençol.
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Quero saber até
quando vocês vão
esconder as listas
das prisões políticas
da prova de fogo?
Não me confundam
como militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
A poesia tem a sua
militância política,
das maldades
deste mundo ela
sempre é teimosa,
e quer virar o jogo.
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Só que a poesia
é muito superior
do que a política
que sempre tira
a esperança do povo:
a poesia pacífica
e a devolve de novo.
Ela pede todo dia
para que todos
tenham paciência,
perguntar
não é ofensa:
até quando a justiça
irá manter presos
a tropa e o General do povo?
Muito pouco provável
que algum dia
ele tenha me lido,
O General nem sabe
que eu existo,
A história dele eu
conheço como as
linhas das palmas
das minhas mãos
E cada poema que
está sendo por mim
escrito é de minha
total responsabilidade.
Venho refletindo sobre
a trajetória dele,
E de tantas outras
que precisam
receber a liberdade.
Desejo crer que
serei escutada pelo
Foro de São Paulo
de verdade,
O General sempre
dedicou a vida toda
a Pátria dele
com integral lealdade.
Não me permito
medir forças
porque não as tenho,
E também não faria
nenhum sentido
mesmo se as tivesse,
Todo o diálogo de
última consequência:
sempre condeno,
Porque só a paz
sempre será
melhor caminho.
Porque por pior
que seja um Governo,
O Império não tem
nenhum direito
de condenar a todo
um povo ao bloqueio.
Do Vice-presidente
da Assembleia
ouvi a filha
que pede por
ele fé de vida,
E aqui eu sem
legitimidade
até para uma
campanha
começar
sinto o vazio
dos abraços
não dados
pelas filhas
e pela Mãe
do General
inocente que
em Fuerte Tiuna
trancado por
causa de intriga.
Parece um
pesadelo
sem fim:
ver quem
tem razão
trancafiado,
do mundo
seguindo
incomunicado
e sem chance
de se defender,
Percebe-se
que quando um
militar é de fato
do povo e para
o povo em um
neste momento
que não tem
sido superado
até ele está sem
como se proteger.
Não entendo
o porquê
jogaram uma
pena sem prova
e sem devido
processo legal
nos ombros
do General;
Enquanto isso
segue firme
o autoproclamado
no seu passo
para lá
de destrambelhado,
Não quero pensar
o pior de ninguém,
Até que libertem
o General e outros
presos na mesma
condição me permito
pensar que tudo foi
orquestrado por
alguém que
quer se esconder.
Comandante, eu te peço,
que me traga a tropa
e o General com vida
em nome da poesia reunida.
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O General está preso inocente
E outros companheiros de armas,
Nunca houve nada mais incoerente.
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O General e a tropa são os tais
prisioneiros das cinco letras,
E eu apenas escrevo poemas.
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O General está abatido fisicamente,
A tropa está igualmente enfraquecida,
E eu entristecida sou a que faz poesia.
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Não nasci ontem há gente
para tudo nesta vida,
Gente para brincar de usar
a imagem do General
de forma subjetiva.
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Canto contra a vontade do poder
todo o dia bem baixinho a história
de um povo, do General e da tropa.
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Discordar não é traição à Pátria,
152 militares presos nada,
Saber disso tem me deixado consternada.
