Faz de Conta Qu eu Acredito
Poetisa com Z
Para mim,
poetisa é com Z,
não adianta!
Eu sei que poesia vem de poesis,
com S,
mas não dá para explicar.
Para mim é com Z,
que a poetisa se deleita...
Que encanta...
Que vira sacerdotisa...
(que também é com S,
mas para mim é com Z)!
Tá,
nada contra o S,
mas podemos deixar a minha poetisa ser assim?!
Como ela quer?
Ela até acha que poesia devia ser com Z...
Ahhhh!
Ela acha demais,né?!
É que ela é
Natasha...
Natasha Treuffar
É engraçado...
Costumava muito ouvir falar da doçura do café com açúcar
E eu não entendia como poderia ser a sensação porque..
Por algum motivo sempre estive acostumada com o café amargo
Talvez não só pelo mau gosto, pela robustez, pelo sabor que marcava por um tempo e depois se esvaia
Talvez mais sobre o saber o que esperar do mesmo gosto que eu sentia todos os dias
Sem expectativas, sem a esperança de algo novo, sempre pronta pro amargo.
Até que em um dia qualquer me veio à boca uma doçura...
Café com açúcar.
E então um respingo de alívio que antes eu não costumava esperar
Foi como o vício.
Seu doce me criara esperança, como algo que eu gostaria de provar todas as manhãs, de todos os dias.
E então me peguei desesperada e ansiando por mais a cada minuto que se passava
Foi como um afago, um suspiro, um alívio no peito.
E um pingo de algo que eu nunca havia tido.
No entanto, cômico como uma xícara quebrada
Rápido sua doçura se esvaiu como sua chegada e então senti falta do amargo.
Aquele amargo que eu esperava todos os dias do mesmo.
Porque quando o doce sumiu, me doeu como facadas.
Me deixou marcas de queimadas na pele que o café, amargo como era, nunca deixaria.
Eu não gosto da sua doçura porque ela me dói,
Me dói como o açúcar se estilhaçando dentro das minhas veias, me dói como o último respiro de uma vida, me dói como a falta de oxigênio.
E então voltarei pro amargo
Porque nada hei de esperar de algo que sempre me entregou o que era.
Amargo.
Bendita seja tua sabedoria, ó Deus, pois do nada formaste o todo. Eu sou apenas pó estelar que respira por tua vontade.
- Ketty Williams
Há quem se contente com o brilho da água; eu sempre busquei o fundo. Por isso, tudo que é raso me deixa com fome.
.entre nós.
Eu não sei o que a gente é agora.
E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.
Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.
Mas agora?
Agora eu não sei.
E eu odeio não saber.
Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.
Porque já não sei se ainda posso.
É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.
Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.
Uma música tocando no aleatório.
Uma rua.
Um horário.
Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.
E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.
Quase sempre escolho o silêncio.
Não porque eu não queira falar.
Talvez justamente porque eu queira demais.
Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.
Só quero saber.
Você ainda ri daquele jeito?
Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?
Ainda pensa em mim às vezes?
E se pensa...
é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?
Eu não tenho coragem de perguntar.
Então invento respostas.
É mais fácil.
Às vezes imagino que você sente falta.
Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.
E, dependendo do dia, acredito nas duas.
Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.
Não uma vontade desesperada de voltar.
Só uma curiosidade persistente.
A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.
E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.
Não se a gente vai voltar.
Não se deveria ter sido diferente.
Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.
Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.
Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.
Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.
Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.
Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.
Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:
depois de tudo que fomos,
ainda existe um “nós” em algum lugar?
Ou pelo menos...
ainda somos amigos?
O primeiro amor é uma porta que se abre. O segundo, uma porta que se fecha com o corpo. Eu sou a porta que arrancaram das dobradiças e usaram para bater em alguém. Sou a junção do que não cabe em verso de amor e a raiva que virou melodia, o peso que virou refrão, a alma que só encontrou paz na distorção de uma guitarra. Uns amam deixando ir. Outros, morrendo juntos. Eu sou o que sobrou depois que os dois desistiram.
Paz......tenho poderes e meios para simplificar a minha vida ao ponto onde caiba apenas eu,mas à essa bolha de paz ainda sim jamais terei total paz,pois estarei acompanhado de mim mesmo.
Eu nunca tive a intenção de lhe causar dor, mas creio que o fiz com muita naturalidade como também a amei e amo. Eu gostaria que minhas lágrimas fossem suficientes para germinar a semente do amor novamente em nossas vidas e que o passado fosse tão somente um livro repleto de aprendizado e que o folheássemos tão somente para ocasionar acertos em nosso presente e que você pudesse acreditar e confiar que existe um presente e futuro para nós dois, como também eu nunca tive a intenção de lhe causar dor.
Eu não posso projetar a minha vida pelo que eu vivi, pelo que eu era, pelo que passei! Mas projetar pelo que eu sou e o que serei!
Tarsila
-Vovó, sabia que quando eu crescer vou trabalhar igual o papai?
- É mesmo Tatá?
- É! Vou pegar DNA de borboletas e DNA de menininhas.
Vou misturar para fazer fadas!
Acho que o mundo ainda pode dar certo...
Hoje eu vi a solidão
num orelhão
obsoleto
cabisbaixo
surdo
mudo
plantado no chão
perdido numa esquina...
"O mundo acha exagero falar em 1 bilhão de seguidores. Eu chamo isso de aquecimento para o império que estou construindo."
Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.
Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.
Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.
Nunca Esteve Lá
Queria que fosse apenas um sonho,
pra eu acordar e ver
que nada daquilo era real.
No sonho, a gente era feliz.
Saía junto, fazia planos,
vivia pequenas eternidades.
Éramos um casal perfeito,
só eu e você contra o mundo inteiro.
Mas nesse sonho,
você partiu soltando minhas mãos,
entrando num paradoxo
e simplesmente sumindo.
Acordei desesperado
por ter perdido o grande amor da minha vida.
E quando olhei pro lado,
você nunca esteve lá.
Fiquei sentado na cama, pensando
se foi apenas um sonho
ou uma visão de que
nosso amor nunca iria pra frente.
