Familia tem de ser Careta- Lya Luft

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Cada um com o seu cada qual
E no final das contas
Nenhum ser humano é normal.

É cada um com o seu cada qual.
E no final das contas, verdade seja dita, nenhum ser humano, deveria ser considerado plenamente normal.

Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.


O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.


E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.


E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.


E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.


Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.


E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.


E isso muda tudo.


Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.


E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.


Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.

Há dores que cortam mais fundo por virem de onde o coração se apoia. Ser interpretado e julgado por quem menos se espera é como uma traição sussurrada, um espinho cravado na carne da confiança. Imagine o peito aberto, vulnerável, oferecendo suas camadas mais íntimas a um amigo, um amor ou familiar – aqueles que juramos serem escudos invioláveis. E, de repente, os olhos deles se estreitam, reinterpretando palavras sinceras em veneno, ações puras em egoísmo. Não é o julgamento alheio que fere, mas o eco da decepção em quem nos conhece o suficiente para ferir com precisão.
Esse sentimento devora por dentro: uma náusea de dúvida, onde o "eu" se fragmenta em espelhos distorcidos. Por que eles, os guardiões da nossa essência, nos leem errado? Surge a solidão absoluta, o medo de se expor novamente, o peso de máscaras eternas. No entanto, nessa ferida, brota lição – a de que a verdadeira interpretação nasce do autoamor, não da validação externa. Ainda assim, a cicatriz lateja, lembrando: a maior dor é a de quem nos viu e escolheu não enxergar.

Ser poesia é...
Um permanecer nos sentidos,
Um lacrimejar de felicidade,
Um sussurrar nos ouvidos,
Um suspiro de liberdade,
Um deslumbrar do luar,
Um desabrochar da flor ,
Um mergulho no mar,
Um declarar de amor...








Evidência
Eu aceito você como você é, não quero mudar você.
Você quer crescer e ser melhor a cada dia, e eu estimo que alcance seus sonhos, eu vejo você brilhar e estarei lá com você nos bons e maus momentos. Eu respeito e confio em você, te admiro pela pessoa que você é.
Eu conheço o seu passado, os seus segredos, seus erros, suas vitórias, eu conheço você...
Eu não vou desistir quando enfrentamos desafios, pois tenho certeza de quão grande é o seu amor.
Eu não quero viver e não saber que você não precisa de mim, porque você faz minha vida ser muito melhor quando estamos juntos.
Eu serei seu para sempre, talvez um dia eu parta, mas garanto-vos.... eu volto. Porque não sobrevivo apenas com minha metade.

Pretendo ser...
O sol... do seu dia.
A lua... da sua noite.
As lágrimas... dos teus olhos.
O remédio... de sua dores.
O sorriso... da tua alegria.
O motivo... da tua saudade.
A inspiração... da tua poesia.
O sentido...da tua liberdade.
O coração... do teu corpo.
Da tua vida... o único homem...

Inquirir metafisicamente os pensamentos inatos é transcender o ser erudito em empírico no axiomático paradoxo da vida.

Exijo




No lugar em que o mínimo é por merecimento, prefiro não ser suficiente, exijo ser invisível neste mesmo lugar.

Eu queria...




Confesso, só queria a infinidade,


eu só queria ser aquela carta cheia de palavras pelas quais nos fazem chorar de felicidade,


a, a, a, como eu queria viver dentro daquela canção insaciável com os dizeres sobre a pureza do que é amar.

Voltou a ser...

⁠Quando estava varrendo o resto do resto de você, resolvestes aparecer,
Agora a vassoura saiu voando e o que era resto voltou a ganhar forma, voltou a ser tudo.

Nem tudo que queremos podemos ser; não por falta de oportunidades, mais por falta de tempo.

Amar e ser amado

No meio da multidão, o seu jeito de andar e o seu lindo sorriso me chamaram a atenção;

Quando estávamos próximos foi inevitável não se apaixonar pelo seu jeito único de me olhar;

Nos abraçamos e começamos a nos entender; como sendo um do outro, e foi tão bom!

Conhecer você me deu um novo significado, uma nova direção;

Trato o seu carinho, seu respeito e o seu amor, como um presente dado por Deus todos os dias na minha vida;

O que eu tenho aprendido com você, quero compartilhar com o mundo;

Hoje posso comunicar á todos, que ao seu lado eu conheci o amor e aprendi a amar!

Escudos

Ter a habilidade de desviar de uma avalanche;
Atravessar um incêndio sem ser queimado pelas chamas, evitando sequelas;
Encarar o inimigo invisível, com a certeza da vitória;
Agir com inteligência e ter o dom de passear alegremente em cima dos problemas;
Salvar a máquina pensante e a máquina de amor que carregamos, controlando as emoções com sabedoria.

O amor é mais importante que certas conquistas. Ser amado é a maior de todas elas.

"Todo um conjunto de pensamentos se torna hipóteses que precisam ser submetidas ao teste de realidade."


Existe uma tendência interna de me fazer continuar sendo o que sou, protegendo-me em minhas fortalezas de certezas acumuladas ao longo do tempo.


...




Mas o segredo está justamente nisso:


Teste —> Resultado —> Perspectiva


O segredo para minha saúde existencial é "conservar-se transformando-se" — não permanecendo em minha identidade rígida, que me apego desesperadamente para tentar sobreviver.


É justamente ir até o novo e desconhecido, mas transformador.

Tudo que é repetitivo pode não ser saudável, porque se contradiz com a capacidade criativa de mudança que o ser humano possui.


Não é bom tentar manter uma personalidade rígida. É preciso flexibilidade, para as mais variadas situações. Reinvente-se, seja dinâmico.


...




A compreensão de uma situação (ou uma reação específica) não deve* ser generalizada de forma inadequada / desadaptativa. Isso pode me adoecer.

Multidimensionalidade, vários aspectos que precisam ser considerados.


Vários objetivos a serem atingidos.


Lacunas de informação, aprendizado e atitudes


"Não é pra dar certo agora, é pra te movimentar. E com o tempo, o seu movimento trará os resultados que você espera."




O processo não fica mais fácil. Não desista.

⁠Não te permitas ser julgado, senão pela figura que encontras em teu espelho. Mas cuide para que esta não te condene.

"No altar da lei, o erro pode ser legitimado como certo, celebrando, sob os castiçais da justiça, uma nova solenidade."