Faxina na Alma Carlos Drumond de Andrade
Mas eu ainda tenho medo do escuro, medo do coração das pessoas, medo das pessoas, medo de decidir, de contar meus sonhos, de sonhar. Como posso ser grande se ainda não sou quem eu quero ser, se eu ainda acho que posso voar e ser invisível? Eu não posso ter crescido tanto se eu ainda tenho vontade de chorar feito uma criancinha, se minha visão de vida é tão curta, se minha ambição é irrisória. Eu definitivamente não devo ter crescido. As outras pessoas parecem tão grandes, tão mais fortes como se tivessem comido o espinafre que me faltou. O tempo não para, não me espera, e eu não o acompanho, ando acorrentado a um passado que não me deixa dar os passos que quero, que preciso, que tenho que dar.
Eu ainda não aprendi a perdoar, eu não aprendi a saber perder, a saber a hora de ir, o tempo certo de voltar. Como poderia eu ser tão grande se não dou opinião, se não tenho confiança nem própria nem alheia, se meu grito é mudo, se meus ouvido são falsos comigo mesmo? Não, eu não posso ter crescido, eu ainda quero tudo e todos só pra mim, ainda falo comigo, ainda acho que a vida é filme no qual eu atuo desde sempre. Porque as coisas mudam? De repente o mundo decidiu ficar em cima de meus ombros e eu sou tão mais fraco que eles. As pessoas me julgam e me matam e me odeiam em seus pensamentos enquanto me olham nos olhos e me abraçam, isso faz pouco sentido pra mim, eu não aprendi a lidar com isso ainda, talvez porque eu não seja grande.
Ainda me apaixono fácil e por pouco, ainda olho as estrelas tentando encontrar constelações perdidas, acredito nas pessoas, não sei lutar e perco o que quero por falta de insistência. Como posso ter crescido assim? Ainda brinco na chuva, acredito em discos voadores, mas não aprendi a ser traído, não sei receber de volta um ataque meu, odeio criticas, as vezes me julgando bom demais pra estar com alguns. Não me vejo carregando o mundo nas costas e se ousarem subir eu fujo para algum lugar aonde eu não seja pequeno demais, aonde não existam palhaços que assombrem, aonde musicas são cantadas pra eu poder dormir, sem violência, maldade, ganancia, ingratidão, inveja. Aonde traidores são jogados em poços profundos até que se decida perdoa-los.
O mundo poderá iniciar sua terceira guerra mundial, e lançar pessoas no espaço, e criar carros que voam, ou descobrir que tudo é em vão e que seus propósitos e esperanças são falsos. enquanto isso eu pequenino estarei correndo as alamedas dos sonhos despedaçados sem me preocupar com consequências, coerências, diferenças. Eu serei eu mesmo, apenas um pequeno gigante no meio de grandes insignificâncias.
"Se o desânimo ou
o cansaço surgir
descanse o quanto
for necessário sem
jamais desistir."
Viviane Andrade
“ Seres marginalizados
às margens de qualquer rio,
de janeiro a dezembro
às margens da sociedade
nos bairros, ruas, cidades.
Às margens de tudo,
da dignidade, dos direitos,
de ir e vir...
“protegidos” de fachada
na fachada da marquise
ou da mentira
ás margens de si mesmo
e do mundo, sem identidade
excluídos. ”
Viviane Andrade
Todos os dias quando acordo procuro logo pensar: Hoje já é melhor que ontem. Assim já posso ter a certeza de que vale a pena levantar da cama.
Meu maior sonho é ser nome de rua. Isso significa que devo fazer algo decente em meu curto tempo de vida.
Emoções
Se querer algo contente
Algo contente vou falar
Amor, alegria sem se vulgar
Tudo que mais alegre que possa acontecer
Algo então pode lhe entristecer
Ou então que lhe deixe raivoso
Com vontade de esmurrar todo o povo.
Se queres então isto, tem que ralar
Pois isto sim é dificil de ganhar
Amigos algumas vezes podem lhe Envergonhar
Por isso meu amigo
Um conselho vou lhe dar
Continue sua vida
Sem se preocupar.
Construindo o amor é uma palestra dedicada ao amor em todos os seus sentidos. Porque é a única força capaz de mudar o mundo, a única chama que nunca se apaga e que faz você continuar acreditando e sonhando, continuar lutando e vivendo...
Todas as flores, por mais belas que sejam, não serão eternas. Mas elas sempre dão lugar para flores mais belas ainda.
"Pessoas elegantes se reconhecem pelo que é dito (ou pelo silêncio bem pontuado). Pessoas elegantes têm atitudes nobres; pessoas elegantes não destilam veneno; pessoas elegantes vestem-se de paz e equilíbrio social; pessoas elegantes somam na vida das outras; pessoas elegantes são gratas umas às outras e não incendeiam a vida alheia com fofoca; pessoas elegantes entendem que a fineza está muito mais ligada à vestimenta da alma do que a do corpo! Pessoas elegantes não puxam o tapete de quem lhes estende a mão! Pessoas elegantes entendem que precisam umas das outras e que a vida é uma dança das cadeiras: um dia sentado… outro dia de pé! Pessoas elegantes cumprem o que prometem." (Fragmento MAIS ELEGÂNCIA POR FAVOR)
