Falecimento de Criança
Paralelo à liberdade
(Mauro 1Evaristo)
É muito mais fácil odiar que amar,
Amor é criança pedir a camisa do Neymar
Ódio é multidão irascível insana
Sujando a história democrática corintiana.
Ódio não existe ou permite razão
Daí todo o que odeia ser sem noção,
O amor é paralelo à liberdade
Só ama quem tem responsabilidade.
Ódio é doentio, divide qualquer nação,
Quem odeia perde o rumo e razão
Ignora causa, fato e efeito,
Quem odeia despreza ter coração,
Mas o Amor engrandece qualquer sujeito,
Quem odeia só vê o reflexo no espelho.
feradapoesia.blogspot.com
Toda criança tem direito a uma vida digna e a uma formação cultural e social coerente com sua faixa etária.
O futuro de uma criança é roubado todas as vezes que o dinheiro da educação é desviado para saciar a ganância de quem deveria proteger o povo.
Antes de uma mulher carregar uma criança em seu colo, primeiro ela terá que carregá-la em seu ventre. O mesmo ocorre com a fé; ou seja, antes de você alcançar as promessas no mundo físico, primeiro elas devem ser conquistadas através da obediência no espiritual.
O adulto questiona.
A criança confia.
O adulto suspeita.
A criança tem pureza.
O adulto duvida.
A criança crê no impossível.
Não me alegra vitória da seleção. Me alegra ver homem chorar por criança de 5 anos estuprada no Brasil. A gritaria do jogo só escancara: estamos vazios e longe de Deus.
#DespertaTuQueDormes
Que a vida seja doce
Ouviu-se dizer à criança
Ouviu-se dizer à adolescente
Porém não disseram à mulher
Então ela mesmo disse que haja doçura,
porque serei doce mesmo com o
amargo do mundo!
30/08/2026
Yohanna Marques Lopes
/Pirralha/YoyoBR/Yo/Infinity/Gyn
A paz é uma criança brincando na rua,
A violência é o adulto com fúria brutal.
Ambientes diferentes,
E o combate feito no lugar errado.
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
“Quando eu era criança, o tempo nunca passava. Depois que cresci, o tempo nunca para de passar.”
Tem uma coisa interessante: ela cria um contraste perfeito entre infância e vida adulta. É quase um paradoxo: quando você tinha muito tempo, parecia que não passava; quando percebe o valor do tempo, ele parece não parar.
Vejo uma infância difícil, genitores que raramente o entendiam, provações que uma criança jamais deveria passar. Muitas vezes pareceu forte, mas, por dentro, tudo ao redor estava corroído, apodrecido pelo abandono.
Esse é o reflexo no espelho: a criança que aprendeu cedo demais a suportar aquilo que não compreendia, o homem que dela nasceu sem jamais se libertar inteiramente.
Há coisas que o tempo não cura; apenas ensina a carregar.
As cores que o tempo levou
Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.
Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.
Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.
Candura angelical
Ah, como é bom ser criança
Mesmo a fazer travessura
Guarda no peito a esperança
E no coração a ternura
Tal qual um anjo de candura
Vem de seu jeito doce
mistura linda , perfeita
de meiguice, docilidade
de muita luz iluminada
sobressaindo a bondade
com gestos angelicais perfeitos
deixando acentuada
sua angelical candura
Permeada de muita doçura
edite lima / maio de 2019
Mesmo que uma criança ou adolescente cometa um crime bárbaro. Ninguém pode defini-los como psicopatas, pois ainda não possuem a personalidade formada por completo. O termo correto é transtorno de conduta, que pode se estender ou não na vida adulta.
Não se esquecer que
um dia já foi criança,
e que dependeu de um adulto
para chegar até aqui,
pode fazer um mundo novo,
Trazer viva essa lembrança
sempre que uma criança
precisar é sinal vivo
que ainda há esperança
de seguir adiante.
Quando ensinamos uma criança a amar, respeitar e ajudar, estamos cultivando uma geração cheia de Luz e bondade.
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