Falo o que Sinto
Sinto que nunca
vou ser o suficiente pra ti
e sei que você também
se sente assim,
e meu bem,
o meu medo
e de que ninguém
seja o suficiente pra gente.
sejamos sempre o nosso próprio ninho
sem nunca mendigar carinho.
mesmo acompanhados
sejamos sempre sozinhos.
Um todo muito breve
Eu sinto muito
e mesmo que
eu não sentisse
ainda seria
de um todo
muito breve
e decerto foi.
Metade que Respira em Silêncio"
Eu sinto um nome que nunca ouvi,
um toque que nunca me alcançou,
mas que arrepia a alma...
como vento que dança antes da chuva.
Não é ausência, é espera...
Não é saudade, é presságio...
Há um coração batendo ao avesso do meu,
na mesma frequência de um sonho que insiste.
Sei que existes, embora a pele ainda negue.
Teus passos erram rotas que o destino disfarça...
mas tua procura é uma prece que escuto
nas entrelinhas do silêncio do mundo.
És verso que me falta no poema...
sombra que se encaixa na luz do meu riso...
eco do que sou quando fecho os olhos
e confio que o amor tem memória.
Um dia, teu olhar vai tropeçar no meu,
não como acaso, mas como retorno.
E saberemos, sem perguntar,
que enfim, encontramos o caminho de casa.
Síntese Nossa em Minha Sinopse
Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.
Estagnado em minha lauda,
A cobertura sem a cauda.
Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.
Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.
O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.
Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou
E também somou
E tão bem semeou.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
Talvez eu seja transgressor da minha mente, sendo infesto com minha existência. Sinto-me invadido por pensamentos que me repelem, como se minha própria consciência fosse inimiga, uma traidora que me enche de dúvidas sobre o direito de continuar existindo. Essa sensação de infecção mental corrói meu senso de identidade, questionando se ainda há algo de puro em mim para resgatar.
Quando a mente falha… sinto-me naufragar em um mar espesso, sem bússola, sem voz, sem ar. A depressão… um inimigo invisível, feito neblina que invade os pulmões, correntes que enlaçam a língua, um eclipse que apaga toda clareza. Não é o mundo que enfrento… é um labirinto dentro de mim, onde cada passo afunda, cada pensamento vira eco distorcido, e a esperança… se esfarela como poeira em mãos trêmulas.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
''Das melhores coisas que ouço, vejo, e sinto,reflito/medito,
procuro extrair o máximo, para melhorar minha essência''
Aos que insistem
em tratar a Verdade como passiva
mediadora entre o ético e o grotesco,
sinto dizer que na 'cadeia alimentar'
nutrindo mundos e vidas, ela desfruta
de um único e inalienável lado; distante
de vírgulas, pontos, dos previsíveis questionamentos; dosenganosos
e aduladores
poréns!
... não sinto
qualquer prazer no trabalho,
enquanto desafortunado ativo
a minha modesta sobrevida...
Aprecio, aquilo que no trabalho,
revele-se como uma especial
ocasião em descobrir
quem,em verdade,
sou!
Sofrimento
Minha alma está sangrando
Não sei como sair desse chão
Como me sinto arrasada
O abandono me deu um empurrão
De novo ele veio me lembrar
Que vez ou outra ele vai aparecer
Parece um carma que me acompanha
Querendo me enlouquecer
Ruim é o estrago que ele deixa
Me quebra em vários pedaços
Mais uma vez ele me beija
Com dor, chorando .. descalço
Rejeição nunca foi meu forte
Não sei como lidar com ela
É como a dor da morte
Deixando sua sequela
Parte de mim se vai
Levando toda alegria
Nos meus olhos a angústia se revela
Que tormento, que agonia.
As vezes eu me pergunto
Se um dia vou parar de sofrer
O abandono me machuca tanto
Ele ama me entorpecer..
Será que serei normal um dia?
Sem passar por tantos danos?
A lacunas em minha alma
Cresceram, cresceram tanto.
Eu morro e volto a viver
Toda vez que a dor aperta
Ela esmaga meu coração
Me sufoca e me dilacera.
Disse: Joseanne Karla
Quando digo que sinto saudades de mim, eu me refiro aos sentimentos, às pessoas, aos lugares e a todas as pessoas que já se foram. Aprendi que nem todo luto vem depois da morte de alguém; vem toda vez que você deixa algo para trás, quando deixamos uma parte de nós. A gente quer manter as memórias vivas, mas o tempo nos distância e nos desconecta.
26 /03/2025
Sinto minha mente em ondas. São pensamentos que vem e vão, que vai e voltam. São como partículas virtuais que surgem em meio ao nada e rapidamente desaparecem: parecem insignificantes, mas aos poucos vão desconstruindo um buraco negro dentro de mim
Não é nem alegria, nem tristeza, mas uma oscilação que sinto entre eles ao relembrar os bons e maus momentos que vivemos juntos...
