Faz de Conta Qu eu Acredito
Eu duvido de que alguém não se sinta o próprio refém, refém dos próprios pensamentos negativos, dos mais obscuros ou intrusivos. Refém do "verdadeiro" você, que não quer que ninguém mais veja
*Recomeço*
Doze anos carreguei sozinha
o peso de um "nós" que já era só eu.
Acreditei em consertos de uma semana,
em promessas de um mês.
E a cada ciclo, eu voltava inteira pra fora
e quebrada por dentro.
Chorei nos cantos que ninguém via.
Ouvi gritos que viraram silêncio em mim.
Confundi amor com resistência
até entender: amor não machuca, não mente,
não prende.
Hoje não sou vítima, sou escolha.
Escolhi a paz que não negocia.
Escolhi meus filhos, Deus e a casa
onde a porta abre pra calma, não pro medo.
Não foi Deus quem me abandonou no altar.
Foi Ele quem me tirou de lá.
Porque casamento é amor,
e onde não mora amor, eu não moro mais.
Limite
Doze anos tentando colar
o que já nasceu rachado.
Eu chamava de casamento,
mas era só eu carregando
promessa, culpa e cansaço.
Acreditei em consertos de domingo
que quebravam na segunda.
Ouvi que era pra aguentar,
que Deus não gostava de fim.
Mas foi Deus quem me ensinou
que amor não deixa roxo na alma.
Hoje meu altar é silêncio bom.
Tem riso de filho no corredor,
tem oração sem medo na boca.
Não é derrota, é direção.
Não é mágoa, é memória.
Eu não perdi um lar.
Eu encontrei a paz.
"Eu procurei muitas desculpas pra não encarar... Sabendo que já não sinto nada... Que as coisas que haviam entre nós já não me interessam... E assim eu vou levando a vida".
Eu sou a força que não me deixa desistir, o sorriso que esconde as lágrimas, e a luz que brilha no fim do túnel, mesmo quando tudo parece escuro. Eu sobrevivo, eu resisto, eu renasço.
Eu sei que a realidade pode ser complexa e multifacetada, mas eu estou comprometido com a minha própria verdade e intenção.
Ser mãe solteira é um ato de coragem e amor incondicional. Eu enfrento desafios diários, mas também experimento uma conexão profunda e única com meus filhos. Sou forte, capaz e amada, não apenas pelos meus filhos, mas por mim mesma. Eu sou um exemplo de resiliência e determinação. Continuarei sendo eu mesma. Não preciso de ninguém para validar minha existência ou minha capacidade de amar.
Quando eu olhar nos teus olhos, quero sentir o verão mais quente no inverno e o inverno mais frio no verão.
Quando eu olhar nos teus olhos, quero sentir a liberdade de ser eu mesmo, sem medos ou máscaras, apenas a pureza da alma.
Diérese
A saudade é um ditongo
na gramática eu constato.
Mas faltando-me a sílaba
a transformo em hiato.
De José Alberto Lopes
Eu não queria que você fosse racional comigo. Queria que você fosse irracional por mim tanto quanto fui por nós.
Feche seus olhos...
Tem um silêncio no ar
Não deixe eu me perder
Nos meus sonhos
Faça se tornar real
Eu me perdi de alguma forma
Uma parte se foi com você
O inverno chegou e
Está tão frio...
Tudo era tão bom,
Desde o momento em que nos tocamos
O tempo parou...
E agora ando perdida sem rumo,
Sem teu abrigo,
A luz está se apagando
Uma lágrima cai em sua mão
É um dia eterno de inverno
Eu tenho aprendido que presença é um dos maiores presentes.
Pra gente.
E pro outro.
É sobre como a gente se entrega de verdade… na página de dentro.
No jeito de olhar sem julgar.
Na escuta que acolhe sem querer corrigir.
Na presença que não invade… mas também não abandona.
Porque no fim, não é sobre salvar o outro.
É sobre caminhar junto com verdade e humildade pra não ferir…
e lucidez suficiente pra não se perder.
E talvez seja isso que a vida tenta ensinar o tempo todo:
a gente não evolui só entendendo…
a gente evolui sentindo, praticando e escolhendo amar melhor a cada dia.
Numa tarde de outono, eu estava naquela frase do " credo- mas que delícia" é amar!
Me vi apaixonada.
Depois me vi amando.
E quis ficar.
Eu quis degustar cada passeio com presença e propósito.
Nutrida por amizades,
Mergulhando no autoconhecimento,
eu construí uma rotina interessante, e aprendi a cuidar de mim ao viajar pro melhor lugar do mundo...
Esse lugar foi conquistado e vale toda a prudência que sinto agora!
É mesmo um lugar sagrado.
Todos os dias eu aprendo a lidar com a ausência e com a incerteza.
Não é fácil sorrir quando uma parte de mim está tão longe, em um lugar tão difícil.
Mas eu sigo firme.
Porque além da dor, existe um orgulho que me sustenta e um amor que me mantém de pé.
Dra. Érica Alvim Lyra
