Faz de Conta Qu eu Acredito

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​PROJEÇÕES
(A percepção por trás da mente)

​Acredito naquilo que vejo...
mas, às vezes, não quero acreditar.
Percebo quão fugaz é crer em meus pensamentos,
ao notar que são apenas criações daquilo que penso.

​Lu Lena / 2026

Cansei de ser forte o tempo todo.
De fingir que acredito que algo incrível me espera no final, enquanto todos os dias essa guerra dentro de mim fica mais difícil de suportar.

Já pensei inúmeras vezes em desistir de tudo.
Dói ouvir que sou inútil, que não faço nada da vida, principalmente vindo das pessoas que eu mais amo.
Só queria conseguir dar orgulho para eles e parar de me sentir um peso.

Lutei sozinha contra dores que ninguém viu.
Aprendi a me curar sem abraço, sem apoio e sem alguém dizendo que tudo ficaria bem.

Às vezes, tudo o que eu queria era me sentir amada de verdade.
Mas mesmo machucada, ainda existe uma parte de mim que acredita que dias melhores vão chegar.

E talvez seja essa pequena esperança que ainda me mantém aqui.

Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte

⁠Acredito firmemente que a vida é um processo contínuo de renovação. Tudo tem a capacidade de se transformar, de se reiniciar e de renascer. É essa crença que me mantém otimista e determinado(a), sempre avançando em direção aos meus objetivos...

- Edna Andrade

"Acredito que passamos metade da vida sem enxergar ela como é, e a outra metade tentando esquecer a vista depois que enxergamos."

Não sei o que é pior: o aquecimento global ou a nova era glacial?
Acredito que devemos pensar em mudanças para melhorar aqui no presente, se deixar para o futuro talvez seja tarde. Ambas as catástrofes dizem respeito as sérias consequências que nós mesmos, seres humanos, estamos fazendo com o meio ambiente...

⁠Só acredito no fim,
o começo é mentira.

Acredito que muitas e muitos de nós, doloridos e doloridas, violadas e violados pelo que o colonialismo, capitalismo, dentre tantos outros terríveis "ismos" tem feito conosco, estamos transformando isso em ódio (o que amarga nosso coração), fazendo a burrice nada lucrativa de jogar esse auto-ódio entre nós. Que aprendamos a nos amar, respeitar, fortalecer, proteger, e vamos lançar esse ódio contra quem nos explora.

Acredito que todo bom navegante deveria antes de mais nada cuidar de um aquário como fonte primária de inspiração.

Algumas pessoas me amam, outras tantas me odeiam. Acredito nas que me odeiam, o ódio de onde quer que venha é sempre verdadeiro.

[Sobre Fábula e Fé]


Acredite em mim, quando digo,
Que não acredito em quase nada
E não acredito em quase ninguém.


Eu não tenho religião,
Nada credito aos deuses,
Nenhum mérito ao onipotente.


Não creio em evangelhos,
Parábolas, conselhos, sermões,
Depoimentos, escrituras,
Sacramentos, santidades ou visões.


Mas reconheço milagres,
Quando os vejo.
E minha única crença
É a poesia.


Ela é a única explicação que especulo,
A única expectativa que tenho,
Única conclusão que espero.


Entre as lacunas incalculáveis,
Sei que ela, é a única coisa que resta,
Única substância, que sou.


19/05/23
Michel F.M.

Quando afirmo quem sou e aquilo em que acredito, não estou impondo nada a ninguém; estou apenas reafirmando minha existência e o direito de continuar sendo quem sou!

Não nasci para agradar, nasci para sustentar aquilo em que acredito.

Acredito que a primeira forma de comunicação comum e expressão objetiva, no autismo e no TDAH, com o mundo exterior que o cerca, deva ser pelo som, a musica mesmo que da forma mais rudimentar, quase barulho, explorando e ouvindo a cadencia, a intensidade e a objetividade de interesse. Acho bem mais natural musicalizar as emoções e aos poucos entender o universo autônomo dos portadores destas faculdades especiais do que tentar entender e ouvir por meio da fala, dentro de um temperamento oral e mental desconexo ao nosso ouvidos, o que realmente acontece. Creio na arte terapia do som como veiculo e meio.

Não acredito em palavras bonitas, elogios sem sentimentos e muito menos discursos inflamados, da boca pra fora. Acredito em preces e orações silenciosas, em atitudes secretas sem alarde e meios sorrisos de esperança daqueles que anonimamente fazem, pelo amor a vida e o bem estar de tudo que nesta dimensão vive e precisa continuar vivendo.

Acredito que os caminhos prósperos para o desenvolvimento mais abrangente de uma neurociência pedagógica inclusiva, nos casos de transtorno do espectro autista TEA, sejam mais "junguiana" e "moreniana" de Jung e de Moreno. Por uma abordagem menos direta do individuo e indo pelas bordas, pela aroma terapia, cromoterapia, arte terapia e o psicodrama, chega se mais fácil a compreensão. Afinal o caminho inicial para um entendimento neural comportamental me parece vital saber sensivelmente do que ele gosta e como ele se vê. Só depois de um conhecimento e comunicação com a auto identidade que podemos, direcionar para o que podemos sugerir, ensinar e aprender, aprender dos dois lados, um novo aprendizado do terapeuta e do paciente,

Acredito muito que a fé, a religiosidade branda e a espiritualidade universalista são de grande importância e apoio para as famílias e para as crianças, adolescentes e para os indivíduos que têm algum tipo de neurodiversidade, no entanto sem exageros. Digo isto, por que não é tudo que, a interseção do Espirito Santo, cura. Acredito que Ele ajuda por fé, esperança e alento em vários tratamentos clínicos, já comprovado. A única comorbidade que tenho sobre alerta, das religiosidades extremas e seitas é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), chego mesmo a achar que os vários mártires da Igreja, do tempo passado, tinham TOC, mas era desconhecido e por isto autoflagelavam tanto pela fé.

Não acredito em nada, pois nunca recebi nada de bom de ninguém, apenas desgosto. Se preciso de algo, só conto comigo mesma.

Não sou seguidor de Dídimo; acredito em muitas coisas que sei estarem longe de existir.

Acredito que minha pregação, e não sou um grande pregador, pelos padrões de pregação. Se você pegasse um grupo de estudantes de teologia e eles estudassem a minha pregação, eles não me escolheriam como um grande pregador. Mas acredito que Deus me deu poder na pregação. Sermão, O Espírito Santo é mais do que você pensa.