Faz de Conta Qu eu Acredito

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Eu sei que sou incômoda.
Eu sei que não sou fácil.
Eu sei que ser eu cansa.


Mesmo assim, eu fico.

Quando o filme da sua vida passar, vai ser um curta, meia ou longa metragem?
Eu espero que se não for um longa, que seja digno de um oscar.

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.

Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.

Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.

Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.

Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.

Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.

Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.

Sem reservas
Amo cada momentinho de felicidade
Não mude, que eu mudo, mas volto, na razão do porquê
Se no intervalo, eu errar, não será por toque
Retrocedo, na expectativa de estar errado
Acredite, no poder do meu amor
Se jogar no alheio, me perderá
Caminho sem volta
Minha razão se tranca
Mesmo que o coração tenha a chave
Um escudo se levanta
Já não mais haverá regresso
Se ao alheio se permitiu
Nos perdemos

O tempo foi passando e eu não me atentei da importância daquilo que não aprendi.
Com a brevidade da vida, passou…
Passou a oportunidade de leveza para a grandeza, fazendo se achegar a tristeza pela falta de beleza no agir, no vestir, no me comportar como a mulher que tem amor no peito, mas é sem jeito.
O tempo consolida padrões difíceis de desfazer. Trazendo dificuldades, em razão da deselegância consoante com o rude jeito do ser que a máscara usada por muito tempo deixou como cicatriz em raiz profunda.

Como reprimir a avalanche de sensações e emoções que me tomam o ser?
Se mesmo que eu tente sufocar isto em mim transborda.
A emanação de sentimentos que me toma a alma e se esvai corpo afora, como banho demorado de água morna?
Como calar o sentimento que estava aprisionado e encontrou vazão para ecoar?
Silenciar o grito de alegria que teimosamente se faz som audível a quem me encontrar?
Como não transbordar amor se o sorriso não se apaga de mim?
São tantos por quês, que desisto de perguntar e responder, quero apenas me deixar ficar, para apenas ser…

Eu sou dessas que amam sem economizar. Leonina de alma quente, de coração que se entrega inteiro, de mãos estendidas e olhos cheios de promessas. Quando amo, faço do outro um reino e, dentro de mim, acendo fogueiras que não sabem arder pela metade.

E então…
Você surgiu, trazendo esperança. Não a esperança ingênua de quem sonha sozinha, mas aquela que nasce quando um homem olha uma mulher nos olhos e a faz acreditar que vale a pena permanecer, tentar e florescer.

Você me deu a coragem de imaginar um amanhã. E eu, sendo quem sou, transformei pequenos gestos em constelações, palavras em abrigo e possibilidades em eternidade.

Porque eu amo assim: intensa. Não sei amar em doses pequenas. Meu coração não conhece o raso. Sou tempestade e sol, coragem e entrega. Sou leonina. Carrego a mania bonita de acreditar, de proteger, de oferecer o melhor de mim.

E é justamente por isso que a esperança que um homem desperta em mim se torna tão poderosa. Ela não encontra apenas uma mulher; encontra um universo inteiro, pronto para amar, cuidar e fazer do sentimento uma obra grandiosa.

Sou feita de intensidade. E quando me dão esperança, eu a transformo em amor — daquele amor que ilumina, aquece e se oferece por inteiro, sem medo de ser imenso.

⁠Não vale a pena insistir por ninguém. Por mais que eu possa ter insistido na pessoa errada, a verdade é que não devemos insistir em ninguém, independentemente de ser a pessoa certa ou não!

⁠ morte morte
eu não te darei este gostinho de ceifar minha vida
antes que busque em mim o seu prazer
eu abrirei mão desta que só me trouxe noites e tempestades
farei assim
E minha melhor
a minha melhor amiga a solidão
será minha testemunha
o meu último ato como libertação
não morte
não se ira de mim com teu ódio
mas veja minha absolvição como o teu auxílio
eu vivi para conhecer a vida dos vivos e desejo não viver a mais como prisão pois se viver entre os sorrisos pouco duradouro que se encharcam nas lágrimas das Noites e dias
e ver o tempo passar de felicidades que só antecipam a tristeza
então morte
Oh morte
deixe-me partir do meu jeito sem me despedir

⁠O amor
Bom como alguém que tá sempre postando sobre o amor
Eu posso resumir dizendo que
O amor não precisa ter uma explicação
Simplesmente acontece
Mas, só com quem deseja amar de verdade.

