Faz de Conta Qu eu Acredito
O Brasil não irá crescer enquanto os homens de terno agirem cada vez mais como crianças, e as crianças com uniformes querendo agir como adultos de terno cada vez mais cedo.
Um pouco melancólica porque é domingo
Suavizada pelo vinho seco
Pensativa e sentindo falta de alguma
coisa que ainda não tem nome...
Talvez seja de uma voz, não sei.
Reticente, reticente, reticente,
Preguiçosa pra amar
Salpicada de aspereza...
Só sorri 3 vezes durante todo o dia... e de nervoso.
Uma completa desorganização
Inapetência, inabilidade, inconstância...
Melancolia é uma palavra muito bonita.
Faz de conta que eu não publiquei isto.
(Hoje eu almocei caraminholas.)
JOSÉ BONIFÁCIO
De tantos olhos que o brilhante lume
Viram do sol amortecer no ocaso,
Quantos verão nas orlas do horizonte
Resplandecer a aurora?
Inúmeras, no mar da eternidade,
As gerações humanas vão caindo;
Sobre elas vai lançando o esquecimento
A pesada mortalha.
Da agitação estéril em que as forças
Consumiram da vida, raro apenas
Um eco chega aos séculos remotos,
E o mesmo tempo o apaga.
Vivos transmite a popular memória
O gênio criador e a sã virtude,
Os que o pátrio torrão honrar souberam,
E honrar a espécie humana.
Vivo irás tu, egrégio e nobre Andrada!
Tu, cujo nome, entre os que à pátria deram
O batismo da amada independência,
Perpetuamente fulge.
O engenho, as forças, o saber, a vida
Tu votaste à liberdade nossa,
Que a teus olhos nasceu, e que teus olhos
Inconcussa deixaram.
Nunca interesse vil manchou teu nome,
Nem abjetas paixões; teu peito ilustre
Na viva chama ardeu que os homens leva
Ao sacrifício honrado.
Se teus restos há muito que repousam
No pó comum das gerações extintas,
A pátria livre que legaste aos netos
E te venera e ama,
Nem a face mortal consente à morte
Que te roube, e no bronze redivivo
O austero vulto restitui aos olhos
Das vindouras idades.
“Vede (lhes diz) o cidadão que teve
Larga parte no largo monumento
Da liberdade, a cujo seio os povos
Do Brasil te acolheram.
Pode o tempo varrer, um dia, ao longe,
A fábrica robusta; mas os nomes
Dos que o fundaram viverão eternos,
E viverás, Andrada!”
A impunidade é o colchão dos tempos; dormem-se aí sonos deleitosos. Casos há em que se podem roubar milhares de contos de réis... e acordar com eles na mão.
Os corações discretos são raros; a maioria não é de gaviões brancos que, ainda feridos, voam calados, como diz a trova; a maioria é das pegas, que contam tudo ou quase tudo.
A vida é mesmo muito engraçada...
E injusta...
Para cada dia maravilhoso de sol e alegria...
Existe uma noite fria, envolta em mistérios...
E escuridão!
Há meses para os infelizes e minutos para os venturosos!
Toda dor é passageira... cedo ou mais tarde vai sarar, a dor vai passar, a ferida vai cicatrizar, e uma pessoa mais forte você se tornará.
O Amor vencerá sempre, e, por isso, a dor será motivada a desaparecer de nosso ainda atribulado caminho.