⁠Eu já morri
Eu morri de rir
Eu morri de chorar
Eu morri de felicida e tristeza
Já morri de amor
Morri de pena e de pobreza
Eu já morri
Morri de tanto viver
Morri de tanto morrer
Eu já morri de saudades
Morri de ganhos e perdas
Morri de preguiça
Morri de tanto trabalhar
Morri por ganhos
Mas também morri pod não ganhar nada
Foram tantas as vezes que eu morri
Que de tanto morrer já não sei se
Morri ou se vou morrer ainda
Talvez eu morre de fez
No fim da minha vida...

Eu já morri

⁠Eu me sinto egoísta quando penso em mim
Então eu paro de pensar em mim por um momento e penso em você e
Eu percebo que você está pensando em mim...

Houve um tempo na minha vida em que eu era eu mesmo e tão feliz, mesmo com tantas adversidades e fatores que eu nem entendia as coisas de adulto.
Eu era feliz e podia sorrir, correr, cantar, pular, ser uma super-heroí — tudo o que eu queria ser, eu podia fazer sem me preocupar com mais nada.
Ao longo da vida, crescemos e amadurecemos, e tudo em que acreditávamos começa a desaparecer, e a magia se esvai com o sorriso que se perde pelo caminho.
E depois de tanto caminhar, como umo adulto maduro, sobrecarregado e cansado, olho no espelho e não resta nada daquele garotinho, vivo, livre e feliz, que podia voar.
Só cansaço e exaustão, cabelos grisalhos,
Rugas que aparecem.
Acho que meu verdadeiro eu se perdeu lá atrás, no caminho da vida...


Marcio Melo

Eu já vi o mundo do alto de uma colina de lá vi o mundo que sumia com suas matas a se perder no horizonte
Eu vi do alto de uma colina a existência em suas várias formas e cores senti o vento sussurrar ao meu rosto sua frisa a refrescar minha alma
Do alto da colina compreendi que tudo no mundo é pra dar significado a vida eu estava lá no alto da colina e pude acenar para o sol a se deitar por detrás de distantes montanhas
Do alto da colina e vi e senti que a vida se movimenta e meus olhos não pode acompanhar seu movimento e que o tempoe relativo a minha perpectiva lá do alto da colina...


Marcio H.melo

Eu conheci a solidão, mesmo estando entre pessoas
A solidão dói mesmo em meio as risadas festivas do que pra muitos eram momentos de confraternizar
Mas, no interior havia solidão vazio tristeza disfarçada com um sorriso que desviava para o canto da boca enquanto lá dentro o frio escuro machucava
Com o tempo eu fui saindo da solidão e percebi que havia um lugar em mim chamado solitude e foi lá que encontrei meu acolhimento onde aprendi a deixa de fora a solidão e criei meu jardim de beleza e paz.


Meu lugar
Marcio Melo

Sei que o tempo é pouco quando se ama,
Então não peço pra esperar,
Eu quero aproveitar cada segundo
Pra te beijar, te amar.


Porque o tempo é passageiro,
Mas hoje quero te eternizar
Em meus braços e te beijar,
Ignorar o tempo e as coisas
Que não significam nada.


Pois hoje eu tenho tudo,
Eu tenho você pra amar.
Deixe-me eternizar nosso amor
Neste beijo.


A minha deusa
Por Marcio Melo

Um dia quando a chuva de inverna na estação da tristeza passar
Eu acordar eu com pássaros cantando e o sol radiante como o sorriso que me invadira
Será primavera e as cores com beleza elegância e o perfume que se espelha no ar
E o destino trará dentre o jardim o amor que vira me abraçar,só assim saberei que guando a primavera acabar e o inverno chegar com o frio eu terei o meu amor em seu abraço quente e seguro estarei a amar.

Marcio Melo

Meu olhar atípico


Quando olho para um ser humano,
o que eu vejo?
Bom, eu vejo exatamente um ser humano.


A única coisa que nos torna atípicos é ter um olhar diferente e enxergar, de fato, o ser humano.
É muito comum as pessoas ignorarem esse fator crucial: ao olhar para o outro, esquecem que somos, antes de tudo, humanos.


Pessoas em busca de sonhos, planos, objetivos e realizações.
Aí está o ponto onde a pessoa com olhar atípico se distingue dos demais.


Nós olhamos de fora para dentro e observamos os detalhes:
as expressões, os movimentos, até a forma como respiram.
Não é superficial. É saber que um ser humano é mais que uma unidade, mais que um número.


É entender, ao observar, que ali existe um indivíduo.
Existindo, sobrevivendo em meio aos mesmos problemas, normas, leis, fatos e acontecimentos.
Dividindo não só o mesmo espaço, mas compartilhando do mesmo ar.


O olhar atípico é ver o que muitos não conseguem ou ignoram.
É enxergar mais que uma sombra,
mas o ser humano que a projeta.


Por Marcio Melo